<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158</id><updated>2012-02-16T05:52:28.052-08:00</updated><category term='Citações'/><category term='férias'/><category term='Entrevista'/><title type='text'>Vigília da Noite</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-9052013992767664231</id><published>2011-01-13T11:51:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T11:54:29.357-08:00</updated><title type='text'>Mudança de Blog</title><content type='html'>Olá Caríssimos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz algum tempo que deixei de escrever para este blog. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que conhecessem o meu novo blog (não tão novo assim): diogosantana01.blogspot.com. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concerteza irão gostar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-9052013992767664231?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/9052013992767664231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=9052013992767664231&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/9052013992767664231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/9052013992767664231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2011/01/mudanca-de-blog.html' title='Mudança de Blog'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-2944518235015413535</id><published>2010-05-20T19:47:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T19:48:11.448-07:00</updated><title type='text'>Um Homem Novo Para Um Mundo Novo</title><content type='html'>† Fl. 3.20-21.&lt;br /&gt;     Ap. 4.1-11. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como é o céu? Como seria viver? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ficamos impressionados com as belíssimas imagens sobre o Reino de Deus expressas no apocalipse: um grande trono branco de onde se emana luz,  e o cordeiro assentado nele, é adorado por miríades angelicais que perpetuamente o glorificam por sua vitória sobre uma vergonhosa morte de cruz; anjos que o glorificam por oferecer a humanidade com a sua vitória, mais uma oportunidade de esperança e recomeço. E uma multidão incontável de homens, de todos os povos e gerações, prostrados diante dele lhe rendem graças em sinal do reconhecimento de sua soberania, e agradecidos louvam seu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entretanto, diante de toda essa beleza, acessível à nossa mente por meio apenas da imaginação, o apocalipse contém uma infinidade de outras imagens sobre o céu que para nós, simples mortais, são difíceis de entender, que são estranhas a nossa limitada capacidade de abstração: seres andrógenos que possuem semelhanças com várias espécies de animais, com asas cheias de olhos, rostos semelhantes a pedras preciosas  e semi-preciosas como o jaspe e etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O apocalipse possui algumas imagens sobre o céu que não se adequam à nossa compreensão ocidental de mundo, por isso, tais imagens são vistas como complexas e difíceis. Todavia, compreender o texto a partir de uma mentalidade oriental, especificadamente alegórica, é se enveredar por um caminho onde a variedade de sentidos possíveis para se interpretar o texto, são inúmeras. É preciso portanto, partir de um outro caminho, um caminho de convergência entre o descritivo e o alegórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Certa vez, conversando com um amigo sobre vida eterna, céu e inferno, ele afirmou que não desejava ir para o inferno, entretanto, que também não gostaria de ir para o céu. Fiquei impressionado com a sua afirmação, e a sua justificativa para defende-la foi exatamente compreender o inferno como um lugar de tormento eterno e o céu como um lugar de paz e contemplação absoluta. Ambas as imagens são típicas de uma cultua religiosa pouco elabora e simplista, porém, são reflexos do nosso modo desajeitado e improvisado de pregação: do inferno como um lugar de dor e castigo e o céu como um lugar de descanso e de recompensa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se o céu é um lugar de descanso perpétuo e de recompensa, para pessoas com um temperamento hiperativo, viver num lugar assim, seria o mesmo que viver no inferno. O céu seria um lugar desgraçadamente excludente, e Deus se passaria por mentiroso. Seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem (Romanos 3.4). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É compreensível entendermos o céu como um lugar cujo diferencial consiste em ser  superior a este mundo, um lugar melhor. Esta compreensão fundada no senso comum religioso, embora superficial, contém um profundo significado. Ensina que o céu é um lugar não sujeito às preocupações, angústias, paixões e vícios que afetam nossa decadente vida cotidiana. Refletindo um pouco mais sobre o assunto, chegaremos à conclusão de que esse lugar não pode estar sujeito às nossas turbulências, exatamente porque esse lugar não é sujeito ao tipo de homem que somos agora, porque somos nós os verdadeiros responsáveis pelo que somos hoje, decadentes, limitados, pecadores. O céu é um lugar novo para um homem novo, não o homem desse corpo abatido e seu modo limitado de experimentar a realidade, particularmente, de seu modo de pensar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Talvez seja por isso que a linguagem simbólica sobre o céu, seja para o homem dos nossos dias, um muro que o impede de ir além. Exatamente porque tal linguagem se limita a dizer que existe uma realidade que escapa às nossas próprias limitações de compreensão do que seja a vida em sua plenitude. Sendo assim, o símbolo do céu (diferente do seu aspecto literal) não pode ser experimentado de outra maneira como intensa expectativa, esperança e saudade da nossa verdadeira pátria, e por isso mesmo, também de inquietação e angústia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu é um lugar para um homem novo, sendo assim, não importa para Deus o homem que somos agora, limitados e imperfeitos, mas sim, o homem que ele quer que sejamos. É preciso, portanto que participemos desse propósito divino com compromisso, com amor. Participar desse compromisso é o próprio sentido da salvação. É salvação. O salvo é aquele que participa do compromisso divino com um homem novo. Que age para esse fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-2944518235015413535?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/2944518235015413535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=2944518235015413535&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2944518235015413535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2944518235015413535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/05/um-homem-novo-para-um-mundo-novo.html' title='Um Homem Novo Para Um Mundo Novo'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-5801198212913954648</id><published>2010-05-20T19:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T19:46:13.274-07:00</updated><title type='text'>Vocação Cristã, Uma Vocação à Cruz.</title><content type='html'>†Zc. 3.1-10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pai celeste! No mundo cá de fora, um é forte, outro é fraco. O forte - quem sabe - envaidece-se com a sua força; o débil suspira e, ai de mim, torna-se invejoso. Mas aqui, bem no interior da tua Igreja, todos somos fracos: aqui, perante tua presença - tu és o poderoso, só tu és o forte” Soren Aabye Kierkegaard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Posso ser vítima da exigência de pessoas que criam grandes expectativas sobre mim. Posso ser vítima das exigências que faço a mim mesmo, quando idealizo uma promissora carreira profissional, uma companheira para dividir a vida ou revolucionar o mundo de alguma maneira. Quando porém, minhas expectativas (ou de outrem sobre mim) se curvam aos caprichos da minha falibilidade, é natural o surgimento de certo tipo de intolerância ao erro, ao fracasso inesperado na execução de uma tarefa ou projeto, de maneira tal, que o desânimo pode ser maior que o fôlego suficiente para retomar forças  e começar tudo novamente. Às vezes não nos perdoamos quando falhamos ou quando criamos a expectativa de que o outro não irá falhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando esse tipo de comportamento atinge nossa espiritualidade, é inevitável que isso se reflita na maneira como compreendemos a Deus. Ele nos exige que sejamos santos, justos, perfeitos e bons. Uma meta a ser alcançada por corações dedicados. Entretanto, não se trata de uma meta alheia a riscos. Pelo contrário, se trata de uma meta onde o risco é absoluto: tropeções, quedas, fraquezas não superadas, perdas. A santidade é uma forma de se aprender a viver com a imperfeição e por isso, com graça. Não a nossa graça, mas a de Deus. Entretanto, existem aqueles que se recusam a acreditar nessa graça, e que por isso, flagelam-se a si mesmos. Castigam a si mesmos e culpam a Deus por isso. Deus é visto com um ser intolerante e vingativo. Ele não é visto como um Deus que ama, mas pune. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sou um sacerdote de vestes sujas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por muito tempo pensei que poderia ensinar às pessoas algo sobre Deus. Hoje percebo ser tal iniciativa fruto de muita presunção. Ridícula e estúpida.  Creio que fui enganado ao conferir à teologia a suma de respostas às minhas indagações a respeito dele. Fruto de um mito oriundo do mundo evangélico que me criou desde o berço, que nutriu minha imaginação infantil com leituras fantásticas e heróicas do êxodo e dos evangelhos e que posteriormente alimentaram minhas primeiras indagações teológicas juvenis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje, compreendo que sobre Deus eu não posso ensinar nada. É ele quem ensina. E se talvez, pudesse resumir toda minha vida numa máxima de sabedoria para a posteridade de teólogos e pastores cristãos, esta seria: “Compartilhe humanidade, pois Deus fará todo o resto”. O ponto final da teologia se resume nisso: em se levar a compreender que o homem é um ser em estado tão deplorável de decadência e humilhação, tão sujeito a uma infinidade de vulnerabilidades, que para ele não pode haver outra esperança que não seja do céu. Numa esperança que vem do céu. Crer nessa esperança, de que tanto a teologia acadêmica discursa, é excedê-la, é ir além dela, pois não se trata mais de princípios universalmente válidos, mas sim de um encontro solitário entre Deus e aquele que recebe essa esperança. De aprender ao pé do ouvido pela própria boca do criador. De deixar que ele fale e viver em permanente escuta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por isso, considero-me também um péssimo pregador. Talvez um dos piores. É característico ao mundo religioso muita reverberação, contudo, impressiona-me a erudição de uns poucos pregadores, dentre os quais jamais chegarei aos pés. Prefiro então o silêncio, ficar calado e viver apenas ouvindo. Deixar-me comover apenas pelas palavras certas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entretanto, diante de homens como eu, é mais fácil assumir o lugar do fariseu. É mais fácil assumir o lugar daquele que acusa e julga, e que condena. É mais fácil assumir o lugar do diabo do que o de Deus, pois o lugar de Deus ninguém toma, pois ninguém, como criaturas que somos, está ao nível de substituí-lo. É mais difícil assumir o lugar de Jesus. Daquele que não apenas perdoa pecados, mas também sustêm seus filhos pela mão para não vê-los novamente no chão. É por isso que para Deus, mais importante do que ser é o não ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sendo assim, não sei se posso ser um ministro do evangelho. Não sei se tenho condições pessoais necessárias que me permitam cumprir de maneira honrosa essa função. Ter a firmeza de propósito que me permita carregar até o fim da vida essa mensagem de amor que radicalmente enfrenta até a preservação individual da própria vida. Entretanto, sei que para Deus, mais importante do que ser é não ser. E eu não sou. Mas ele é. E me disponho para humildemente ser o que ele quer que eu seja e fazer o que ele quer que eu faça. E isso o que me permite com todas as minhas limitações, ensinar, pregar o evangelho e aconselhar pessoas. É isso o que me permite realizar a vontade daquele que me chamou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-5801198212913954648?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/5801198212913954648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=5801198212913954648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5801198212913954648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5801198212913954648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/05/vocacao-crista-uma-vocacao-cruz.html' title='Vocação Cristã, Uma Vocação à Cruz.'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-7572610007593932801</id><published>2010-04-02T14:22:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T14:26:43.522-07:00</updated><title type='text'>Sermão Cerimonial</title><content type='html'>Em ocasião de palestra para o mês da EBD, ministrada no dia 04 de Abril de 2010 na Igreja Batista de Vila Norma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;† At.2.44&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Que é Comunhão Cristã ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras chave: Comunhão, Koinonia/ yadah, ágape, ética, perdão/arrependimento/ sacrifício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum”.&lt;br /&gt;Um Certo Galileu&lt;br /&gt;Um certo dia, a beira mar &lt;br /&gt;Apareceu um jovem Galileu&lt;br /&gt;Ninguém podia imaginar &lt;br /&gt;Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava&lt;br /&gt;Seu jeito simples de conversar&lt;br /&gt;Tocava o coração de quem o escutava&lt;br /&gt;E seu nome era Jesus de Nazaré&lt;br /&gt;Sua fama se espalhou e todos vinham ver&lt;br /&gt;O fenômeno do jovem pregador&lt;br /&gt;Que tinha tanto amor&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se toda a história do cristianismo fosse uma mentira, já seria de impressinar o fato de que um simples camponês judeu amasse tão intensamente as pessoas a ponto de ser considerado um Deus por elas.  A cultura judaica não têm o hábito de endeusar pessoas, o que provocou grande alvoroço entre a elite religiosa da época. A cruz é um resultado disso. Cristo sobe à cruz porque amou. Se o amor é de fato o fundamento da fé cristã, o cristão, como discípulo de Cristo, não pode ser definido por outra coisa a não ser pelo ato de amar. E amar intensamente. Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo. 13.34-35). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente no texto a sentença de que o amor é base de toda unidade. Sem amor não pode haver comunhão. Todavia, existem alguns equívocos que norteiam ambas as palavras: o amor de Cristo não se trata de um sentimento. O amor tal como a cultura popular define, enquanto puro sentimento de afeição é sempre conseqüência de um interesse sobre os benefícios que o outro pode oferecer ou oferece. Quando se convertem à Cristo, muitas pessoas são levadas a acreditar na idéia de que igreja é um lugar onde as pessoas sempre serão simpáticas, prestativas, sorridentes. Sadias física, intelectual, emocionalmente. Sem problemas financeiros ou de saúde. Ausentes de qualquer desvio de conduta e imoralidade. Elas ainda não entendem que determinadas formas de simpatia, ações prestativas e sorrisos são, muitas vezes, uma forma de marketing religioso que inaugura a sua entrada como simples curioso ou visitante em seu interior. Isso acontece pelo modo como a igreja recebe seus visitantes, mesmo de maneira não intencional. De certa forma, é inevitável um tipo de encenação. Queremos ser os mais agradáveis possíveis, amáveis e respeitosos diante do novo indivíduo que adentra no templo. Inventamos um método para que esse “corpo estranho” seja reconhecido (um cristão que está apenas de passagem, um cristão procurando uma nova igreja ou um não-crente) e trabalhado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um não-crente a igreja pode parecer o céu, e isso o motiva à conversão. Todavia, a rotina da vida numa comunidade cristã não está ausente de problemas, principalmente de relacionamentos. O recém-convertido se depara com um outro tipo de igreja. Uma igreja que têm problemas de relacionamento e saúde entre seus membros, problemas financeiros, e alguns de moralidade duvidosa. Surgem ás primeiras frustrações quanto às expectativas. Ao longo de toda nossa carreira cristã serão inúmeras. Devemos compreender que todas as expectativas de um novo crente estão baseadas num conceito de amor fundado na troca. Sua conversão é um produto de todo o carinho e atenção que a igreja lhe oferece e que ele não encontra no mundo. Chegando a duas conclusões : 1) O que a igreja oferece hoje não é o amor de Deus 2) ou então, que as frustrações surgem quando tentamos sem sucesso retribuir o amor que recebemos. No primeiro caso sempre culparemos o outro (inclusive Deus) pelos nossos fracassos. No segundo caso sempre culparemos a nós mesmos. O amor de Cristo é um compromisso ético.  Um amor que não busca recompensa, que ama o inimigo e que perdoa quem lhe crucifica: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviste o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai a vossos inimigos, bendizei o que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus, porque faz que o sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão havereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?  (Cf. Mt. 5.43-47). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isso é possível? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos os que criam estavam juntos: o texto de atos fala da fé como fundamento de unidade. Sem fé não pode haver unidade, uma máxima que não perdeu sua contemporaneidade e continua válida para os nossos dias: E todos os que crêem estão juntos. O termo grego que define essa unidade no novo testamento é Koinonia, e significa uma relação permanente de agradecimento com o divino e com o especificadamente humano. A mesma palavra no hebraico (YADAH) significa uma ação voluntária que expressa dependência absoluta em Deus e louvor ao seu nome. Em outras palavras Koinonia expressa a idéia de que a permanente dependência humana do divino é o fundamento da solidariedade entre os homens. Uma das marcas do cristianismo é a fé num Deus que é solidário ao homem. &lt;br /&gt;De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz (Cf. Fl. 2.5-8).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro mandamento não distingue fé de amor, algo que os judeus estavam bem familiarizados, o que inclui os cristãos da primeira geração: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento (Mt 22,37). Ele não diz “creia”, mas diz “ame”, colocando o amor como um pressuposto para a fé, nos ensinando que não pode haver fidelidade onde não existe amor. O primeiro e segundo mandamento enfatiza o amor e não necessariamente a fé, porque o amor é o primeiro tipo de sentimento que temos sobre nós mesmos e que por isso nos envolve por completo, que nos domina integralmente, que constitui nossa raiz. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estas três, mais a maior delas é o amor (lª Co. 13. 13). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esse princípio é inúmeras vezes repetido em toda a escritura quando a relação entre Deus e o seu povo e Cristo e sua igreja é representado a partir do símbolo do casamento. Tanto no judaísmo, quanto no cristianismo, religião (religare) se estabelece como um casamento com o divino, de ser um só com ele, tal como o homem se une à sua mulher como uma só carne. É mística. Todos os que criam estavam juntos porque tinham o mesmo amor que Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é solidário ás nossas fraquezas, pecados e dificuldades, á nossa pequenez diante da imensidão de um mundo cruel e desumano. Esse amor, porém não se trata de um sentimento de simples afeição. Esse amor é um compromisso ético. Esse é o sentido do amor divino, do ágape. Um amor responsável, ético. E ética nada mais significa do que o conjunto de princípios de conduta adotados por uma comunidade, a fim de garantir-lhes a sobrevivência. Ética está ligada à vida. O amor divino se interessa pela vida. Entretanto, somente podem vivê-lo quem responder a esse amor. A resposta humana ao amor divino é a ética. Todos os que criam estavam juntos porque tinham ética, a mesma ética que Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compadecer-se de quem sofre, defender o ofendido, perdoar quem ofende. Entre os mais céticos, apenas muita poesia. Mas entre todos, um consenso absoluto: esse é o legado moral do cristianismo. É o caso da mulher adúltera ( Jo. 8.1-11), de um dos ladrões crucificado com ele (Lc. 23. 39-43), do paralítico de Betesda (Jo. 5.6-8) e etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perdão: É o favor divino em busca do homem corrompido. Como um Deus santo pode se aproximar de um pecador? Perdoando seus pecados. O homem não é um ser definido moralmente. Como conseqüência, não pode ser moralmente condenado ou absolvido. Sendo assim, o sujeito é definido de outra maneira. Todo homem é pecador, fazendo o bem ou mal, sendo assim, o conceito de pecado não pode pertencer aos limites da ética, mas da moral exclusivamente. Da mesma maneira, a salvação também não pode pertencer a esses limites, vai além. Perdoar significa reconhecer que o outro não é perfeito moralmente, não é completo, e por isso, merece uma nova chance. Essa capacidade somente pode nascer num coração perdoado por Deus. O perdão nasce num coração arrependido.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arrependimento: É a condição de olhar para si mesmo e reconhecer-se como um ser que falha, que comete erros, que não é perfeito, incompleto: moral, intelectual e acima de tudo, espiritual. O arrependimento é a condição de reconhecer-se incompleto diante de Deus e por isso, dependente dele. Esse reconhecimento surge a partir do ato do próprio Deus oferecer seu perdão em direção ao homem a fim de se aproximar dele.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, em sua essência, a missa {o culto} propriamente não é outra coisa que as citadas palavras de Cristo: “Tomai e comei” e etc., como se dissesse: “Olha, homem pecador e condenado, pela mera e gratuita caridade com que te amo, pela vontade do Pai misericordioso prometo-te, por estas palavras, a remissão de todos os teus pecados e a vida eterna, sem nenhum mérito ou voto teu. E para que estejas completamente seguro dessa minha promessa irrevogável, entregarei  meu corpo e derramarei  meu sangue, confirmando com minha própria morte essa promessa e deixando-te ambas as coisas como sinal e memória dessa promessa. Toda a vez que o repetires, lembra-te de mim, anuncia e louva essa minha caridade e largueza para contigo e dá graças (Lutero). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sacrifício de Jesus nos ensina sobre a urgência de amar intensamente. Ele nos atinge como uma exigência: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade (1ª Jo. 3.16-18). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigência essa que se expressa em nossa vida em comunidade: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São João Crisóstomo destaca o efeito unificador da Eucaristia no Corpo de Cristo, que é identificado pelos cristãos como a própria Igreja: Com efeito, o que é o pão? É o corpo de Cristo. E em que se transformam aqueles que o recebem? No corpo de Cristo; não muitos corpos, mas um só corpo. De fato, tal como o pão é um só apesar de constituído por muitos grãos, e estes, embora não se vejam, todavia estão no pão, de tal modo que a sua diferença desapareceu devido à sua perfeita e recíproca fusão, assim também nós estamos unidos reciprocamente entre nós e, todos juntos, com Cristo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os que criam estavam juntos porque juntos esperavam o vitorioso Cristo ressuscitado voltar.  Diante dessa expectativa a igreja fez muito, num espaço de tempo muito curto. Eles entenderam que o sacrifício de Jesus nos exige amar hoje. Agir hoje, pois não sabemos se o amanhã será uma realidade onde nós ainda estaremos presentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início da igreja é marcado por um vigor extraordinário, de amor inconseqüente a mensagem da cruz e a todo o legado de Jesus Cristo. De tão inconseqüente esse amor é desafiador, é contestador. Inúmeras são as prisões por insubmissão à idolatria romana, os martírios, as fugas por causa da perseguição. Entretanto, em paralelo estão os grandes sermãos dos apóstolos, cheios de entusiasmo, as campanhas missionárias, o crescimento explosivo da fé em menos de cinqüenta anos, a vida comunitária dos primeiros cristãos, pois todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e fazendas, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister (At. 2.44-45). Olhando para o passado, o presente parece apenas uma caricatura daquilo que foi o cristianismo em sua forma primitiva. De fato, tal evidência é um tanto incômoda e perturbadora – Somos de fato cristãos? Nossas ações testificam isso? Como entender tanta ousadia por parte da igreja primitiva? Se considerarmos tal ousadia como um fenômeno do Espírito Santo, arriscaria uma nova pergunta: Nós não temos do mesmo Espírito? Se considerarmos tal ousadia como um fenômeno da fé arriscaria: Nós não temos fé? O que temos então? O que somos então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, não é apenas pela expressiva militância que a primeira geração de cristãos se destaca de todas as gerações posteriores. A primeira geração de cristãos se destaca por terem sido a geração que testemunhou toda a vida, ensino, crucificação, morte e ressurreição de Jesus. Isso faz toda a diferença: ao ser crucificado Cristo é condenado pelo mundo, ao ressuscitar Cristo se torna o juiz do mundo e promete voltar para esse fim. A eminente volta de Jesus gera intensa expectativa, e diante dela, a conduta pessoal e comunitária se torna uma preocupação permanente. Como Tomé, a primeira geração de cristãos se distingue das demais por ser uma geração que creu apenas por que viu .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;† Soli Deo Gloria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-7572610007593932801?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/7572610007593932801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=7572610007593932801&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/7572610007593932801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/7572610007593932801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/04/sermao-cerimonial.html' title='Sermão Cerimonial'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-2057578232761886214</id><published>2010-03-31T16:46:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T16:48:03.075-07:00</updated><title type='text'>Sermão Cerimonial - Texto Incompleto</title><content type='html'>Em ocasião de culto público realizado na Igreja Batista de Vila Norma. &lt;br /&gt;Domingo, 21 de Junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;†Jo. 8.1-11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Deixar-se vencer pelo amor, não resistir a ele. Não o amor transitório de paixões, fundado em benefício próprio e satisfação pessoal, fruto secreto de uma profunda carência emotiva que impulsiona desesperadamente a lançar-se diante de braços estranhos, indiferentes, mas sim, o amor que vai ao encontro do outro, lhe reconhece, lhe identifica diante de Deus, amor que identifica criador e criatura. Que promove um encontro. E assim foi entre Jesus e uma mulher apanhada em adultério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tal relato se encontra precisamente entre dois grandes discursos de Jesus: um sobre sua pessoa (Jo. 7.10-53) e outro sobre sua missão (Jo. 8.12- 59). Jesus participa da festa dos tabernáculos, uma festa cerimonial judaica de uma semana cujo fim era lembrar ao povo o tempo em que seus ancestrais ainda viviam em tendas quando peregrinavam no deserto depois do êxodo. Nessa festa Jesus discursa sobre sua identidade. Contudo, inserido neste discurso estão severas críticas ao modo de administração da lei feita pelos sacerdotes, assim como, o modo como interpretam a lei e os procedimentos utilizados sobre ela para exercerem qualquer tipo de julgamento, dentre eles, sobre quem era Jesus. Isso é interpretado pelos escribas e fariseus como um tipo de provocação, procurando por isso a todo custo, matá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Terminada a festa Jesus resolve passar a noite no monte das oliveiras em oração. Antes do nascer do sol se dirige ao templo e começa a ensinar. É exatamente nesse momento de cansaço físico e mental que os principais da sinagoga lhe resolvem testar – uma clara resposta ao discurso de Jesus feito um dia antes. Baseados nas afirmações de Jesus sobre como interpretam a lei, trazem em sua presença uma mulher apanhada em adultério. Alheia a tais embates entre Jesus e os principais da Sinagoga, ela é simplesmente usada como um meio para condenar Jesus à morte. Morrendo Jesus ela também morreria. Entretanto, conseguindo livrar-se da armadilha, a mulher também seria preservada com vida. Ironicamente a vida dela estava nas mãos de Jesus, não dos seus algozes. Nesses momentos de tensão, onde Deus, incompreendido, parece ser um tirano cruel, onde não conseguimos enxergar tão longe a fim de compreender seus desígnos, Isaías nos ensina que quando nossa cegueira espiritual (que pode ou não ser oriunda de um pecado) nos impede de enxergar o mesmo que Deus, devemos apenas estender as mãos e deixar-nos guiar por ele (Is.45. 1-5). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato adulterando, e na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu pois que dizes?. Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar ... (vv.5-6).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por um momento Jesus se calou. Escrevia na terra. Depois de uma pausa, Cristo responde a provocação com a já clássica afirmação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ... Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela (v.7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos são iguais à mulher adúltera. Condená-la seria reconhecer em si mesmo a necessidade de punição, e por isso mesmo, de morte. Todos se retiram, maculados pelos seus próprios pecados e consciências, e por isso, continuam pecadores, condenados pela justiça de Deus, mortos. Estão conformados com as suas vidas. Só a mulher permanece com Jesus. E por isso ela é perdoada. Um pecador quando diante de Cristo possui apenas a escolha de renunciar a Cristo ou os seus pecados. Por isso a recomendação de Jesus à mulher: Vai-te, e não peques mais (v.11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como julgar uma pessoa livre? Nem mesmo Cristo Julga. Martin Heidegger certa vez escreveu que apenas nos definimos quando morremos. É por essa razão que o julgamento de Jesus é escatológico, onde separará bodes de ovelhas. Para o Judaísmo do primeiro século a lei definia moralmente os indivíduos em bons ou maus, em santos e pecadores, em salvos e condenados. Com a corrupção da lei feita pelos sacerdotes, a lei somente poderia ter uma aplicação válida quando administrada pelo seu próprio autor: Cristo julga! E perdoa. Renuncia a lei? Apenas ensina a sua função: humanizar o homem, isto é, coloca-lo diante de seu criador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karl Barth escreveu sobre o amor de Cristo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor não é Eros, que se cobiça, mas Ágape, que jamais acabará;&lt;br /&gt;A novidade, a originalidade do amor é ele não participar do círculo vicioso que vai do mal ao mal e da reação à revolução;&lt;br /&gt;O amor é a “justiça eterna equalizadora” (Kierkegaard);&lt;br /&gt;O amor edifica a comunidade porque unicamente procura comunhão;&lt;br /&gt;O amor nada espera porque já atingiu o alvo;&lt;br /&gt;Nada procura, porque já encontrou;&lt;br /&gt;Nada quer enquanto já realizou;&lt;br /&gt;Nada pergunta, porque já sabe;&lt;br /&gt;Não luta, porque já venceu;&lt;br /&gt;O amor não contradiz e, por isso não pode ser refutado;&lt;br /&gt;Não concorre, e, portanto, não é vencido;&lt;br /&gt;Não busca decisão e, consequentemente, ele próprio é a decisão;&lt;br /&gt;O amor destrói os ídolos, porque não cria outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-2057578232761886214?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/2057578232761886214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=2057578232761886214&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2057578232761886214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2057578232761886214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/03/sermao-cerimonial-texto-incompleto.html' title='Sermão Cerimonial - Texto Incompleto'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-8482152673167850325</id><published>2010-03-31T16:41:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T16:42:35.636-07:00</updated><title type='text'>Sermão Cerimonial</title><content type='html'>Em ocasião de culto público, na igreja Batista de Vila Norma.&lt;br /&gt;Domingo, 19 de Julho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;† Leitura Antifonal&lt;br /&gt;     Jr. 1. 5- 10; 17-19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vivemos numa geração que laureia títulos e rótulos como instrumentos para se definir pessoas, onde santidade é apenas uma questão de propaganda, e como tal, também é de dinheiro, a verdadeira alma do negócio. Uma geração que faz da sujeição uma condição vital à vida, que se importa em demasia com o transitório, o perene, o momentâneo. Rubem Alves conta a estória do pato selvagem que cansado de lutar diariamente pelo seu sustento, ao sobrevoar uma fazenda, avista um grupo de patos domésticos nadando na lagoa, recebendo comida vinda das mãos de seus donos. Indignado com aquela situação, resolve se afastar do bando e resolve descer. Na fazenda o alimento está sempre a disposição e não há esforço algum para consegui-lo. O tempo passa, e quando um novo bando de patos selvagens sobrevoa a fazenda, com saudades da vida livre que outrora tinha, o pato que agora não era mais selvagem, resolve acompanha-los em direção ao sul. Tenta voar e não consegue, porque descobre que está gordo demais para alçar vôo. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Jesus disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida, mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhais para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? (Mt. 6. 25-26). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus nos ensina a não fazer de banalidades, coisas emergenciais. Característica marcante em nosso tempo, do nosso mundo. Em 2005 o grande escritor português e prêmio Nobel de literatura José Saramago publicou um livro com um título no mínimo bem curioso: Ensaio Sobre a Cegueira. Livro que virou até filme, pelas mãos do diretor de cinema brasileiro Fernando Meirelles, lançado em 2008 no exterior. Tanto no livro, quanto no filme, Saramago imagina em sua ficção que as pessoas estão sendo contaminadas inexplicavelmente por um vírus ainda não identificado que as tornam cegas. O vírus se propaga rapidamente. O pânico é generalizado. As pessoas se isolam em suas casas com medo de serem contaminadas. As ruas ficam desertas. Ver se torna uma necessidade tão fundamental quanto comer e respirar. Nosso século é marcado pela cegueira espiritual, ratificada anteriormente pelo próprio Senhor Jesus (Cf. Lc. 6.39). O mundo não sabe para onde está indo, testificado no profundo sentimento de apatia das massas, de falta de identidade. A igreja, inserida no mundo, parece estar na mesma condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não vos conformeis com este mundo, mas transformais-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm. 12.2). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se conformar com o mundo, não se ajustar a ele. Isso somente pode acontecer a partir de uma mentalidade diferente. O apóstolo Paulo não nos convida apenas para sermos diferentes do mundo, mas principalmente para transformá-lo. Isso significa se transformar também. Isso significa agir !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo como referência para nossa meditação o texto de romanos acima citado, percebo que não há exemplo maior de inconformidade registrado na bíblia do que entre os profetas. E em ocasião do mês batista da juventude, nos é oportuna a história de um jovem profeta – Jeremias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeremias é escolhido desde o ventre: diferente de algumas interpretações, isto não sugere nenhum tipo de característica especial de Jeremias. Ele não é diferente de nenhum outro homem. Tem sonhos, medos e esperanças. Ser escolhido desde o ventre indica o valor de sua missão: exortar a sua geração a não seguir os mesmos passos que a geração anterior, assim como, lançar uma ácida crítica a herança deixada pela geração de seus pais, o que em outras palavras significa romper com velhos paradigmas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto é curioso ressaltarmos o olhar de Deus sobre Jeremias. Deus vê Jeremias como profeta: ser profeta não significa pertencer a um grupo de pessoas especiais, uma elite de homens superiores. Eles estão entre os homens comuns e os aparentemente sem vocação. Pastores de ovelhas e boiadeiros. Escribas, intelectuais, reis e sacerdotes. Ser profeta é ouvir a voz do Senhor e sob sua autoridade comunicar sua vontade. Entre o ouvir e falar está o compreender. O discurso divino passa pelo profeta de modo que ele também seja edificado por meio dela.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser profeta é preciso enfrentar a multidão, até mesmo aquela que vai ao lado de Jesus. Lutar contra uma multidão para encontrar Jesus. Não há nesta batalha nenhum vestígio do sobrenatural. É preciso lutar usando as próprias forças. Zaqueu, compreendendo que não tinha forças suficientes para enfrenta-la, resolve subir numa árvore. Outro ainda, usa a voz, e aos berros procura chamar a atenção do mestre. Mas a mulher que tinha um fluxo de sangue... Ela enfrenta. E por que enfrenta? Porque beira à morte. Jesus era a única alternativa: ou enfrenta a multidão ou espera a morte. Ela não quer morrer. Por isso vai até Jesus. Para ir até Jesus ela arrisca tudo, até mesmo a própria vida! E por isso recebe tudo de volta, porque ganha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para enfrentar a multidão também é preciso estar disposto para ir à prisão, ao fosso, a masmorra, a cruz. Para tanto é preciso amar sem medida. Lutero escreve: Uma masmorra com Cristo é um trono, e um trono sem Cristo é um inferno.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeremias se vê como uma criança: Como um jovem tímido e sem qualquer tipo de carisma pessoal poderia ousar exortar sua nação ao arrependimento? Sua ousadia é oriunda da confiança de que aquilo que diz não é seu, mas de Deus. Embora Jeremias se defina inapropriado para a missão incumbida, Deus vê um outro homem em Jeremias. Um homem que o próprio Jeremias não vê. Deus olha para o futuro do homem, e sobre ele tem um projeto. Um projeto de homem novo, onde somente podemos participar atendendo o seu chamado, ouvindo sua voz e sendo obedientes a ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser um homem novo. É esse o chamado para ser profeta. Um homem novo não cabe num mundo velho, e por isso, sempre será motivo para contradições. Vitimado pela exclusão, pela cruz, pelo martírio. Mas herdeiros da vida eterna. Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o salvador, o Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas (Fl.3.20-21).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem novo para um mundo novo. É essa a esperança que nos faz lutar contra o mundo, de ser santo. É transforma-lo por dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;† Soli Deo Gloria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-8482152673167850325?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/8482152673167850325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=8482152673167850325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8482152673167850325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8482152673167850325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/03/sermao-cerimonial_31.html' title='Sermão Cerimonial'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-1951423514503826193</id><published>2010-03-25T17:03:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T17:05:46.473-07:00</updated><title type='text'>O que é anarquismo cristão? - uma leitura de Tiago 4.4* (por Diogo Santana**)</title><content type='html'>"A força moral de um único homem que insiste em ser livre é maior do que a de uma multidão de escravos silenciosos." (George Woodcock - historiador inglês)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESUMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é anarquismo e até que ponto seus princípios podem ser justificados como práticas legitimamente inseridas dentro da tradição cristã ? Até que ponto o cristianismo pode ser considerado como compatível ao pensamento libertário, o mesmo que censura o poder do Estado, do militarismo, das hierarquias e das instituições? De que modo a relação entre cristianismo e anarquismo altera nossa maneira de pensar a tradição cristã? Qual é o papel e significado da igreja diante dessa perpectiva de interpretar todo o legado de Jesus Cristo? Questões que hoje, nos forçam a repensar a identidade pela qual se formou o cristianismo, sua história, tradição e pensamento.&lt;br /&gt;"Para alguns, Jesus é um anarquista, pois não tem nenhuma noção de governo civil. O governo lhe parece pura e simplesmente um abuso. Ele fala disso em termos vagos e como uma pessoa do povo, que não tem idéia alguma de política. Todo magistrado lhe parece um inimigo natural dos homens de Deus; anuncia aos seus discípulos rixas com a polícia, sem imaginar sequer que isso fosse motivo para se envergonhar. Mas nunca se nota nele a intensão de tomar o lugar dos poderosos e ricos. Ele quer aniquilar a riqueza e o poder, e não se apoderar deles. Prediz a seus discípulos perseguições e suplícios, mas não deixa entrever uma única vez o pensamento de uma resistência armada (...). Os fundadores do reino de Deus serão simples. Nada de ricos, nada de doutores, nada de padres: apenas mulheres, homens do povo, humildes, crianças. O grande sinal do messias é a “ boa nova anunciada aos pobres”. A natureza idílica e doce de Jesus chegava aqui ao seu auge. Uma imensa revolução social, em que as classes serão alteradas, em que tudo quanto é oficial neste mundo será humilhado, eis seu sonho. O mundo não acreditará nele; o mundo o matará." (RENAN, 2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMO E PÓLIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência vista apenas por um ângulo jamais poderá experimentar integralmente a si mesma, sempre será vítima de um sentimento de ser apenas um fragmento cujo sentido é apenas reconhecido na sua relação com a pólis. É nessas circunstâncias que fazer política ganha importância, exige antes de tudo que se reconheça um sentimento de dependência, onde o sentido de ser homem está inevitavelmente ligada a natureza da sociedade organizada politicamente. Entre homo e pólis existe o sentido, que justifica tanto a existência de um como de outro, através de uma história que tem sua origem entre os filósofos gregos. Toda doutrina social ou política, cujo propósito se estabelece em justificar a existência do homem em coletividade, é precedida por uma compreensão do homem que se adeqüe a tal empreendimento. A existência de todo e qualquer governo político somente pode ser justificada através da compreensão de um homem cuja natureza é destinada espontaneamente à existência numa coletividade organizada politicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é ser homem? Pergunta que inquietava os maiores cérebros da Grécia antiga, os de hoje porém, nem tanto. Em outras palavras: Onde está o sentido da nossa humanidade? O que nos torna legitimamente humanos? Aristóteles ao afirmar que o homem é um animal político, sustenta a tese de que é exatamente a organização política das comunidades humanas que emerge o homem da animalidade para a racionalidade. Estabelecendo assim a superioridade da sociedade sobre o indivíduo.&lt;br /&gt;"A primeira cidade foi uma criação de Caim (Gn.4.17), enquanto que Sete e sua geração vivia em tendas. A criação de cidades exigia antes de tudo, a demarcação de território fértil para cultivo renovável do solo (exigindo com isso uma técnica agrícola – lembrando que Caim foi agricultor) e alimentação dos animais, tal demarcação exigia a construção de muralhas, exército, armas para a defesa do território. A guerra nasce com a origem das cidades, na defesa em que seus moradores fazem de seus territórios contra invasões, nascendo daí a noção de povo, língua, religião e raça própria, de uniformização da cultura. Com o aumento da população se diminui o espaço por habitante, surge a necessidade de expandir territórios – ocasião para uma nova guerra, dentro e fora do espaço urbano, origem da criminalidade e das campanhas militares (que na época era oriunda da posse ilegal de terras, fonte de toda a riqueza). O bandido é o soldado que luta contra o seu próprio país ou ainda, o soldado é o bandido que luta contra o país dos outros, nesse aspecto, ambos são moralmente idênticos, e se condenamos a ação do bandido, devemos condenar também a ação do soldado. E tanto presentes com o bandido, quanto presentes com o soldado, estão as ferramentais indispensáveis para a origem e o fim de conflitos - visando sempre a conquista de novos territórios e a defesa do território atual – as espadas de aço, as lanças, os cadafalsos... a cruz." (SANTANA, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, se torna evidente a origem centralizadora das primeiras cidades. Como um poder centralizador, todo o poder era restrito ao dono das terras e de suas famílias, que por causa disso, galgava facilmente à condição de divindades. Surge as primeiras comunidades monárquicas, de caráter religioso, como é o caso dos egípcios, babilônicos e etc. Com o crescimento das cidades, o nomadismo se torna inviável, por outro lado, isso gera tantas responsabilidades para os donos das terras que administrá-las com pouca mão de obra e recursos se torna impossível. Nasce assim a falência do poder monárquico, o que significa a descentralização do poder político aos donos das terras e suas famílias. O Estado nasce como&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANÁRKHOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra anarquismo é originária da expressão grega Anárkhos, que literalmente significa sem “governo” ou “sem governante”. Sendo assim, nos oferece uma infinidade de contribuições sobre a questão da autonomia entre homem e governos. Anárkhos significa uma distância entre o humano e o político: o ser humano é universal, o ser político é limitado a condições geográficas, econômicas, culturais, linguísticas, etnológicas e etc. Fruto de todo tipo de preconceito e segregação: o racismo, o nazismo e todo tipo de autoritarismo são bons exemplos disso. Enquanto distância com o ser político Anárkhos significa conceber a liberdade social como o verdadeiro Sentido de humanidade. Loucura, insanidade, inadequação a normatização da pólis, inconformidade. Anárkhos significa que o sentido do humano, sua identidade e verdade, não se encontra na identificação de sua posição na pólis, nem mesmo pode ser oriunda de esforços coletivos na construção da identidade individual. Em suma, a Polis limita o humano a uma condição que somente pode ser vivida e experimentada a certas condições específicas dentro do corpo político, enquanto que anárkhos não determina restrições específicas para a manifestação do humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anárkhos distingue homo de pólis, sendo assim, não restringe a identidade do indivíduo e sua igualdade com o seu semelhante a um conjunto de atributos culturais, linguísticos, étnicos, religiosos e etc. Alienação? De maneira nenhuma! Oposição. Em outras palavras, que a condição humana não é construída pelo meio social organizado politicamente. Esse é um aspecto fundamental que evidencia uma diferença entre anarquismo e comunismo: o comunismo não separa o humano do político. Apoiado em Aristóteles, Marx considera o político como uma especificidade do ser do homem, estabelecendo uma condição política, baseada na produção coletiva dos meios de produção, para o estabelecimento de uma ontologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anarquismo estabelece sua ontologia na afirmação de que a condição humana, é em si mesma ausente de referências artificialmente constituídas pelo corpo político. A ausência de referências sociais que definem e situam o indivíduo, estabelece sua condição primária como naturalmente livre, ou seja, ontologicamente indefinida. O humano não se trata de um atributo por onde se torna possível de definição. O humano é em si mesmo uma condição ausente de referências. É essa condição que chamamos liberdade. Todo homem nasce livre. Entretanto, como um ser livre se torna um trabalhador honrado ou um inescrupuloso criminoso, bom ou mal, feio ou bonito, inteligente ou ignorante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ele nasce na pólis, isto significa, a princípio, que a pólis trata de situá-lo como sujeito humano: certidão de nascimento, nome próprio, data de nascimento, origem paterna e materna, país. A cultura realiza a tarefa de um ditador: impondo o que considera legitimamente como humano e censurando como erro, crime ou imoralidade o que considera hostil a supremacia do Estado, bestial, animal. Existe uma cultura de sujeição ao corpo político, cuja função é exatamente situar o humano na organização e manutenção da pólis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anárkhos é afirmação de uma distância entre homo e pólis. É afirmação da liberdade, da ausência de referências impostas pelo corpo político e a objetividade. Anárkhos enquanto distância é subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autonomia entre o humano e o político se estabelece entre os anarquistas, na compreensão de que a natureza humana tem como seu fundamento a liberdade, situada no mundo. Sendo assim, o anarquismo não se trata de uma doutrina social de rebeldia contra os governos e a ordem estabelecida em si, mas sim, na afirmação de que todo governo ao restringir o existente a uma condição política, o desumaniza e o torna qualquer outra coisa, menos homem, e entre governos e homens, o anarquismo prefere este último, enquanto que os governos sempre terão como primeira lei, preservaram-se a si mesmo, antes mesmos de seus súditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anarquismo é uma doutrina de liberdade, e quando falamos em liberdade jamais podemos separá-la da subjetividade, pois nesse caso, reinaria na ausência de referências o desespero. Todavia, não podemos situar a liberdade inteiramente ao terreno do subjetivo, Anárkhos representa essa tentativa de tornar o humano para além de uma condição subjetiva e pessoal (como acontece na democracia) e sim social, mas não política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANARQUISMO E CRISTIANISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos em anarquismo cristão, se torna evidente num primeiro momento, que trazemos à tona, certa contestação da habitual maneira como a cultura, logo também, como os poderes vigentes interpretam e impõe sua visão do que seja o cristianismo e sua relação com o poder político, direta ou indiretamente. Sendo assim, a princípio e de modo bem suscinto, podemos afirmar que o anarquismo cristão seja de fato uma postura de contestação dos rumos tomados por toda a herança de fé deixada por Jesus, maculada ao longo do tempo quando transformada em doutrina política por Constantino e o bispo de Roma, e posteriormente pela reforma protestante, facciosa, partidária, moralista. É exatamente por isso que a expressão anarquismo cristão se torna estranha e causa até repulsa a muitos ouvidos desavisados, pois significa contestar aquilo que nossos ancestrais consideravam como ausente de qualquer tipo de questionamento: o vínculo do cristianismo com o poder político, origem de inúmeras transformações que culminaram tanto com a formação do que hoje conhecemos como cristandade e suas diversas expressões ao longo da história, como a formação do próprio conceito de Estado soberano (teocrático, monárquico, militar e democrático).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma palestra cujo objetivo é apresentar de uma maneira breve, porém abrangente, alguns elementos fundamentais que constituem o corpo doutrinário do anarquismo cristão, evitarei, pelo menos nesta oportunidade, me ocupar da formação histórica da institucionalização do cristianismo, tendo como principal objetivo expor a atualidade do anarquismo cristão, sua viabilidade de ser empregado hoje. Sendo assim, o que é de fato o anarquismo cristão? Uma forma cristianizada de anarquismo ou uma forma anarquizante de cristianismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O VALOR DO LEGADO DE JESUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definir o cristianismo significa antes de tudo, determinar valor ao legado e a própria pessoa de Jesus. É exatamente essa a tentativa dos apóstolos e escritores sacros no desenvolvimento de seus evangelhos e epístolas. Em suma, a intensão que motivou a origem dos textos sacros que compõe o canôn do novo testamento é exatamente responder duas questões fundamentais: Quem é Jesus? Qual a sua importância para a humanidade? A segunda categoria de questões que envolvem essas perguntas se estabelecem no modo como as mesmas encontram sua resposta no próprio texto bíblico e as fontes em que se utiliza para a justificação da mesma. Os evangelhos, assim com as epístolas neo-testamentárias são unânimes quanto a afirmação de que Jesus é o messias, isto o vincula diretamente às profecias do antigo testamento e a tradição que lhes deram origem, e os evangelhos passam a ser escritos segundo essa perspectiva: de identificar os atos e palavras de Jesus ao cumprimento das profecias. Entretanto, é exatamente o termo messias que dentro da tradição profética se apresenta cheio de dificuldades. O que significa dizer que Jesus é o messias?:&lt;br /&gt;"Para os messianistas da escola milenar, para os leitores obstinados dos livros de Daniel e Henoc, ele era o filho do homem; para os judeus da crença comum, para os leitores de Isaías e Miquéias, ele era filho de Davi; para os adeptos, ele era o filho de Deus, ou simplesmente o filho. Outros, sem que os discípulos os censurassem, o tomavam por João Batista ressuscitado, por Elias, por Jeremias, segundo a crença a crença popular de que os antigos profetas iriam se reanimar para preparar os tempos do Messias." (RENAN, 2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia dentro da tradição profética uma definição uniforme sobre a identidade do messias, e as fontes eram inúmeras. A composição de cada evangelho não só dependeu de tudo o que Jesus fez e ensinou, mas também das fontes proféticas utilizadas por cada escritor sacro para identificálo ao messias. Se tornou evidente que não podemos falar da composição de todo o canôn do novo testamento, particularmente os evangelhos, sem remetê-los às influências que os mesmos sofreram da tradição profética. A tradição profética emerge no cenário religioso da teocracia judaica inicialmente como uma forma de contestação dos abusos de poder, particularmente da classe sacerdotal e da monarquia. Sendo assim, a princípio, em sua primeira fase, não evidencia interesse de um rompimento formal com o governo teocrático, pelo contrário, exige de sua administração atenção especial aos mais pobres e desfavorecidos, patriotismo (o que numa teocracia significa também a valorização do próprio monoteísmo[1]) e respeito absoluto para com as tradições religiosas. Em suma, a tradição profética em sua primeira fase (revisionista) apenas exige justiça, para o presente (ganhando um sentido crítico) e o futuro sendo assim, as profecias relacionadas a identidade do messias, o relacionam apenas a um rei – sacerdote justo, concentrando em suas mãos tanto o poder político quanto religioso, o servo, o profeta semelhante a Moisés, oriundo da descendência de Davi etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso escatológico surge na tradição profética como resultado de longos períodos de exigência por justiça que não obtiveram êxito. Nele o que se contesta não é mais a forma como o sistema político é administrado, mas sim a própria estrutura que o justifica. Sendo assim, afirma implicitamente que não é a forma de administrar o poder que corrompe a conduta e o caráter dos homens, mas sim o próprio poder, e por isso exige, através de um apelo divino, a sua extinção. É exatamente no discurso escatológico que a tradição profética encontra destaque na composição dos evangelhos. É exatamente uma leitura escatológica dos evangelhos que nos permitem afirmar que o cristianismo é anárquico, o que queremos dizer que em ambas as ideologias, o verdadeiro valor que as aproxima é o seu caráter escatológico, atestado nos evangelhos e epístolas, mediante a influência da tradição profética. Isto significa, em ambas as tradições, separar o humano e o divino do político, estabelecendo assim uma ácida crítica ao conceito de humanidade e divindade como oriundo de artificiais convenções da pólis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definir o cristianismo como anárquico significar afirmar, mediante a tudo aquilo que dispomos da tradição apostólica, conferida por meio das escrituras, que o legado, assim como a própria pessoa de Jesus são fundados sob um valor escatológico, da vinda próxima do reino de Deus, característica herdada da tradição profética. O valor escatológico dos evangelhos consiste precisamente na afirmação de Jesus Cristo como juiz do mundo, isto é, da pólis, onde sua morte e ressurreição possui capital importância no desenvolvimento deste valor: é o mundo (autoridade políticas romanas e judaicas, com a omissão e consentimento do povo) quem crucifica Jesus, o messias, o próprio Deus encarnado, isto é, afirma com este gesto, não só a autonomia do político sobre o espiritual, como a própria negação deste último, reduzindo todas as convenções ao político – caso típico do marxismo. Entretanto, de modo inverso, é a ressurreição quem afirma a supremacia do espiritual sobre o político. Na tradição profética de índole escatológica Deus é Jesus. Morto pelo mundo, Deus é julgado pela pólis (é o conceito nietzschiano de morte de Deus), ressuscitado, Deus passa a ser o juiz da pólis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A identificação do próprio sentido prático de anárkhos se confunde com o próprio sentido do que seja de fato o cristianismo dentro do movimento de cristãos anarquistas. Existem aqueles que pensam anárkhos como um fundamento moral de autonomia social que identificam na pessoa, mensagem e ações de Jesus Cristo. É o caso particular do pensamento de Toistói, que merece nesta ocasião, algumas ponderações importantes: Toistói compreende a conduta como a única possibilidade pela qual a humanidade se torna possível, pela qual a existência humana adquire sentido. A ênfase na conduta como via de humanidade é típica aos pensadores deístas, dentre os quais Toistói se insere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEÍSMO E TEÍSMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumidamente, o deísmo consiste na crença da manifestação indireta da divindade no mundo, em outros termos, que Deus é uma entidade que embora existente não age diretamente em sua criação, justificando assim, a autonomia humana e a existência do mal como uso incorreto dessa autonomia. Sendo assim, Deus se restringe unicamente a condição de criador do mundo. Sendo&lt;br /&gt;sua manifestação indireta, Deus cai na impessoalidade: ele é concebido apenas como uma força obscura e misteriosa que deu origem ao universo. Sendo sua manifestação indireta, Deus não possui um nome, sendo assim, ambiguamente ele não tem nome algum e ao mesmo tempo possui uma infinidade de identidades: Javé, Adonai, Allá, Shiva e etc. Sendo sua manifestação indireta, ela é intermediada: pela lei, sacerdotes, profetas e instituições (judaísmo), pela reencarnação (no espiritismo, budismo e outras), por espíritos (religiões fetichistas, animistas e espíritas) e por emissários (Buda, Maomé, Moisés, o próprio Jesus etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, todo deísta é extremamente tolerante no que se refere às crenças religiosas, o que no âmbito político o aproxima da democracia: a impossibilidade de manifestação direta da divindade faz com que todas as religiões sejam no fundo uma forma de se cultuar o mesmo deus, força criadora do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal intermediação não provêm de um movimente de cima para baixo, do superior para o inferior, mas exatamente o contrário, do inferior para o superior, de baixo para cima: sendo assim, a salvação anunciada por todo tipo de religião deísta se estabelece como um tipo de aperfeiçoamento, de evolução, exercida através do esforço do próprio indivíduo. No deísmo o homem é o responsável pela sua evolução, conduzido pelos caminhos que o intermediariam com a divindade. Nesse aspecto, a conduta é a principal fonte de aperfeiçoamento. O deísta funda a ética como principal instrumento de aperfeiçoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deísmo cristão, diante do exposto, distingue Jesus da divindade. Ele é apenas o emissário, sendo assim, o cristianismo para o deísta, é uma doutrina reduzida a um bem elaborado tratado de moral, cuja finalidade é o aperfeiçoamento do homem no mundo e o modo de se relacionar com os seus semelhantes. Sendo assim, pode ser um instrumento eficaz de a submissão as leis, a moral pública, ao Estado. Leon Toistói interpreta o cristianismo levando o deísmo ao extremo, tendo como referência a análise do problema da resistência ao mal no cristianismo e sua completa omissão na cristandade, levando-o a uma crítica feroz desta última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aproxima Toistói do deísmo é a sua tentativa de reduzir o cristianismo a uma doutrina moral de não resistência. Isso acontece porque ele percebe que a igreja Ortodoxa e o Estado Russo compartilhavam uma interpretação teísta do cristianismo fundada no autoritarismo. Em outras palavras, se Deus é um só e ele é Jesus ( como pensa o teísmo ), todas as outras crenças são falsas e seus deuses enganadores, por isso, deveriam ser eliminados, e os que resistissem a se converter deveriam ser mortos. A igreja passa a receber apoio do Estado e a força de execução do exército russo. Como resultado, Toistói passou a considerar a instituição cristã apenas uma extensão do Estado, o que não deixa de ser um fato. Se o Estado é autoritário e violento (como era o de sua época), a instituição cristã, a fim de garantir sua existência, deveria se adequar a sua moral, justificando- se pelas escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participando de toda essa experiência de opressão, Em seu livro O Reino de Deus Está Dentro de Vós Toistói escreve sobre a exigência de uma ruptura, chegando a conclusão que, de acordo com suas leituras dos evangelhos, o cristianismo não nasceu autoritário, que Jesus não é autoritário. Se o autoritarismo do Estado e da Instituição cristã é fruto de uma compreensão teísta de um Deus vigilante e vingador, então, antes de romper com o Estado e com a igreja, Toistói rompe com a ideologia que legitimava o comportamento das mesmas, a partir da evidencia de submissão cega da instituição cristã ao Estado. Ele rompe com o teísmo da Igreja Ortodoxa Russa, consequentemente ele rompe com a igreja, e rompendo com a igreja, ele rompe com o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fenômeno muito comum entre as resistências anti- autoritárias é considerar como solução contra todo poder centralizador um poder plural e descentralizado. É uma característica dualista própria dos gregos, reduzir tudo num dualismo: bem e mal ( em moral ), belo e feio (em estética), ditadura e democracia (em política). Com Toistói não é diferente: escreve sobre o cristianismo por ser testemunha da religiosidade do seu tempo, contra intolerância (resistência) da cristandade oficial, por fazer uso da violência como forma de uma suposta autoridade espiritual ao mesmo tempo em que a mesma é servil aos poderes do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneira inversa ao deísmo, o teísmo se estabelece na crença da ação direta da divindade no mundo. Como consequência, Deus é pessoal, isto é, ele tem um nome, apenas um: Jesus. Sendo pessoal, Deus não se restringe a condição de criador, ele vem ao mundo, ele se importa com a humanidade e interage com ela, com seus problemas. Um deísta reagiria contra esta visão, por suscitar, segundo eles, alguns problemas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus é unicamente Jesus, todas as outras formas se fé religiosa são uma mentira, suscitando por isso, por parte dos cristãos, um certo tipo de autoritarismo e intolerância, principalmente quando aliada a regimes políticos centralizadores. Assim se explica a intolerância medieval e da reforma protestante diante de outras formas de crença. Se Deus é unicamente Jesus, e ele como divindade veio a nós, a liberdade se torna uma falácia, visto o sentimento religioso de que Deus está entre nós, forçar uma obsessão pelo moralismo e a vigilância permanente da conduta. Além disso, a existência do mal se torna injustificada, sendo uma permissão do próprio Deus. Oriundo deste tipo de postura está a frase de Dostoievski: Se Deus não existisse tudo seria permitido. Por outro lado, outro problema do teísmo suscitado pelos deístas, se estabelece na compreensão de que se Deus veio a nós, isso significa que não podemos ir em direção a ele por nossa própria conta, levando a crer que a conduta por mais que se esforce não pode, jamais, aproximar o homem de Deus. É esse o conceito de graça: Deus se aproxima do homem não por merecimento, mas por amor gratuito. Para alguns isso poderia justificar a idéia de que o cristianismo não possua uma ética, e justifique todo tipo de conduta dentro da cristandade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundamento do teísmo cristão se estabelece na afirmação de que a criatura longe do criador não têm sentido, ou seja, se existe um criador do mundo e do homem, a existência do homem somente pode descobrir o seu propósito com esse criador presente entre nós e em nós, em outras palavras, que ele seja pessoal, que ele seja uma persona. Tal pressuposto somente pode ser justificado a partir da idéia de que a distância que separa criador de criatura seja maléfica, origem de todo o niilismo. É essa distância que chamamos pecado e que justifica o deísmo, mesmo o cristão. O deísmo justifica um distância entre o homem e Deus, enquanto que o teísmo não se conforma com tal distância. Kierkegaard, cujo pensamento se destaca como cristão e libertário, se situa entre tal categoria de pensadores por levar o teísmo cristão às suas últimas consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, não é característico de sua obra, essencialmente religiosa, falar da divindade de maneira etérea e distante, mas de um Deus cuja proximidade conosco o havia feito homem também, entretanto, sem se fundir inteiramente em nossa natureza, por não compactuar com o pecado. A partir de tal referência, do espiritual como contradição material (oriundo de uma distância entre ambos), seu pensamento se propõe a estabelecer as bases materiais para tal contradição, tematizadas pela tradição filosófica: contradição ontológica, epistemológica, ética e política. Nesta oportunidade, entretanto, me limitarei a uma descrição das dimensões ético e política de tal contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PENSAMENTO KIERKEGAARDIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Deus escolheu as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias... (1 Co. 1.27). Não há paixão que não deixe de contaminar o mundo com beleza, intensidade de cores, lírica imaginação, poesia e etérea fantasia do divino; que faz do corpo de uma mulher ou a taça de um bom vinho, condutores cegos que atenuam em nossa consciência, os impasses oriundos de uma época trágica e mitológica como a nossa, onde Muitos eruditos não têm inteligência (Demócrito, 1976), e toda argumentação não passa de retórica falaciosa de políticos, clérigos, fazedores de fagulhas, incapazes de criar uma fogueira. Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova?[2] Não há paixão que não deixe de excitar, elevando o coração até o limite de suas forças, e depois disso, o fazendo adormecer num sono pesado, para alguns sombrio e turbulento, enquanto que para outros, sereno. Não há paixão que enquanto excita, não deixe de criar, tornando o mundo um rio por onde não se pode entrar duas vezes – Somos únicos num mundo singular, irrepetíveis, livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo numa época e numa sociedade intensamente apaixonada, porém cega, onde os vícios falam mais alto que a dor de consciência, de se estar sozinho frente a Deus: o carnaval já passou, já terminou a festa, todavia, muitos homens ainda não pararam de dançar, mesmo quando não há mais música, anseiam tombar de exaustão, do que ter forças suficientes para de pé, ousarem andar com equilíbrio. Precisamos de uma paixão que diferente de fechar nossos olhos, os deixem bem abertos e não nos permita dormir, pois para aqueles que estão de olhos fechados, somente existe a noite. Precisamos de uma paixão que nos atinja com a insônia febril que agita a vida e a retira da tumba do mundo das convenções e das fórmulas prontas e elegantes, de verdades que vivem debaixo dos nossos pés e não acima das nossas cabeças. Uma paixão que não nos sirva mais&lt;br /&gt;de entretenimento à vida, a fim de esquecermos que morreremos, mas também de que vivemos. Necessitamos de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, frase de São Paulo é oportuna: nela o apóstolo se esforça em promover uma síntese entre fé, loucura e mundo (cosmos), e não é ocasionalmente que o relacionamos a Kierkegaard: é evidente que a frase atribuída ao autor sacro nos oferece ocasião à Temor e Tremor, situando nosso admirável pensador à categoria de interprete religioso (o que para bem ou mal não podemos lhe outorgar o mérito), entretanto, sua iniciativa excede os limites da própria hermenêutica religiosa. Kierkegaard é um intérprete da vida, da sua vida, fundamental tarefa para todo aquele que almeja despojar-se do conformismo apático das massas e seus condutores cegos, portanto, não devemos cometer o equívoco de situar o pensamento kierkegaardiano como restrito a esfera religiosa, isso seria limitá-lo ao extremo: Kierkegaard pensa a vida e dela não exclui sua sacralidade, entretanto, não a reduz a uma regra – ela é exceção, é transcendência. Por outro lado, isso não a compromete como condutora de alienação. Kierkegaard pensa num movimento dialético de imanência (vivência) da própria transcendência. Sendo assim, sugere categorias existenciais por onde a oportunidade de transcendência se torna possível, através de uma transformação do próprio sujeito, alterando com isso suas relações com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É familiar a temática de Temor e Tremor estabelecer-se na direção tomada pelo sujeito à transcendência, acompanhada por uma metamorfose de ser e ser no mundo. Processo acompanhado por contradições, pelo absurdo. É absurdo acreditar que Deus escolheu uma virgem, que por meio dela se encarnou e andou na terra entre os homens, dente os quais escolheu doze para os tornar seus discípulos; é absurdo acreditar que depois de três dias morto esse Deus encarnado ressuscitou. Entretanto, ao invés de situar sua exposição nas origens da doutrina cristã, Kierkegaard vai mais longe e se inspirou na poética, porém singular e dramática&lt;br /&gt;trajetória do pai do povo Judeu, do existente Abraão. É absurdo acreditar que Deus concedesse o dom da paternidade a um ancião de cem anos, prometendo por meio desse filho único estabelecer uma nação. Entretanto, tal promessa apenas antecedeu uma exigência: o sacrifício, de oferecer a Deus o que ele mesmo deu. É por isso que Abraão ostenta a figura do homem que&lt;br /&gt;ousou crer, crer no absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A citação paulina nos oferece o convite a uma proposta fundamental de reflexão contida em Temor e Tremor: a tênue linha que associa e também distingue fé, crime e loucura, através da singular exigência vivida pelo patriarca em ter que sacrificar seu filho. Kierkegaard não se limita a conceber a fé apenas enquanto consciência do divino, pelo contrário, pressupõe consciência de um divino que exige (a exigência demonstra que Deus não age de maneira independente – por cima da cabeça dos homens, como o espírito absoluto de Hegel – mas em cooperação com os mesmos) e de obediência a tal exigência, estendendo seus limites da ontologia à ética e consequentemente à política e a cristandade.&lt;br /&gt;"E disse (Deus): Toma agora teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi. Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera." (Gn. 22.2-3) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral reduz a exigência divina num crime, onde Deus se esconde do mundo e Abraão só, diante da cena cruel que estava prestes a concluir, se reconhece como um assassino. Enquanto criminoso, Abraão não está ausente de sua responsabilidade. O ato de levantar o cutelo contra Isaque é um ato responsável.&lt;br /&gt;"Se a fé não pode santificar a intensão de matar o filho, Abraão cai sob a alçada dum juízo aplicável a todo mundo. Se não há coragem para ir até o fim do pensamento e dizer que Abraão é um assassino, mais vale então adquirí-la primeiro do que perder o tempo em imerecidos panegíricos. Sob o ponto de vista moral, a conduta de Abraão exprime-se dizendo que quis matar Isaac, e sob o ponto de vista religioso, que pretendeu sacrificá-lo." (KIERKEGAARD, 1974)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande dilema de Abraão consistia precisamente em obedecer a exigência divina diante da censura de uma ética universalista, típica de todo tipo de força de coesão social, como é o caso das leis civis e religiosas. Se torna evidente que tal ética não sabe distinguir o humano do divino, precisamente porque não prevê formas de exigências que lhe sejam superiores, em suma, ou a ética é divina ou o divino não pode se reduzir a ética por ultrapassar suas exigências. É exatamente esse o ponto de partida de Kierkegaard para a defesa de Abraão, lançar uma crítica ácida a formulações uniformes de conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a ética Abraão não possui subjetividade no sentido estrito da palavra. Ele é julgado pelo que ele faz, o que o reduz a condição de assassino. Sendo assim, a primeira de suas premissas é que o ser se reduz ao fazer, e a segunda é que o fazer deve estar em conformidade com princípios aplicáveis a qualquer homem. Em suma, que a ética que julga Abraão é a mesma que define o sentido próprio de ser humano através da conformidade da conduta dos mesmos com princípios universalmente válidos (pela força de uns ou comodismo da consciência de outros).&lt;br /&gt;"O fato de se estar originalmente fora do geral, por natureza ou por consequências da história, constitui o princípio do demoníaco, e o Indivíduo não é responsável (...). O demoníaco pode, ainda, manifestar-se pelo desprezo para com os homens, e, coisa curiosa, esse desprezo não leva o sujeito demoníaco a agir de forma censurável." (KIERKEGAARD, 1974)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O demoníaco corresponde a manifestação da subjetividade em correspondência com a própria ética, sendo fundamentalmente oriunda de sua providência. Em outras palavras, é a suspensão do indivíduo às exigências da própria ética pela ética, o que impede que sua conduta seja julgada pela uniformidade (ou inconformidade) com o direito. É a definição kierkegaardiana do louco, onde o indivíduo não é responsável por sua conduta e por isso não pode entrar em conformidade de julgamento como os demais homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PENSAMENTO DE TIAGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe na carta de Tiago um vigor peculiar que lhe difere bastante das outras cartas apostólicas. Paulo, Pedro e João escrevem com o mesmo cuidado minucioso de escultores – ou políticos, conciliadores de classes. Tiago escreve como se estivesse no meio de uma luta, o que torna sua visão de cristianismo como a mais intransigente do ponto de vista social: perseguições, dissenções internas provocadas por espírito faccioso, concessão de poder e privilégios aos mais ricos dentro da igreja[3], problemas que o apóstolo combateu energicamente em sua carta. Tiago escreve como um intransigente defensor dos pobres e da fé (2.5-6) e da ação como superior ao discurso (2.26), características fundamentais do mosaísmo, reinterpretados agora segundo a vida e mensagem de Jesus. Levando a crer que para ele o cristianismo não representava de maneira nenhum algum tipo de desobediência a lei (pois no mosaísmo a lei é divina), mas sim, aos homens corruptos que a administravam em busca de benefício próprio, prova da influência que a tradição profética exerceu sobre o seu pensamento.&lt;br /&gt;"Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus." (Tg. 4.4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma distância entre Deus e o mundo (cosmos), tema central deste versículo, isto significa, que não há referências sociais e políticas que definam o divino e suas leis, que não existe mais a possibilidade de mediação política entre o humano e o divino, e até mais, de que o espiritual não constitui mais uma dimensão política. Como consequência, o que Tiago propõe é exatamente desenvolver uma áspera crítica a já decadente teocracia judaica e seu conceito de mediação, que sobrevive no primeiro século às custas de inúmeras alianças políticas com o império Romano, ao mesmo tempo em que se dirige a sua comunidade. Como consequência, está a contestação de toda forma de institucionalização da relação entre homem e Cristo, isto significa, não apenas separar Igreja e Estado, como também torná-los forças visivelmente antagônicas entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma distância entre Deus e o mundo, como consequência, a relação entre o humano e o divino não se estabelece objetivamente, mas sim, através da subjetividade e da responsabilidade individual, contestando assim uma série de moralismos condutores de rebanhos, que fazem da conduta uma espécie de referencial entre o humano e o divino, uma espécie de rédea por onde se fundamenta o poder dos sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma distância entre Deus e o mundo, em suma, que amar e obedecer a Deus estabeleça a exigência de um rompimento com o mundo (a pólis). É nesse aspecto que anarquismo e a fé cristã podem estabelecer um tipo de conciliação, pois ambos refletem a distância do indivíduo com as artificialidades do mundo ao seu redor. Distância que não apenas significa estranhamento&lt;br /&gt;ou um estado de quietismo e contemplação monástica das vicissitudes humanas, mas sim de inconformação, por onde se estabelece o empenho em se redesenhar os contornos do mundo, da conduta dos homens, de sua relação com a natureza, as artes, as ciências, a vida.&lt;br /&gt;"Existe uma distância entre Deus e a sociedade por onde o homem é considerado simples força de produção, anônimo imerso na multidão de outros tantos como ele, desorientado quanto ao sentido da sua própria vida, se afoga na tentativa de descobrir-se a si próprio em paradigmas que envelhecem com o tempo, determinando sucessivas crises espirituais que lhe definem a própria história. Ir em direção ao Deus que se opõe ao mundo: verdadeiro sinal de descoberta, não só do divino, mas de nós mesmos, verdadeiro sinal de anarquia, do Deus que que se encarna e é crucificado pelo mundo, verdadeiro sinal de Cristo." (SANTANA, 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma e de maneira sucinta, a tese levantada por Tiago é exatamente que a subjetividade por meio da fé é uma contradição política, contraditória à pólis. A mesma tese é levantada em Temor e Tremor por Kierkegaard, entretanto, sob uma perspectiva ética. A fé enquanto exigência divina de amor a Deus, exige um rompimento do indivíduo com a moralidade social (leis e normas culturais de conduta). O cerne desta questão se estabelece no conceito do humano na cultura ocidental: influenciada pelos gregos, nossa cultura concebe o humano (homo) como orientada pela relação do indivíduo com a coletividade (a pólis), estabelecida por sua capacidade racional em explorar e manipular os recursos naturais em benefício da sua sobrevivência na coletividade, daí a definição aristotélica de que o homem é um animal político, isto é, de que é exatamente a vida numa sociedade organizada politicamente, que o distingue da animalidade. Sendo assim, para a pólis o conceito de humano está na força de produção. Para a pólis o homem é simples força de produção, nada mais. O cristianismo vai reagir diretamente contra essa visão grega: o homem não é um animal político, sendo assim, o que define o homem não é a sua vida em sociedade. O humano não é uma categoria definível sociologicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos da relação entre fé e subjetividade e o vinculamos a um conceito cristão do humano, estamos nos referindo a presença de um Deus que não habita mais no mundo da natureza, da história e da política, que não lhe confere mais sentido. Entretanto, de uma maneira indizível ainda sim, dá sentido a vida do homem, pois lhe é criador, e enquanto tal é o verdadeiro fundamento (pathos) do humano[4]. Este é o significado de fé: participação do divino na vida íntima do homem, significa sua participação diante das angústias humanas, do medo da morte e sensação de insignificância diante dos poderes que os exploram. Aquilo que os padres gregos da igreja chamavam Teósis ou deificação, e os latinos de Fides (literalmente fidelidade), isto é, a participação divina da natureza humana possibilitou ao homem participar da natureza de Deus e por isso, tornar-se seu filho. É uma via de mão dupla: Deus participa da vida humana e o homem participa da vida de Deus – determinando assim o surgimento de exigências, prova de que Deus não age sozinho na história, de que não pisa na cabeça dos homens, mas lhes sugere colaboração. Isto significa viver entre a rivalidade de dois mundos: o reino de Deus e o reino dos homens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE É IGREJA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o cristianismo em sua dimensão escatológica exige a separação do divino e do humano das convenções políticas, se torna evidente que a sua institucionalização, fruto de sua transformação em doutrina política, através da racionalização de toda a doutrina de Jesus, dando origem a formação de dogmas ( com exceção do batismo e da eucaristia, ritos instituídos por Jesus ), se torna uma perversão, sintetizadas na formação do templo. A construção de um novo templo, uma nova denominação, com uma nova eclesiologia, liturgia e dogmática antes de significar uma aceitação social parte de uma convenção política, coisa que a igreja apostólica não compartilhava.&lt;br /&gt;"A idéia de igreja, com efeito, não difere qualitativamente da de Estado, desde que o Indivíduo pode entrar aí pela mediação, e, quando entrou no paradoxo, não chega à idéia de igreja; encerrado dentro do paradoxo, encontra nele, necessariamente, ou a sua felicidade ou a sua perdição. O herói que obedece à igreja exprime, na sua ação, o geral, e não há ninguém aí, nem mesmo o pai e mãe, que não o compreendam." (KIERKEGAARD, 1974)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E assim se julga o cristianismo na “cristandade”. Artistas dramaticamente vestidos comparecem em construções artísticas - não há na verdade nenhum perigo, é entretanto, o mestre, funcionário real, que ascende gradualmente e faz carreira – e agora joga dramaticamente o cristianismo, em resumo, faz comédia; e discursa acerca da renúncia, pelo mesmo ascende gradualmente, lhe ensina a desprezar títulos e cargos mundanos, pelo mesmo faz carreira, descreve os magníficos os profetas que foram assassinados, e a cantiga é sempre a mesma: se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos nos unido a eles para derramar o sangue dos profetas – nós, que construímos seus sepulcros e adornamos suas tumbas. É dizer que não se quer ser (como constante, encarecida e suplicante tem proposto) ao menos tão honesto para reconhecer que não se é em absoluto melhor que aqueles que matara os profetas; não, se queres aproveitar a circunstância de que não se é contemporâneo com eles para crer-se muito, muito melhor que aqueles que os mataram, seres totalmente distintos daqueles desumanos – porque é obvio que o somos, dado que construímos os sepulcros dos tão injustamente assassinados e adornamos suas tumbas." (KIERKEGAARD[5])&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o testemunho apostólico, as primeiras comunidades cristãs surgiram com o objetivo de render culto ao messias Jesus Cristo, crucificado sob a acusação de insujeição política a César, e por declarar-se o messias, o libertador do povo judeu. Cultuar a Jesus seria conservar esse tipo de insujeição, o que para as elites políticas e religiosas romanas e judaicas seria desobediência civil e heresia. Sendo por isso, motivos de vigilância e perseguição política. A igreja, nasce não apenas como comunidade de fé, mas também de esperança, de consolo contra a perseguição sofrida. Sendo assim, motivada através da fé na ressurreição de Jesus. Sem a igreja a perseguição já teria destruído o legado de Jesus. Não se tratava de uma instituição, mas de uma comunidade. Num regime democrático, onde a perseguição religiosa é crime, a igreja se torna desnecessária. Entretanto, é preciso considerar que ao defender a liberdade religiosa a democracia não pretende ser uma defensora da fé, mas sim, sua maior opositora. Ao defender politicamente a liberdade religiosa, a democracia defende que fé cristã além de ser igual a qualquer outra fé, não tem importância social. Uma reação a tal conceito motivaria uma rede de eventos que resultariam em perseguição e como tal na possibilidade do início de um tipo de comunidade cristã, mais próxima à finalidade pela qual a igreja foi criada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anarquismo estabelece sua doutrina na afirmação de que o humano não se fundamenta no político. Por sua vez, o anarquismo cristão insere nessa categoria também o divino. Como consequência, é inevitável que ambos se tornem socialmente marginais, excluídos. A temática da marginalização do homem e do divino se tornam portanto, o ponto de partida para uma séria reflexão sobre a possibilidade de libertação social de todo tipo de excluído, lançando assim, uma ácida crítica a todo tipo de sistema opressor. Neste aspecto, o que nos aproxima da movimento da teologia da libertação, entretanto, levando em conta a influência que o marxismo exerceu sobre tal movimento, situando o seu protesto social- teologal ainda dentro da esfera política, divergimos da mesma neste aspecto, baseado na premissa que não se trata apenas de evidenciar o pobre, o marginal e todo tipo de minoria como consequências de uma sociedade excludente e agressivamente competitiva, que faz do lucro um valor superior a própria vida. Não se trata apenas, tendo como recurso um discurso inspirado nos profetas do antigo testamento e nos evangelhos, evidenciar um apelo divino frente as lideranças políticas deste mundo, por mais justiça e misericórdia para toda a criação, o que inclui o homem. Não se trata apenas disso, mas vai além. É preciso conferir às pessoas identidade. Nosso século (assim como os séculos que nos precederam) é marcado, à sua maneira, por uma permanente crise de identidade, oriundas das mais diversas matizes (política, econômica, religiosa, cultural e etc), formas banais e transitórias, que justificam fundamentalmente uma crise de ser homem. Não só fundadas no político, mas justificada por ele. É preciso uma reação, fundada na iniciativa de independência humana do político, sendo assim, de compromisso solidário e autônomo, inspirados pelo valor do evangelho e da fé em Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus nos ajude nesse compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;RENAN, Ernest. Vida de Jesus. Coleção Obra prima de cada autor. Martin Claret, 2004.&lt;br /&gt;SANTANA, Diogo. Fé e anarquia cristã. Corifeu, 2007.&lt;br /&gt;__________. O Deus de carne: uma introdução a Cristologia. Virtualbooks, 2009.&lt;br /&gt;KIERKEGAARD, Soren. Temor e tremor. Coleção Os pensadores, 1974.&lt;br /&gt;DEMÓCRITO. Os Pré-Socráticos. Coleção Os pensadores, 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;br /&gt;* Texto escrito em ocasião da Aproximação de cristãos libertários e simpatizantes, realizada no dia 28 de março de 2009 em frente ao Centro Cultural São Paulo na rua Vergueiro, 1000 - SP/SP.&lt;br /&gt;** Diogo Alves da Conceição Santana é filósofo e escritor cristão, publicou pela editora Corifeu o livro Fé e anarquia cristã (2007) e pela editora Virtual Books o livro O Deus de carne: uma introdução a Cristologia (2009).&lt;br /&gt;[1] O politeísmo visto sob um ponto de vista político facilitava diversas alianças entre os povos da antiguidade. A adoção do panteão de deuses de outros povos assim como a homenagem pública aos mesmos, nutria entre seus governantes um sentimento de amizade, fortalecendo assim o poder militar. O monoteísmo enquanto doutrina também política, torna a soberania nacional uma exigência, gerando por conta disso uma série de conflitos com muitos povos politeístas ao redor, pois indicava intransigência aos interesses da nação.&lt;br /&gt;[2] Cf. Lc. 6.39.&lt;br /&gt;[3] Sugerindo que nessa época Tiago, já então bispo de Jerusalém, já fosse bem idoso, e tivesse apenas a função do presbiterado (de aconselhamento), sem poder definitivo de decisão.&lt;br /&gt;[4] Tal assunto é extenso demais para ser trabalhado nesta oportunidade, entretanto, merece algumas colocações importantes: é a própria presença de Deus que descendo ao coração do homem, lhe permite crer nele. No antigo testamento, a fé não tinha tal conotação subjetiva, mas objetiva, onde o homem podia ver a Deus (através da sarça ardente, da nuvem, da coluna de fogo, das cordonizes, do maná etc), mas não podia crer. Hoje, cremos, mas não vemos. Isso acontece pela distância do divino com a objetividade (a mesma distância que Tiago se refere).&lt;br /&gt;[5] Como Cristo julga o cristianismo oficial. Tradução para o português feita pelo autor deste ensaio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-1951423514503826193?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/1951423514503826193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=1951423514503826193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/1951423514503826193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/1951423514503826193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/03/o-que-e-anarquismo-cristao-uma-leitura.html' title='O que é anarquismo cristão? - uma leitura de Tiago 4.4* (por Diogo Santana**)'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-5710343057364603578</id><published>2010-03-15T19:45:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T19:46:42.898-07:00</updated><title type='text'>Sobre o Exercício da Pregação</title><content type='html'>Se eu pregar o medo, levarei às pessoas o fardo pesado da imagem de um Deus rancoroso e irado, e temerosos por sua presença furiosa, não hesitarão em fazer todo o possível – até que se exumam as últimas gotas de sangue e suor; até incharem os joelhos e o corpo prostrado não ter mais força para se erguer do chão, para que enfim a ira da divindade se aplaque. Imagem de um Deus pagão, de prazos esgotados, onde apenas resta o esforço para que de maneira improvisada se ajustem à sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pregar a esperança, levarei às pessoas ânimo suficiente para que esperem o tempo oportuno para a salvação de um Deus bondoso, contudo, que ensina pelo sofrimento, torne o homem maduro o suficiente para que enfrente a vida com a destreza de um equilibrista na corda bamba. Eu lhes darei esperança para que suportem mudos todo o sofrimento do mundo, e quem sabe, até mesmo os inspirarei a enfrentar até a morte! Quietos e tímidos, se tornarão homens sem nome, perdidos numa multidão apática e sonolenta, que assiste o sermão dominical matutino e terminado o culto tudo retorne como sempre foi. A força moral de um único homem que insiste em ser livre, é maior do que uma multidão de escravos silenciosos. Convenhamos: um Deus que encobre os nossos erros por pura gratuidade, e sem participação da nossa vontade, não necessita de veneração. É como se ele não existisse. Ele se nega a provar a sua existência no mundo, mas apenas fora dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que irei pregar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero pregar sobre um Deus justo, e que por tanto, se ira, mas também ama. E por isso ele é parecido conosco. Melhor dizendo: que nós somos parecidos com ele. Que é humano. Deus é humano, a medida em que é nosso criador. Criador do humano, ele é o primeiro deles. Sendo humano ele pode se tornar homem, Jesus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-5710343057364603578?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/5710343057364603578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=5710343057364603578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5710343057364603578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5710343057364603578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/03/sobre-o-exercicio-da-pregacao.html' title='Sobre o Exercício da Pregação'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-905557808798131194</id><published>2010-03-15T19:44:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T19:45:29.462-07:00</updated><title type='text'>Afinal, Quem gosta da EBD?</title><content type='html'>A igreja se reune em assembléia. Após a ministração de um louvor congregacional, o pastor Fábio, partindo de uma breve reflexão bíblica inicia a assembléia administrativa. Entre a leitura da ata anterior, relatórios de departamentos e o relatório finaceiro, está em pauta entre os assuntos eventuais a proposta de mudança de horário da escola bíblica dominical, feita pelo seu atual diretor, o ir. Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meus irmãos - Inicia o pastor - Chegou a nós a proposta de mudarmos o horário da EBD, de 9:00 para as 8:00, a fim de que nossos estudos da palavra de Deus tenham um maior rendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão carlos pede a palavra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acredito que uma hora de estudos seja insuficiente para o aprofundamento das questões levantadas no estudo da bíblia. Acredito que uma hora a mais seria rasoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diácono Luís também pede a palavra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acredito que grande parte da igreja não estaria disposta a tal empenho. A maioria nem mesmo sequer consegue chegar pontualmente, quanto mais se iniciarmos a EBD às 8:00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma voz anônima sobressalta da congregação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É só diminuir o tempo do sermão...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem disse isso?! Perguntou o pastor Fábio, moderadamente enraivecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se os irmãos estudassem suas bíblias em casa, os professores não gastariam tanto tempo com a exposição do tema da semana para só depois iniciar as discussões. Desabafa o pastor Fábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O grande problema é que muitos professores nem mesmo se preocupamem formar um bom projeto, dinâmico e atrativo para suas aulas. Afirma o diretor da EBD, ir. Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acredito que o problema seja com a direção da EBD, que não estimula os professoes. Afirma o diácono Luís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos trabalhando para isso. Retruca o ir. Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas onde estãos os resultados? Desafia o diácono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor interrompe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acalmem-se meus irmãos, votaremos: que os favoráveis à mudança de horário da EBD erguessem uma das mãos por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma mão se extende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor continua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, que os favoráveis à permanência do atual horário da EBD erguessem uma de suas mãos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente, nenhuma mãos se extende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui insatisfeito o pastor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- vamos deixar em aberto esse assunto, e na quarta feira encerramos essa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse dia, ninguém mais falou no assunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-905557808798131194?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/905557808798131194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=905557808798131194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/905557808798131194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/905557808798131194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/03/afinal-quem-gosta-da-ebd.html' title='Afinal, Quem gosta da EBD?'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-3192969336034452954</id><published>2010-03-01T19:03:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T19:05:53.243-08:00</updated><title type='text'>O Coração do Artista</title><content type='html'>De maneira evidente, a cultura evangélica jamais experimentou antes, tal como nos últimos anos, uma acentuada preocupação com a adoração comunitária: o número de ministérios de louvor, bandas e cantores solo aumentam exponencialmente. Centenas de livros, palestras e Workshops. O número de ministros (pregadores), especialistas no assunto também. Números não podem definir qualidades. A quantidade de pessoas interessadas em adoração não define precisamente o comprometimento em adorar. Dentro das comunidades cristãs o altar se tornou um bem de consumo, e por isso, uma fonte de status e popularidade – definição contemporânea de espiritualidade. Consequentemente, motivo para inúmeras disputas por poder. Desse modo, o altar se tornou o indicador de um enganoso tipo de espiritualidade que faz do sagrado momento de culto apenas um espetáculo bem encenado, apenas uma forma de entretenimento: se esquece a quem se cultua, isso porque não se sabe por que se cultua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quem é o artista? Como distingui-lo da multidão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É sensato afirmar que Deus ao criar, expressa em toda a sua obra parte da sua identidade, personalidade, senso estético e porque não dizer, seu bom humor. Deus é artista! É só olhar a praia num dia ensolarado: o mar azul, agitado, as ondas batendo nas encostas das rochas... Beleza que impressiona os olhos. É só olhar o céu numa noite de verão: estrelas que mais parecem pequenas faíscas de luz, vaga-lumes imóveis no céu, acompanhada pela lua redonda e luminosa. Beleza que emociona. Tal como o nascimento de uma criança. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Deus ao criar o homem também lhe concede a oportunidade de ser criador. É correto afirmar que todos os homens sem exceção possuem a capacidade de criar: uma tela, uma música, uma escultura, um livro. Não podemos distinguir a história das civilizações de tudo aquilo que elas produziram como arte, seja para entretenimento, sobrevivência, guerra ou fé... Arte é toda forma de beleza que congrega pessoas, que gera espanto, admiração.  Entretanto, o artista se distingue por não se restringir em apenas criar. Sua força criadora é obsessiva, é feita com paixão. O artista tem paixão por criar. É exatamente por isso que com freqüência cria por impulsão e compulsão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto criador compulsivo, todo artista tende a exercer certo tipo de exigência sobre sua capacidade em produzir, neste aspecto, alguns podem tender para o perfeccionismo. Outros, porém, exercem certo tipo de exigência sobre a receptividade coletiva sobre tudo aquilo que produzem. Neste aspecto, alguns podem adquirir alguns problemas com o ego. Seja tanto por uma exagerada alta estima, como também por uma estima baixa. Em síntese, é comum a natureza artista certa instabilidade com o meio: o que define tal instabilidade é exatamente sua crença natural de que sempre há um problema, seja naquilo que produz (nesse caso tende a considerar que o problema é ele mesmo), seja no modo como as pessoas recebem sua obra (nesse caso tende a considerar o problema como sedo o próprio público). Como conseqüência, todo artista é marcado, a sua maneira por uma forte personalidade melancólica. Aristóteles dizia que “todos os homens extraordinários, de destaque na filosofia, na política, na poesia e nas artes são evidentemente melancólicos” (pág.12). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos na maioria das vezes vistos como demasiadamente analíticos, mal-humorados, insociáveis, e super sensíveis. O que mais me incomoda é que se você é rotulado como melancólico, automaticamente pressupõe-se que seja um sujeito emocionalmente desajustado (pág.14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rory Noland em O Coração do Artista tem uma outra interpretação para essa forte personalidade melancólica: ela apenas determina :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... que pessoas sensíveis tem muito coração (...). Por esse motivo, os artistas frequentemente pronunciam-se contra a injustiça, as desigualdades e a hipocrisia. Eles abraçam a causa dos que estão sofrendo. Eles nos fazem mais sensíveis para com os perdidos e solitários e à condição dos oprimidos (pág.14). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista é um agente de ruptura, logo, de transformação. O mesmo ideal transformador tem o evangelho! É nesse aspecto que a arte pode se pactuar com os ideais da fé: para transformar vidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que a igreja precisa dos artistas. Nós precisamos de artistas na igreja que tenham paixão pelo poder das artes (...). Quando Deus unge as artes, há um poder tremendo liberado por Ele para penetrar nos corações, mentes e almas. Nós como povo de Deus não devemos perder de vista o quão poderosas as artes podem ser na igreja (pág.19). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja precisa de artistas! E quando artistas se comprometem com o ideal transformador do evangelho, o culto se transforma numa obra de arte que glorifica a Deus, o maior dos artistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ocasiões quando um pregador fala às paredes. Pegue esta mesma mensagem e coloque nela uma linda melodia ou qualquer outra forma de arte, e ela toca as pessoas (pág.21-22). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o culto enquanto pura manifestação artista tende apenas ao banal espetáculo, ao oculto idólatra de personalidades egoístas e mesquinhas. A igreja necessita de artistas comprometidos com Cristo. Necessitamos de artistas na igreja que sejam conhecidos não apenas por seu talento, mas também por sua caminhada com Cristo (pág. 24). É nesse aspecto que a igreja ganha importância na vida do artista, a fim de construir nele, valores autenticamente cristãos e comprometidos com o Reino de Deus. Os artistas também precisam da igreja! Para o estabelecimento de um caráter comprometido com a fé em Jesus. O que significa fazer do caráter algo mais importante que prestígio e reputação. Preocupe-se mais com o seu caráter do que com a sua reputação, porque o seu caráter é o que você realmente é, enquanto que a sua reputação é meramente o que os outros acham que você é (pág.30).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quando nos referimos ao caráter do artista cristão, inevitavelmente estaremos lidando com o comum conflito entre o artista e o servo, sobre as reais motivações que nos levam a cultuar e sobre o nosso relacionamento com outros artistas cristãos e irmãos em Cristo. Inevitavelmente estamos falando de ética. De ética cristã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos olhar para o íntimo do nosso coração e ficarmos com os olhos atentos em nossas motivações, porque a bíblia diz que o coração humano é “enganoso” e “desesperadamente corrupto”...(pág.39). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando artistas têm mais confiança em seus dons no que no Senhor, deixam o palco mais preocupados com a impressão que causaram ou o som que produziram do que se Deus os usou. Estão mais interessados na técnica que na substância (pág.40). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rory defende que a base da ética cristã para o artista é a humildade. Ele diz: Serviço cristão começa com humildade. Humildade significa mover-se do egoísmo para a doação a Deus (pág. 41). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....milhares de humanos tem sido levados a pensar que a humildade significa garotas bonitas tentando crer que são feias e homens inteligentes tentando crer que são tolos (Rory citando C.S.Lewis – pág.42).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos julgar a nós mesmos com um julgamento correto.  A verdadeira humildade significa termos uma visão acurada de nós mesmo, entendendo que não somos mais nem menos do que na verdade somos. Devemos conhecer nossos pontos fracos e fortes. Devemos saber no que somos bons e no que não somos (pág.42). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos abandonar qualquer pensamento de superioridade que nos faça pensar que merecemos tratamento especial (pág.43). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos relutam em ser servos quando têm que trabalhar na obscuridade (pág. 56). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é o artista cristão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defini-lo é antes de tudo afirmar que arte é fé são compatíveis, que a verdade também  expressa beleza, de que o divino é belo, e que por isso, diante da sua manifestação, congrega pessoas, que as motiva à admiração, à devoção. O artista cristão é resultado dessa compatibilidade entre arte e fé, entre beleza e verdade. A arte para ele se orienta nas profundezas da verdade do evangelho. Quando falamos de verdade sempre quando nos referimos aos evangelhos, falamos implicitamente de princípios. Para que o artista seja de fato cristão, e para que sua arte seja definida como tal, ele parte de princípios éticos bem definidos pelas escrituras, que nos foram legados por Jesus. O artista cristão possui ética, mas não uma ética qualquer, ele possui a mesma ética que Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra ética define um conjunto de valores estabelecidos para uma boa convivência em comunidade. Definir o artista cristão é descrever como o artista que é cristão vive na comunidade onde vive (sociedade) e expressa sua arte (igreja). No capítulo um de O Coração do Artista, Roy Roland, irá afirmar que o artista cristão se define por um caráter (logo, um conjunto de valores) cristão. No segundo capítulo, irá afirmar que o primeiro desses valores é a humildade. No terceiro capítulo ele irá descrever como se estabelece a relação entre o artista e a comunidade, particularmente, a igreja. A manifestação da beleza divina congrega pessoas. Surge a igreja, sua missão e propósito de expandir a fé em Cristo. O artista cristão participa dessa missão quando sensibilizado diante da beleza do divino, é inspirado por ela a contagiar as pessoas com essa mesma fé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo artista possui uma busca natural por autonomia, principalmente quando produz sua arte. Esse é um problema que o artista cristão terá que aprender a vencer em sua comunidade de fé. Ele terá que aprender a trabalhar em equipe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...). Parte do que fazemos como artistas, fazemos sozinhos (...). Fazer com que artistas que sejam basicamente introvertidos e independentes funcionem como um time, não é uma tarefa fácil (pág. 61). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um ser que procura independência, todo artista possui uma tendência natural a serem mais egoístas, murmuradores, competitivos e a não resolverem muitos de seus conflitos de relacionamento. O artista cristão, diferente do artista comum, fundamenta sua conduta na palavra de Deus, sendo assim, ele é conduzido por um conjunto de princípios éticos cristãos, que fazem da sua arte e da sua pessoa uma forma de comunhão, de convergência. Rory Noland sintetiza tais princípios éticos da seguinte maneira (dentre os quais cito alguns):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O membro de equipe está comprometido com a causa de sua equipe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ministério estar comprometido com a causa de uma equipe significa que colocamos a missão da igreja sobre todas as coisas, acima de nossa própria agenda. De tempos em tempos ouço histórias de ministérios de artes nos quais os membros da equipe não estão sintonizados. O resultado é que músicos, membros de grupo de teatro, dançarinos, e etc., estão buscando seu próprio interesse em vez de se reunir para um bem comum (pág. 67). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O membro de uma equipe está comprometido com a solução de conflitos de relacionamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se cada membro da equipe assumir a responsabilidade pela unidade dela, a equipe irá “pensar a mesma coisa, ter o mesmo amor, e ser unidade alma, tendo o mesmo sentimento”(Fil. 2:2). (pág. 68). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa unidade é frequentemente um testemunho mais poderoso que a nossa música (pág.69). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O membro de uma equipe encoraja e apóia seus colegas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata de artes na igreja, precisamos cultivar um ambiente que seja encorajador, doador e colaborador. Isto é parte do que significa sustentar artistas, especialmente os artistas com quem servimos. Muitos de nós não têm dificuldade em encorajar alguém cujos dons não apresentem ameaça ao nosso ministério. Nosso caráter é verdadeiramente provado quando apoiamos àqueles que têm o mesmo dom que temos (pág.71). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O membro de uma equipe não se apega ao seu dom: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se seus talentos e habilidades são de Deus, a quem realmente eles pertencem? A Ele. Eles são emprestados a nós e temos que ser mordomos fiéis dele. Assim sendo, podemos abrir mão dos nossos dons e deposita-los aos pés de Jesus para que possam ser usados para edificar Sua Igreja conforme a sua vontade (págs.72-73).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista cristão sempre está na tensão entre o que se é (artista) e o que deve ser (cristão), como defende Roy, uma convergência é possível, entretanto, sem antes passar por conflitos que devem ser superados por todo artista que procura progredir em seu ministério, enquanto cristão. Os capítulos quatro e cinco irão tratar separadamente sobre dois desses conflitos: o perfeccionismo (confundido muitas vezes no ministério com uma suposta procura por excelência) e o modo como o artista cristão deve lidar com as críticas de seu trabalho ministerial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfeccionismo é uma postura típica de muitos artistas, e significa uma certa insegurança quanto a qualidade de seu trabalho, logo também, de seu desenvolvimento quanto artista. Como Defende Roy, ele tem a tendência de maximizar o negativo e minimizar o positivo (pág.83):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfeccionista é culpado de pensar em preto branco. Algo é ou totalmente bom ou totalmente ruim(...). Perfeccionistas têm a tendência de serem muito críticos. E lidam muito duramente consigo mesmos quando falham. Como resultado, perfeccionistas acabam enveredando no hábito de falar mal de si mesmos ou negativamente (pág. 84). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roy aponta como causa para o perfeccionismo uma auto-estima baseada na performance e não na identidade e a idealização de expectativas altas e impraticáveis. Entretanto, apresenta algumas maneiras de aprendermos a tratar nosso perfeccionismo: Não fazer da auto-estima um deus e estabelecer expectativas realistas para a vida. A excelência, por outro lado, simplesmente significa que o artista se apresenta ou cria com habilidade (pág.95) e envolve criatividade, originalidade e preparação espiritual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos artistas também são reconhecidos por terem uma postura defensiva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes aqueles dentre nós com temperamentos artísticos tomam posturas defensivas quando criticados. Ficamos sensíveis além da conta, deixando que coisas muito pequenas nos firam (pág. 105).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que começa como um mecanismo de defesa contra a dor acaba levando a um sofrimento ainda maior: solidão e alienação (...). Num esforço para proteger nossa auto-estima, nos abrimos para algo mais prejudicial do que um ego ferido, que é nos iludirmos sobre quem somos (págs. 106-107).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a avaliação, mesmo que negativa, nos motiva ao crescimento. Entretanto, isso só acontece quando estamos dispostos a isso. Todo crítica nos sugere um caminho para mudança. É preciso ter discernimento, e isso somente pode acontecer num coração sensível a vontade de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artistas normalmente possuem um aguçado senso de competitividade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já invejou os talentos de um outro artista? Você já sentiu ciúme do sucesso de alguém? E você é um artista, precisa saber como lidar com ciúme e inveja, porque sempre haverá alguém mais talentoso, mais bem sucedido, mais em destaque, mais atraente ou mais proeminente no ministério que você (pág.123).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciúme e a inveja são formas de rivalidade oriundas da insegurança. Todo artista teme não ser talentoso o suficiente. O ciúme e a inveja são frutos do medo de ser deixado de lado pelos holofotes. São frutos do medo do anonimato e falta de reconhecimento. Diferente do artista comum, Deus chama o artista cristão para trabalhar em equipe, extinguindo por isso todo sentimento de rivalidade através do diálogo e profunda devoção a Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus nos quer trabalhando juntos, e não um contra o outro. Em vez de competirmos uns contra os outros, podemos aprender muito uns com os outros. Podemos ser irmãos e irmãs ao invés de rivais (...). É um sinal de caráter quando não mais nos sentimos ameaçados pelos talentos e habilidades de outros. Isso é resultado de estarmos seguros sobre quem somos como indivíduos, como artistas únicos e individuais, e de confiarmos na obra de Deus em nossas vida (pág.133). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um ser predominantemente instável, todo artista tende a ser intensamente emotivo. Daí rompantes exagerados de fúria e felicidade, numa confusa mistura de sentimentos quando em grupo. Seriam as emoções amigas ou inimigas do artista cristão? Poderiam as mesmas lhe auxiliar ou prejudicar em sua vida cristã? Alegrias e tristezas são experiências naturais de todo ser humano. O artista cristão transforma essas experiências em adoração. Particularmente, em adoração comunitária. Com isso, é como se ele dissesse a Deus: “Seja na dor ou na alegria, somos de Cristo e estamos com ele sempre”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foster escreve: “nós podemos ter um sentimento de sequidão, solidão, mesmo perdição. Qualquer dependência extrema sobre a vida emocional é retirada. A noção frequentemente ouvida hoje de que  tais experiências deveriam ser evitadas e que devemos viver em paz, conforto, alegria e celebração, apenas nega o fato de que muito da experiência contemporânea é conversa superficial. A noite escura é uma daquelas maneiras que Deus usa para levar-nos à quietude, ao repouso, a fim de que possamos produzir uma transformação interior em nossa alma (pág. 142). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso saber controlar as emoções. Sua intensidade pode gerar circunstâncias que fogem do nosso controle, inclusive ao pecado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-3192969336034452954?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/3192969336034452954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=3192969336034452954&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3192969336034452954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3192969336034452954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/03/o-coracao-do-artista.html' title='O Coração do Artista'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-3471780717645369148</id><published>2010-03-01T19:00:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T19:02:39.722-08:00</updated><title type='text'>Quem você está seguindo?</title><content type='html'>É impressionante! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início da igreja é marcado por um vigor extraordinário, de amor inconseqüente a mensagem da cruz e a todo o legado de Jesus Cristo. De tão inconseqüente esse amor é desafiador, é contestador. Inúmeras são as prisões por insubmissão à idolatria romana, os martírios, as fugas por causa da perseguição. Entretanto, em paralelo estão os grandes sermãos dos apóstolos, cheios de entusiasmo, as campanhas missionárias, o crescimento explosivo da fé em menos de cinqüenta anos, a vida comunitária dos primeiros cristãos, pois todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e fazendas, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister (At. 2.44-45). Olhando para o passado, o presente parece apenas uma caricatura daquilo que foi o cristianismo em sua forma primitiva. De fato, tal evidência é um tanto incômoda e perturbadora – Somos de fato cristãos? Nossas ações testificam isso? Como entender tanta ousadia por parte da igreja primitiva? Se considerarmos tal ousadia como um fenômeno do Espírito Santo, arriscaria uma nova pergunta: Nós não temos do mesmo Espírito? Se considerarmos tal ousadia como um fenômeno da fé arriscaria: Nós não temos fé? O que temos então? O que somos então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, não é apenas pela expressiva militância que a primeira geração de cristãos se destaca de todas as gerações posteriores. A primeira geração de cristãos se destaca por terem sido a geração que testemunhou toda a vida, ensino, crucificação, morte e ressurreição de Jesus.  Isso faz toda a diferença: ao ser crucificado Cristo é condenado pelo mundo, ao ressuscitar Cristo se torna o juiz do mundo e promete voltar para esse fim. A eminente volta de Jesus gera intensa expectativa, e diante dela, a conduta pessoal e comunitária se torna uma preocupação permanente. Como Tomé, a primeira geração de cristãos se distingue das demais por ser uma geração que creu apenas por que viu. O tempo passa e os martírios e a velhice começam a dar fim à primeira geração cristã. Deixam uma herança na fé: semeiam a geração porvir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os últimos da primeira geração estão Tiago e João. Apóstolos que inauguram a nova geração cristã. Uma geração que creu no que não viu: ... bem aventurados os que não viram e creram (Jo. 20.29). A segunda geração de cristãos é marcada precisamente por consolidar o cristianismo, motivados pelo ardor explosivo e exemplo da primeira geração, particularmente, os apóstolos. Com o progressivo martírio dos apóstolos, esse ardor diminui: surgem os problemas de imoralidade comunitária e pessoal, inúmeras disputas por poder e a criação de concessões para a diminuição de perseguições. O apóstolo João, como um dos últimos dos apóstolos se preocupa como o futuro das próximas gerações cristãs. Preocupação maior tem Jesus Cristo. Surge o apocalipse, especificadamente as cartas às sete igrejas, dentre elas, Pérgamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pérgamo era uma cidade profundamente devotada à riqueza, a moda e ao misticismo. Onde foi inventado o pergaminho, recebendo seu nome justamente por causa dessa fonte de riqueza econômica. Possuía uma grande biblioteca que rivalizava com a de Alexandria em quantidade de livros. Era uma cidade profundamente mística e idólatra, por onde se desenvolveram cultos às mais variadas formas de divindades, como Zeus, Asclépio e Dionísio. Em 70 a.C. foi erigido um altar para a adoração de Augusto, imperador romano, tornando-se por conta disso o centro do culto ao imperador. Inevitavelmente o poder da igreja rivaliza com o as forças do inimigo. João, usando de uma metáfora, compara o trono do imperador Augusto como o trono do próprio diabo, por razões óbvias: por meio de um decreto, sob a penalidade de morte, ordenou que todo súdito do império romano deveria dirigir-lhe como “deus e senhor”, títulos que os cristãos atribuem unicamente a Jesus Cristo. Surge então um embate. Diante de tal conflito entre o império e a igreja, esta última tem o seu caráter provado: uns preferem a fé a própria vida, enquanto outros, preferem a vida a fé, e se submetem aos interesses dos poderes que dominam. A perseguição então se revela como um meio por onde os corações são provados e suas intenções reveladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há os que seguem a Cristo (vv.13 e 17): e por isso estão prontos a morrer por ele, sem se preocupar com as conseqüências dessa decisão. É o caso de Antipas, possivelmente um grande líder mártir da igreja em Pérgamo. Simeão Metafrastes, contava a história lendária acerca de um certo Antipas, bispo de pérgamo, o qual nos tempos do imperador Domiciano foi fechado dentro de um boi de bronze, aquecido ao rubro. Seu corpo foi literalmente cozido. Diz-se que ele terminou seus últimos momentos em louvor e adoração. Exemplo entre as testemunhas de Jesus que retém o seu nome e não negam a fé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque todo aquele que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé (1ª Jo. 5.4). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé vence o mundo! Quanto mais a força de um império! Entretanto, é preciso resistência. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre esta pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe (vv. 17). Pérgamo também se ocupava economicamente da mineração e comercialização de pedras brancas, utilizada para diversas finalidades: eram dadas aos que sofreram processos judiciais e foram absolvidos – prova de inocência. Era dada ao escravo liberto e que se tornara cidadão da província – prova de sua cidadania: Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador. O Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas (Fl. 3.20-21). Era também conferido aos vencedores das corridas ou lutas – prova de vitória: Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que vos amou (Rm.8.37). Era conferida ao guerreiro quando voltava da batalha – prova de coragem.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há os que seguem a doutrina de Balaão e dos Nicolaítas: O termo nicolaíta tem um sentido ambíguo: é formado pelas palavras gregas nikh ( que significa domínio ) e laos/ laikos ( que significa leigo, gente, multidão, povo ). Literalmente “Os que exercem domínio sobre o povo”. Faziam parte de uma seita gnóstica que pregava a supremacia dos que administravam o culto (liturgia, palavra e etc..) das demais pessoas. No que se refere a moral, pregavam que o corpo é amoral no que se refere à espiritualidade, sendo assim, indiferente a salvação e santificação, sendo por isso, toleráveis quanto à promiscuidade. Daí alguns exegetas traduzirem nikh também por “destruir”. Nicolaítas também poderia ser traduzido como “Os que destoem o povo”, tal como Balaão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem você está seguindo?: Onde os seus passos o estão levando em sua carreira cristã? &lt;br /&gt;Nossas igrejas hoje, são marcadas pela fantasia de que números definem espiritualidade.  Dentro das comunidades cristãs o altar se tornou um bem de consumo, e por isso, uma fonte de status e popularidade. Consequentemente, motivo para inúmeras disputas por poder. Desse modo, o altar se tornou o indicador de um enganoso tipo de santidade que faz do sagrado momento de culto apenas um espetáculo bem encenado, apenas uma forma de entretenimento: se esquece a quem se cultua, isso porque não se sabe por que se cultua. Soren Kierkegaard, teólogo e filósofo dinamarquês do séc. XIX, afirmou que a cristandade (a instituição cristã) aboliu o cristianismo em nome de Cristo. Seguir a Cristo é ser recíproco ao seu sacrifício na cruz: Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos (1ª Jo. 3.16). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser cristão consiste precisamente em seguir os mesmos passos que Jesus e prosseguir em seu caminho. É dar continuidade ao seu legado através da história e na eternidade. É escrever a história de Deus entre os homens. É implantar o seu reino nos corações. Isso não pode acontecer sem que haja tensões. Deus e o diabo brigam pelo mesmo espaço: o corações dos homens. Tropeções, quedas, momentos de desânimo e tristeza são naturais em toda a caminhada. A fidelidade a Deus responde em todos esses momentos. É exatamente esse o significado da palavra fé (fides em latim, que significa fidelidade). Ser fiel é uma condição para todas as instâncias, tal como num casamento quando os noivos prometem um ao outro: na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na alegria ou na dor e etc. Cristo louva aqueles que em face das dificuldades e perseguições não negam o seu nome, da mesma maneira que repreende e exorta ao arrependimento aqueles que em face de terem suas vidas ameaçadas pela perseguição, trocam a fé pela própria vida. A fé cristã é uma fé de mártires, logo, de pessoas decididas a amarem mais a Deus do que a si mesmas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-3471780717645369148?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/3471780717645369148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=3471780717645369148&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3471780717645369148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3471780717645369148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/03/quem-voce-esta-seguindo.html' title='Quem você está seguindo?'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-8335220936708695636</id><published>2010-03-01T18:57:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T19:00:12.015-08:00</updated><title type='text'>Sermão Cerimonial</title><content type='html'>†Jo. 8.1-11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Deixar-se vencer pelo amor, não resistir a ele. Não o amor transitório de paixões, fundado em benefício próprio e satisfação pessoal, fruto secreto de uma profunda carência emotiva que impulsiona desesperadamente a lançar-se diante de braços estranhos, indiferentes, mas sim, o amor que vai ao encontro do outro, lhe reconhece, lhe identifica diante de Deus, amor que identifica criador e criatura. Que promove um encontro. E assim foi entre Jesus e uma mulher apanhada em adultério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tal relato se encontra precisamente entre dois grandes discursos de Jesus: um sobre sua pessoa (Jo. 7.10-53) e outro sobre sua missão (Jo. 8.12- 59). Jesus participa da festa dos tabernáculos, uma festa cerimonial judaica de uma semana cujo fim era lembrar ao povo o tempo em que seus ancestrais ainda viviam em tendas quando peregrinavam no deserto depois do êxodo. Nessa festa Jesus discursa sobre sua identidade. Contudo, inserido neste discurso estão severas críticas ao modo de administração da lei feita pelos sacerdotes, assim como, o modo como interpretam a lei e os procedimentos utilizados sobre ela para exercerem qualquer tipo de julgamento, dentre eles, sobre quem era Jesus. Isso é interpretado pelos escribas e fariseus como um tipo de provocação, procurando por isso a todo custo, matá-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Terminada a festa Jesus resolve passar a noite no monte das oliveiras em oração. Antes do nascer do sol se dirige ao templo e começa a ensinar. É exatamente nesse momento de cansaço físico e mental que os principais da sinagoga lhe resolvem testar – uma clara resposta ao discurso de Jesus feito um dia antes. Baseados nas afirmações de Jesus sobre como interpretam a lei, trazem em sua presença uma mulher apanhada em adultério. Alheia a tais embates entre Jesus e os principais da Sinagoga, ela é simplesmente usada como um meio para condenar Jesus à morte. Morrendo Jesus ela também morreria. Entretanto, conseguindo livrar-se da armadilha, a mulher também seria preservada com vida. Ironicamente a vida dela estava nas mãos de Jesus, não dos seus algozes. Nesses momentos de tensão, onde Deus, incompreendido, parece ser um tirano cruel, onde não conseguimos enxergar tão longe a fim de compreender seus desígnos, Isaías nos ensina que quando nossa cegueira espiritual (que pode ou não ser oriunda de um pecado) nos impede de enxergar o mesmo que Deus, devemos apenas estender as mãos e deixar-nos guiar por ele (Is.45. 1-5). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato adulterando, e na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu pois que dizes?. Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar ... (vv.5-6).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por um momento Jesus se calou. Escrevia na terra. Depois de uma pausa, Cristo responde a provocação com a já clássica afirmação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ... Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela (v.7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos são iguais à mulher adúltera. Condená-la seria reconhecer em si mesmo a necessidade de punição, e por isso mesmo, de morte. Todos se retiram, maculados pelos seus próprios pecados e consciências, e por isso, continuam pecadores, condenados pela justiça de Deus, mortos. Estão conformados com as suas vidas. Só a mulher permanece com Jesus. E por isso ela é perdoada. Um pecador quando diante de Cristo possui apenas a escolha de renunciar a Cristo ou os seus pecados. Por isso a recomendação de Jesus à mulher: Vai-te, e não peques mais (v.11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como julgar uma pessoa livre? Nem mesmo Cristo Julga. Martin Heidegger certa vez escreveu que apenas nos definimos quando morremos. É por essa razão que o julgamento de Jesus é escatológico, onde separará bodes de ovelhas. Para o Judaísmo do primeiro século a lei definia moralmente os indivíduos em bons ou maus, em santos e pecadores, em salvos e condenados. Com a corrupção da lei feita pelos sacerdotes, a lei somente poderia ter uma aplicação válida quando administrada pelo seu próprio autor: Cristo julga! E perdoa. Renuncia a lei? Apenas ensina a sua função: humanizar o homem, isto é, coloca-lo diante de seu criador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karl Barth escreveu sobre o amor de Cristo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor não é Eros, que se cobiça, mas Ágape, que jamais acabará;&lt;br /&gt;A novidade, a originalidade do amor é ele não participar do círculo vicioso que vai do mal ao mal e da reação à revolução;&lt;br /&gt;O amor é a “justiça eterna equalizadora” (Kierkegaard);&lt;br /&gt;O amor edifica a comunidade porque unicamente procura comunhão;&lt;br /&gt;O amor nada espera porque já atingiu o alvo;&lt;br /&gt;Nada procura, porque já encontrou;&lt;br /&gt;Nada quer enquanto já realizou;&lt;br /&gt;Nada pergunta, porque já sabe;&lt;br /&gt;Não luta, porque já venceu;&lt;br /&gt;O amor não contradiz e, por isso não pode ser refutado;&lt;br /&gt;Não concorre, e, portanto, não é vencido;&lt;br /&gt;Não busca decisão e, consequentemente, ele próprio é a decisão;&lt;br /&gt;O amor destrói os ídolos, porque não cria outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-8335220936708695636?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/8335220936708695636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=8335220936708695636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8335220936708695636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8335220936708695636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2010/03/sermao-cerimonial.html' title='Sermão Cerimonial'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-6273242894604092057</id><published>2009-10-12T18:39:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T18:40:42.279-07:00</updated><title type='text'>Sermão Cerimonial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em ocasião do lançamento do livro “O Deus de Carne”&lt;br /&gt;na Paróquia Anglicana da Santíssima Trindade em Copacabana&lt;br /&gt;no dia 14 de março de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mt. 14. 22-31&lt;br /&gt;Mt. 25. 14-30&lt;br /&gt;Ap. 4. 4; 10-11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmãos e irmãs,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos hoje reunidos em culto solene de gratidão a Deus pela sua obra realizada em nós. Que nos inspira, com o sopro de seu Espírito, a louvar o seu nome e a comunicar a plenos pulmões a boa nova do evangelho. Até mesmo se utilizando da escrita para tal empenho. A mesma vocação dos santos apóstolos e profetas. A mesma vocação do próprio Deus, autor da nossa fé, da nossa nova vida em Cristo. Em tom poético, arriscaria dizer que Deus também é escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, desejo confessar uma preocupação : me sinto intensamente pressionado pelas circunstâncias ao redor a trair todos os meus ideais mais valiosos, ao sentido de toda a minha vida, me sinto pressionado a me tornar um homem comum. Talvez eu mate o idealista revolucionário que existe em mim. De anarquista, escolha participar de algum partido político, me torne um&lt;br /&gt;funcionário público, tenha um bom salário, uma bela esposa, constitua uma família linda. De intelectual, talvez eu queime todos os meus livros e esqueça meu amor pela causa da verdade: não se dá para sobreviver só de idealismo, é preciso comer, vestir, um lugar para morar, ter um pouco de conforto e um bom nome na sociedade. De cristão eu me torne ateu e do céu eu prefira o inferno. E no final de uma curta ou longa velhice, eu morra com a sensação comum de muitos de meus contemporâneos de ter jogado a vida no lixo, ou melhor, na sepultura. De ter comido, bebido, casado, tido filhos, até que chegue o dilúvio, o meu dilúvio e me surpreenda. E depois de submerso na sepultura, seja completamente esquecido pelas gerações futuras, e depois de uns cinquenta anos de morto, ninguém mais saiba quem eu fui. Enfim, um homem comum, anônimo, imerso na multidão de vivos e de mortos. Não se trata de se ter fama ou sucesso, mas do desejo sincero de deixar um legado. Será que eu consigo parar de escrever, e deixar de ter a obsessão de querer legar meu nome e&lt;br /&gt;um exemplo para as gerações futuras? Clarice Lispector escreveu sobre a vocação de escritor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo por não ter nada o que fazer no mundo: sobrei e não há lugar pra mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu morreria simbolicamente todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente dela, acredito que é exatamente o hábito de escrever, que me insere no cotidiano de maneira crítica. Não sou apenas um observador do mundo, mas também participante direto do seu destino, ou seja, efeito e causa de sua história. Ser escritor, ainda mais cristão, me compromete a expressar, em parte com cérebro e noutra com o coração, através da devoção, essa caótica síntese que é viver entre o espiritual e o carnal ( como diria uma antiga fórmula luterana: semper peccator, semper iustus, semper paenitens ), deixando para as gerações posteriores simultaneamente um testemunho crítico do meu tempo, de mim mesmo e da minha fé. Esse é o meu legado, que talvez possa inspirar uma dezena de homens, quem sabe até menos que isso, e os motive a não querer passar pela vida como simples atores, porque viver não é tão fácil com decorar falas e atos dos personagens contidos num texto. Alguns como coadjuvantes, outros como atores principais, mas Deus nos chama para que de atores na vida, sejamos quem a escreve, para isso é preciso que se viva de verdade. Que tenhamos identidade espiritual, que sejamos reconhecidos pelo criador como filhos, e não deixados à orfandade espiritual. Jesus inspirou doze,&lt;br /&gt;até mesmo quem o traiu. Sendo assim, não me conformo com o destino que muitas pessoas ao meu redor querem que eu tenha. Ando em cima das águas em direção ao meu mestre, temeroso pelas ondas e o vento, espantado por ter os pés em cima das ondas: Tende bom ânimo, sou eu, não temais. Disse Jesus a Pedro. Hoje, Jesus se dirige a nós e diz: .. tende bom ânimo, eu venci o mundo1. Ânimo! Pois Cristo está a espera. Mas as ondas e o vento parecem ser mais fortes e eu pequeno demais para suportar toda a violência de um mundo hostil a própria vida. Sinto as águas me envolverem: Senhor, salva-&lt;br /&gt;me! A mão do meu Senhor se estende em socorro, e com ela, outras mãos se estendem também, e eu não poderia deixar de agradecer - las nesta oportunidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto, como fiz no primeiro livro, mesmo com ressalvas, em agradecer a mulher que me fez conhecer a Cristo – Esse é o legado dela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lhe agradeço por ter me dado a vida: ela não é sua. Todavia, lhe agradeço por fazer dela, exatamente nos momentos em que me faltaram os amigos, as palavras e até mesmo a força para continuar vivendo, momentos em que me fizeram recordar da maior herança que você pode me dar: a minha fé. Caminho que sigo sozinho, mas que sem você talvez eu não teria encontrado a direção certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a minha congregação, a Igreja Batista de Vila Norma, por ter apoiado desde o início, com o meu primeiro livro, minha loucura em querer ser escritor, ao irmão em Cristo, grande amigo e mestre, rev. Carlos Alberto, que rendeu para este projeto inestimáveis contribuições de revisão e sugestões para o texto, juntamente com toda a sua congregação, que nos receberam, a mim e&lt;br /&gt;toda a minha igreja, com todo carinho e dedicação, próprios de irmãos, deixando de lado as diferenças teológicas a fim de manter o propósito comum de nos reunirmos verdadeiramente ao redor de Jesus Cristo. Agradeço a todos que dedicaram seus esforços direta ou indiretamente com idéias, empenho e com a própria presença para a realização deste ato solene. É inestimável o valor de todos vocês para a minha vida. Senhor, nós hoje te entregamos apenas o que é teu, e muito mais que isso, de dois ou cinco talentos, fazemos quatro ou dez, e mesmo assim, envergonhado diante desta congregação, diante de todos os anjos, santos e seres que povoam o céu e diante de ti mesmo ó Deus, penso comigo mesmo: sou um servo inútil porque fiz apenas o que deveria fazer2 , sou apenas o que deveria ser. Mas o senhor nos diz: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. E prostrados aos teus pés, entregamos a nossa coroa&lt;br /&gt;diante do teu trono, a mesma que hoje, aqui e agora, nos concede pela tua grande misericórdia:&lt;br /&gt;Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos e irmãos em Cristo, não pensem que é por algum tipo de talento meu que estamos aqui reunidos. Se assim fosse, creio que depois de lerem o livro que hoje os apresento, muitos se lamentariam por terem jogado dinheiro fora. Não, não é por esse motivo que nós estamos aqui : mas sim porque Deus está cumprindo uma promessa, e não só isso, Deus está cumprindo uma promessa a alguém que sinceramente tem consciência de que não a merece. Como bem&lt;br /&gt;profetizou Isaías : Levanta em redor os teus olhos, e vê; todos estes já se ajuntaram, e vêm a ti (...) . Então o verás, e serás iluminado, e o teu coração estremecerá e se alargará3. Meu coração hoje estremece – de alegria. Isso é um milagre, o meu milagre, e Deus é louvado por isso. É exatamente por esse motivo que o criador nos presenteia com este dia: para glorificá-lo, porque tudo é dele, e nós somos apenas obra de suas mãos. Cristo é o centro, e nós apenas os horbis iluminados por sua presença, situados a sua volta. Porque nós passamos, mas ele permanece para sempre. Glorifiquemos a Cristo e tudo o que ele faz por nós. Antes que as palavras fujam, somente me resta, sinceramente à Deus lhe dirigir em oração o agradecimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas; que se curva; para ver o que está nos céus e na terra; que do pó levanta o pequeno, e do monturo ergue o necessitado, para o fazer assentar com os príncipes, sim, com os príncipes do seu povo4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, gostaria de dizer a todos o meu muito obrigado, que Deus os abençoe e os inspire com fé e ousadia a sermos fiéis aos seus designos.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-6273242894604092057?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/6273242894604092057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=6273242894604092057&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/6273242894604092057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/6273242894604092057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/10/sermao-cerimonial_12.html' title='Sermão Cerimonial'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-629629408810846618</id><published>2009-10-12T18:20:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T16:56:24.646-07:00</updated><title type='text'>Sermão Cerimonial</title><content type='html'>† Leitura antifonal: Sl. 22. 1- 31.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ocasião do Culto Jovem realizado na Igreja Evangélica Assembléia de Deus&lt;br /&gt;Ministério dos remanescentes, no dia 7 de fevereiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmãos e irmãs,&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É evidente em toda a autobiografia do rei Davi ( característica particular dos salmos ), a forte&lt;br /&gt;ênfase por ele deixada, de atribuir suas virtudes de guerreiro, sua força e coragem, como oriundas exclusivamente de sua dependência a Deus1. É reconhecido por ele que o menor e o mais novo dos filhos de Jessé não nasceu para ser um homem de guerra. Seu pai lhe envia para o pasto, para cuidar das ovelhas, animais domesticados com facilidade. Como ele pôde vencer um gigante se com dificuldades suportava o peso de uma armadura e de uma espada? Como então teria conseguido defender suas ovelhas de um leão e um urso?... Porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração2. É o coração desse simples pastor de ovelhas que Deus quer que lidere a nação dos hebreus. Davi se torna um rei com o coração de um pastor. Por isso ele vence, e com isso ganha aliados.&lt;br /&gt;Mas quando Deus se afasta, tal circunstância motiva sua lamentação, onde reconhece que não é&lt;br /&gt;forte e nem corajoso sozinho:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido, e não me auxilias? Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite; e não tenho sossego ( vv.1-2 ).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O salmista se queixa da distância de Deus. O maior herói de Israel está sozinho. Ele não é mais&lt;br /&gt;forte e nem corajoso, mas frágil e tímido, não é mais o rei, mas traz à Deus em oração o simples&lt;br /&gt;pastor de ovelhas. Deixa transparecer do seu íntimo a crença de que Deus o abandonou. É&lt;br /&gt;exatamente nesse tipo de situação, de fraqueza interior e dúvidas, o momento oportuno para o&lt;br /&gt;surgimento de inimigos, que ele representa bem, utilizando-se de símbolos de animais reconhecidos por sua força ( o touro, o leão, o cão e o búfalo ). Ele se queixa de solidão espiritual e&lt;br /&gt;da intensa perseguição dos seus inimigos. O salmista reconhece que sozinho ele não é um guerreiro, que é insiguinificante diante do poder de Deus e dos homens. Sabe que não pode vencer um ou outro. Ele não ousa lutar com Deus, mesmo por uma benção como fez Jacó, sabe que mesmo se a conseguisse, isso lhe trairia marcas dolorosas para o resto da vida. Ele não ousa lutar contra os seus perseguidores, porque acredita que sem Deus seus esforços seriam inúteis. Mesmo sofrendo, não chama Deus de injusto ou cruel, apenas insiste em conhecer os motivos pelos quais Deus lhe permite sofrer. Um pecado esquecido? Uma provação? Ele não sabe responder. O salmista questiona o tempo de Deus. O salmista julga que Deus demora, sinal de inquietação, de desespero, é por isso que ele clama intensamente. Exige urgência em sua causa, de uma solução rápida e eficiente de Deus sobre o seu problema. A exigência de velocidade nos empreendimentos humanos nos faz acreditar que podemos julgar os empreendimentos divinos com a mesma medida, o que é um erro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, assistindo ao filme O Exorcista: O Início, a doutora Sara em conversa com o cético ex&lt;br /&gt;padre Maryn, ao comentar os abusos que sofreu durante a segunda guerra mundial pelos nazistas exclama em tom profético: É do inferno que temos a melhor visão de Deus. E a parábola do rico e do Lázaro é um exemplo disso: abrindo os seus olhos no Hades e de longe vendo Abraão e Lázaro, não se ouve de sua boca sequer um sussurro de blasfêmia contra Deus, pelo contrário, reconhece que está lá por consequência de sua vida, o que ele pede é misericórdia. É exatamente quando estamos embaixo que somente temos como alternativa olharmos para cima: Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O salmista olha para o passado, como testemunho da ação de Deus na história do seu povo6.&lt;br /&gt;Todo aquele que teme o futuro vê no passado uma forma segura para lamentar o presente7. O&lt;br /&gt;salmista lamenta o seu presente. Como consequência, seu futuro fica sem perspectiva. Tendo a&lt;br /&gt;sensação comum de passar anônimo no mundo, de não ter história, cujo espírito retraído e tímido&lt;br /&gt;é idêntico a de muitos homens na contemporaneidade. Um grito de dor é dirigido a Deus. Há muitos gritos. Uma multidão clama por socorro! :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes de prosseguir em meu caminho, e lançar o meu olhar para frente uma vez mais, elevo só, minhas mãos a ti na direção de quem eu fujo. A ti, das profundezas do meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, tua voz me pudesse chamar. Sobre esses altares estão gravados em fogo estas palavras: Ao Deus desconhecido. Teu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos. Teu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo. Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo. Eu quero te conhecer, desconhecido. Tu que me penetras a alma, e qual turbilhão invades a minha vida. Tu, o incompreensível, mas meu semelhante. Quero te conhecer. Quero servir só a ti. ( Nietzsche ).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fruto de um mundo sem Deus. Deus está morto? O homem está. A criatura sem o criador não&lt;br /&gt;tem sentido, e sem sentido, o mundo passa a ser conduzido pela barbárie: A máquina expeliu o&lt;br /&gt;maquinista; está correndo cegamente no espaço ( Horkheimer ). O mundo inteiro começa a ter a&lt;br /&gt;sensação de que está morrendo. E Deus parece que não ouve, não fala, não vê. Sidney&lt;br /&gt;Garambone, escritor brasileiro, em seu livro Eu, Deus, escreve: A ausência é a forma mais bela de presença. A ausência promove o grito de socorro do aflito que clama pela presença de Deus. Sem ausência não há grito de socorro, não há dependência da criatura pelo criador.&lt;br /&gt;O salmista recorda da sua vocação, do seu chamado, e com isso reconhece o Senhor como o Deus&lt;br /&gt;da sua vida. Do seu tempo, da sua história, dos seus projetos. Reconhece quem Deus é, e quem é&lt;br /&gt;ele: Porém tu és santo.../ Mas eu sou verme, e não homem9. Isto significa que há um pacto, uma&lt;br /&gt;aliança, que pela circunstância exige fidelidade, literalmente, que exige fé. Não se trata porém, de&lt;br /&gt;se ter a mesma perspectiva de Deus, neste Salmo Davi reconhece que por não compreender os&lt;br /&gt;motivos pelos quais Deus lhe permite sofrer, não consegue enxergar o mesmo que Deus. Se trata&lt;br /&gt;porém de, mesmo quando não vemos o que Deus vê, deixar que ele nos guie pela mão e nos leve&lt;br /&gt;onde deseja. Sinal do amparo divino diante da nossa cegueira espiritual. Embora não sabemos ao&lt;br /&gt;certo por onde podemos caminhar ( como Abraão que sai sem rumo para uma terra que não&lt;br /&gt;conhece e o povo hebreu no deserto ) ele vai adiante de nós. Entretanto, a grandeza de Deus não consiste em ressuscitar vivos, mas mortos. A grandeza de Deus consiste em agir apenas no fim das nossas possibilidades. Esse é o milagre. A grandeza de Deus consiste em deixar que tudo seja destruído, para que um novo céu e uma nova terra nasçam. Promessa apenas para os que crêem nele. Quando Deus permite o sofrimento do mundo e do homem, particularmente do justo, é porque ele quer construir um mundo e um homem novos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque assim diz o Senhor: Como eu trouxe sobre este povo todo este grande mal, assim eu trarei sobre ele todo o bem que lhes tenho prometido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No filme A Paixão de Cristo de Mel Gibson, uma cena em particular me levou intensamente às&lt;br /&gt;lágrimas: o cansaço, aliado a intensa dor das feridas e as horas de caminhada fizeram a cruz um&lt;br /&gt;peso difícil de carregar: Jesus cai no chão e Maria, sua mãe, vem ajudá-lo a se levantar. Olhando&lt;br /&gt;para ela, com o rosto ensanguentado e ferido ele diz: - Veja mãe, eu faço novas todas as coisas. É&lt;br /&gt;preciso passarmos pela cruz, e até morrermos nela, para dela ressuscitarmos. Novo. Glorificado. É o Cristo ressuscitado e glorificado quem diz: ... eis que faço novas todas as coisas...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final de seu salmo, Davi canta em agradecimento pela salvação, que no meio de intensa dor,&lt;br /&gt;talvez não é esperada mais. Davi agradece e seu agradecimento se torna um testemunho para os&lt;br /&gt;homens de seu tempo, os povos ao redor e as gerações futuras do seu povo. Ele quer evidenciar&lt;br /&gt;que a sua vida não está abandonada a própria sorte, de que existe a providência de Deus.&lt;br /&gt;Providência significa estar sempre ao alcance do olhar, da misericórdia, da presença e da ação do&lt;br /&gt;nosso criador. E para tanto é preciso reconhecermos nossa condição de criatura: nascidos de&lt;br /&gt;Deus. Filhos dele. Sendo alvo da providência divina, toma consciência de que também precisa ser&lt;br /&gt;dela um instrumento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diante da perseguição e do silêncio de Deus o salmista, vendo que questionar o tempo oportuno&lt;br /&gt;pela qual Deus decidirá agir é inútil, olha para o passado, e nele, encontra o sentido de sua&lt;br /&gt;vocação, reconhecendo por isso a supremacia de Deus sobre a sua vida, mesmo diante da dor ( da&lt;br /&gt;mesma maneira como Sadraque, Mesaque e Abed-nego estavam dispostos a morrerem por sua fé, sem esperarem com isso qualquer providência de Deus em auxílio por exemplo ). É exatamente essa confiança que garante o livramento inesperado. Deus nos chama hoje à firmeza de propósito, à maturidade espiritual. Deus nos chama para sermos fiéis. Sempre. Deus nos chama para dependermos mais dele e menos de nós próprios. Reis com corações de pastores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que Deus nos ajude nesse compromisso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;† Diogo Alves da Conceição Santana&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-629629408810846618?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/629629408810846618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=629629408810846618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/629629408810846618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/629629408810846618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/10/sermao-cerimonial.html' title='Sermão Cerimonial'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-5919652796882272888</id><published>2009-10-12T07:06:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T07:34:08.794-07:00</updated><title type='text'>Uma Carta por Benjamin</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Deixei explícito entre alguns de meus escritos que não gosto de ler ficção. Interessa-me obsessivamente a análise da realidade fria, sem rodeios. Acabei por escrever uma, e descobrindo que as vezes, escrevendo uma mentira digo mais verdades do que realmente gostaria de dizer. Tenho a mesma impressão com o livro Uma Carta Por Benjamin de Jana Lauxen, publicado pela editora multifoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apático, anêmico, anônimo. Imerso na multidão e escondido nela. Vegetando, não vivendo, enterrado no mundo: cemitério de almas, mais do que de corpos. Acomodado, indiferente as existências que transitam ao seu redor, como também a sua própria. Imediatista, materialista, sem vida e sem futuro. Algumas almas morrem antes de seus corpos e Benjamin era uma delas. Mas alguém o matou, e foram eles, os maus amigos e uma infinidade de amores perdidos. De tanto perder amores Benjamin perdeu o coração. Nada mais lhe impressionava, nada mais lhe fazia brilhar os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente tudo mudou: algumas cartas enviadas por uma desconhecida chamada Madalena lhe convenceram a sair da comodidade de sua caverna e olhar o mundo, as pessoas, as coisas, sua nação. A politicagem no mundo das conspirações criminosas ( ou será que é o contrário?). Benjamin está indo longe demais... Caminhando no escuro não sabe mais onde os seus passos o levam, não sabe onde Madalena o está levando, contudo, continua caminhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Carta Por Benjamin consiste numa estória sobre subjetividades anônimas: Benjamin e Madalena. Benjamin é desconhecido do mundo, dos amigos, da família, dos amores da vida. Madalena é desconhecida por Benjamin. Essas subjetividades quando se encontram por meio de cartas, mudam a vida um do outro. Mudam o destino de um país. Uma Carta Por Benjamin fala do anonimato presente em certas formas de heroísmo diário que ninguém vê, embora corriqueiramente passem diante dos nossos olhos, assim como, da importância que seus autores, sem nome (e dentre eles estão cada um de nós) possuem para o estabelecimento do futuro. O mundo está cheio de heróis. Eles não voam, não conseguem parar balas de aço e na possuem visão de raio x, são simples seres humanos. É exatamente isso que nos surpreende: como seres tão frágeis podem ao mesmo tempo ser tão fortes? E o que Jana Lauxen nos propõe a reflexão na vida do pacato Benjamin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo Santana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor e teólogo, autor dos livros Biografia Anônima (Editora Corifeu – 2009), O Deus de Carne: Uma Introdução a Cristologia (Editora Virtualbooks – 2009) e Fé e Anarquia Cristã (Editora Corifeu – 2007). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-5919652796882272888?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/5919652796882272888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=5919652796882272888&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5919652796882272888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5919652796882272888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/10/uma-carta-por-benjamin.html' title='Uma Carta por Benjamin'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-3786646916617666699</id><published>2009-09-20T12:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T12:46:56.230-07:00</updated><title type='text'>Comentário Sobre o Livro O Deus de Carne</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" O Livro "O Deus de Carne", que evita o "teologues", tange todos os temas fundamentais da cristologia, abordando o cáustico assunto em uma linguagem acessível a todos, sem deixar de lado a seriedade e formalidade que o assunto exige.Diogo Alves é um jovem dedicado e estudioso, formado nos temas do Cristianismo desde a mais tenra idade, aprofundando e associando os mesmos à sua formação filosófica, com uma redação fluida e cativante, envolvendo o leitor nas questões teológicas mais significativas da cristologia.Como o título indica, procura refletir sobre esta aparente contradição cristológica: Como Deus, que é Espírito, pode ser encontrado em Carne na pessoa de Jesus de Nazaré?Assim, este livro, em bela e boa redação, oferece ao leitor uma introdução ao tema, ajudando aqueles que não conhecem o intrincado caminho da cristologia a conhecê-lo, com a virtude de voltar o pensamento da matéria sobre si mesma para chegar ao seu conteúdo fundamental.Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes ( Pastor da Congregação Anglicana da Santíssima Trindade em Copacabana ). -&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-3786646916617666699?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/3786646916617666699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=3786646916617666699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3786646916617666699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3786646916617666699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/09/comentario-sobre-o-livro-o-deus-de.html' title='Comentário Sobre o Livro O Deus de Carne'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-5503035921490093305</id><published>2009-09-09T18:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T18:56:29.030-07:00</updated><title type='text'>Orações de Soren Kierkegaard</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;" Pai Celestial,Não queremos que nossos pecados estejam contra nós,e sim queremos nós estar contra os nossos pecados.De maneira que cada pensamento que tenhamos de Ti, quando estes se despertam em nossa alma, seja capaz de recordarnos não dos desvios nos quaistemos estados extraviados e perdidos, mas do caminho de misericórdia no qual nos encontraste e nos salvaste por Tua Graça. "&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amém!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pai celeste! No mundo cá de fora, um é forte, outro é fraco. O forte - quem sabe - envaidece-se com a sua força; o débil suspira e, ai de mim, torna-se invejoso. Mas aqui, bem no interior da tua Igreja, todos somos fracos: aqui, perante tua presença - tu és o poderoso, só tu és o forte”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-5503035921490093305?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/5503035921490093305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=5503035921490093305&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5503035921490093305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5503035921490093305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/09/oracoes-de-soren-kierkegaard.html' title='Orações de Soren Kierkegaard'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-8208257613838293059</id><published>2009-07-21T18:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T18:16:50.643-07:00</updated><title type='text'>Prefácio de Biografia Anônima</title><content type='html'>Quando fui convidado para prefaciar este livro achei que não fosse capaz e, aproveitando que estamos sozinhos, confesso ainda não me achar. No entanto, não quis fazer essa desfeita a um amigo tão querido, pois tenho acompanhado a caminhada de Diogo Santana, quem já me proporcionou leituras fascinantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste texto me sinto convidado a assumir meu próprio eu, a me reconhecer diante de mim e dos outros. A emocionante história de Biografia anônima me ensina a comover-me com a minha própria. No entanto a ausência de maniqueísmo me faz ver que não se trata da história de alguém em especial, mas do humano; esse ser complexo que povoa esta terra, que se confunde com deuses e demônios; que hora destrói, mas no instante seguinte cria. É um equívoco dissociar nossas ações de seus autores, intitular se espirituais ou demoníacas quando, no muito, são meramente humanas. Outro equívoco é condenar o humano ao fracasso, pois o próprio Deus não o condenou. Por isso nos deixou sua palavra – a fé palavra – que se revela fonte de esperança ao humano, que enfraqueceu a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fé, ingrediente indispensável para a receita da vida. Pois como já disse o teólogo ter fé é saltar no escuro, mas o que ele esqueceu de nos dizer é que caminhamos o tempo todo no escuro e, nunca sabemos onde poremos o pé no próximo passo. A verdade é que só os corajosos, ou inconseqüentes, às vezes saltam. E se saltam é porque acreditam ou que há um chão para detê-los, ou que suportam a queda. Admiro os que saltam, pela fé ou pela loucura; porque em nada se diferem, pois foi o apóstolo quem disse que Deus usa a loucura a fim de confundir a sabedoria. Pobre sabedoria, soberba e cheia de si mesma, a mais louca de todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perigosa é a cultura do saber e do cientificismo que forma cirurgiões que aprendem, desde cedo, a dissecar a vida. Assim, separamos o trabalho da família, a sexualidade do amor, a fé do cotidiano acreditando que esta fé pode ser muito útil nas celebrações de domingo, mas que nada tem haver com o dia-a-dia. No entanto, a cultura da dissecação contraria a palavra de Deus que nos ensina a atar a fé/palavra ao punho e à testa, para que esta não seja por nós esquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em protesto a cultura da dissecação este texto propõe uma análise do humano a partir do próprio humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há outra maneira de falar de fé, moral, política, loucura, liberdade e amizade se não pela beleza da própria vida; do que se vive, do que se vê, do que se sente. E é com beleza que Diogo Santana nos propõe essa leitura; beleza esta que não se extrai das estruturas sociais, mas das relações humanas. Beleza que o humano recebe de seu criador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao iniciar essa leitura me senti seqüestrado. Seqüestrado por mim mesmo. Pois Biografia anônima é a história de outro alguém, mas poderia muito bem ser a do próprio Diogo, ou a minha, ou a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeferson André, Pastor adjunto da Igreja Batista da Redenção em Tomaz Coelho, Rio de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-8208257613838293059?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/8208257613838293059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=8208257613838293059&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8208257613838293059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8208257613838293059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/07/prefacio-de-biografia-anonima.html' title='Prefácio de Biografia Anônima'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-5392690629250962386</id><published>2009-05-16T11:15:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T11:34:00.472-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com Jana Lauxen</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Jana Lauxen. Escritora Gaucha, editora da versão brasileira do site inglês 3:AM Magazine, e-ditora do E-Blogue.com, matadora no Beco do Crime ( site especializado em ficção policial e suspense ) e colaboradora assídua da revista Café Espacial e do Jornal Vaia ( descrição retirada do seu blog pessoal: &lt;a href="http://janalauxen.blogspot.com/"&gt;http://janalauxen.blogspot.com/&lt;/a&gt; ). Dotada de um espírito irônico e até certo ponto humorístico, expresso em seus escritos de maneira cativante, ela conquista o seu espaço como escritora. O que no Brasil não é nada fácil. Mas também não é impossível. Lançou recentemente pela editora Multifoco o seu primeiro romance Uma Carta Por Benjamin. Nessa pequena entrevista ela comenta sobre seu livro, literatura e fala sobre sua vocação como escritora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura.. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite - De que se trata Uma Carta por Benjamin ?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a história de um sujeito comum - que poderia ser eu ou você - que passa a receber cartas de uma mulher chamada Madalena, da qual ele simplesmente nunca ouviu falar, que o trata com carinho e intimidade e acaba o envolvendo numa trama que mistura fanatismo, drogas coloridas e autoconhecimento.&lt;br /&gt;Basicamente, é isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite - Benjamin recebe uma carta de alguém que não conhece, entretanto, ele é bem conhecido por quem lhe escreve. Isso me recorda o absurdo processo de Josef K., de Franz Kafka. Existe alguma influência deste autor em Uma Carta Por Benjamin?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não.&lt;br /&gt;Para falar a verdade, só li um livro do Kafka, que é o clássico A Metamorfose – e adorei. Apesar de estar até hoje discutindo com outros leitores em que inseto, afinal de contas, se metamorfoseou Gregor Samsa. Eu aposto numa barata, mas já ouvi teorias até de que foi numa borboleta. Ora, e desde quando borboleta tem casca???&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite- O primeiro capítulo do seu livro inicia com uma citação de Aleister Crowley: "Não existe Deus senão o homem". Existe em sua obra alguma influência croweliana?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Croweliana, não, mas Raulseixista sim. E Raul teve muita influência de Aleister então, acho que indiretamente, eu também tive.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite- O que lhe motivou a escrever o livro?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diversão. Me divirto horrores enquanto escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt;- Ser escritor: benção ou maldição?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Benção, sem dúvidas.&lt;br /&gt;Eu adoro, não consigo me imaginar fazendo nenhuma outra coisa. Para falar a verdade, não sei fazer nenhuma outra coisa além de escrever, e sou infinitamente grata por poder trabalhar exatamente com aquilo que mais gosto.&lt;br /&gt;Como já disse, me divirto. E trabalhar se divertindo é uma benção.&lt;br /&gt;E bota benção nisso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-5392690629250962386?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/5392690629250962386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=5392690629250962386&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5392690629250962386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5392690629250962386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/05/entrevista-com-jana-lauxen.html' title='Entrevista com Jana Lauxen'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-2466861955066031590</id><published>2009-05-08T07:54:00.000-07:00</published><updated>2009-05-08T08:00:49.739-07:00</updated><title type='text'>Comentários Sobre O Deus de Carne</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;" li o seu livro. cara é muito bom. apesar de ser pequeno li devagar, pois fiz muitas anotações. está muito gostoso de ler. sem falar no seu toque, que é perceptível enquanto se lê. e consegue preservar o tom teológico.cara, você está de parabéns!" ( Jeferson André, Pastor Adjunto da Igreja Batista da Redenção ). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Confesso que ainda não tive muito tempo para ler o livro, porém acabei de ler a introdução e - para usar uma linguagem bem coloquial - o livro promete.Creio que o cristianismo carece de literaturas que, mais do que nos dizer sobre o cristianismo, nos faça pensar e produzir de forma inteligente e criativa sobre o cristianismo. Somente a introdução deste livro por si só já cumpre esse papel. Palavras inteligentes, objetivas, mas com bastante eloquência." ( Amauri, Tradutor ).  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-2466861955066031590?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/2466861955066031590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=2466861955066031590&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2466861955066031590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2466861955066031590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/05/comentarios-sobre-o-deus-de-carne.html' title='Comentários Sobre O Deus de Carne'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-6385884260814603879</id><published>2009-05-08T07:52:00.001-07:00</published><updated>2009-05-08T07:53:44.666-07:00</updated><title type='text'>Viagem Missionária à Taubaté</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nosso sumo pastor nos chama, reconhecendo sua voz, nós o seguimos. Batistas, assembleianos, Nazarenos. Unidos, somos juntos o corpo de Jesus Cristo. Ele nos chama para ir e pregar. Hebreus 13.1-19 vai dizer que não são todos os que vão, mas apenas os santos: aqueles que se comprometem com Cristo. O objetivo da santidade é o serviço do anúncio do evangelho. E são os santos: cheios de misericórdia, obedientes, os que se renunciam, que se entregam ao reino,  que anunciam.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cristo nos chama para Taubaté. Largamos tudo e vamos em direção a ele. Inspirados por sua presença, somos agradecidos a Deus pela obra que ele tem confiado a nós - Imerecidamente.. E abençoados por ela, não podemos deixar de falar sobre tudo o que vimos e ouvimos (At.4.20). Durante cinco dias, Cristo falou. E ainda fala. Sua voz ainda reverbera em nossos corações. Aquela cidadezinha pacata do interior paulista não será mais a mesma. Os cultos, as pregações, o evangelismo nas ruas, o teatro. Agradecemos a Deus pela missão Josué na organização dessa missão e a seus líderes (Charles, Haroldo e Etienne) que com seriedade, dedicação e empenho se dispuseram a servir o Reino. Agradecemos a Deus por todos os irmãos em Cristo que conhecemos nessa viajem. Agradecemos a Deus pela igreja Assembléia de Deus Taubaté e ao seu Pastor que com todo carinho nos dedicou tempo e todos os recursos para que pudéssemos ficar bem hospedados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cristo contua chamando. O ardor missionário ainda nos impulsiona com ousadia, a continuarmos a tarefa que nos foi confiada. Deus ainda age na história, sendo assim, o evangelho ainda continua a ser escrito. Pelas nossas mãos. Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados (Hb. 12.12). Engrandecido seja Deus pela sua obra em nós. Engrandecido seja o seu reino. Que sua vontade prevaleça e os seus propósitos se cumpram. E que nós, ovelhas suas, continuemos a seguir-lhe os passos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-6385884260814603879?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/6385884260814603879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=6385884260814603879&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/6385884260814603879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/6385884260814603879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/05/viagem-missionaria-taubate.html' title='Viagem Missionária à Taubaté'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-1894531025008575675</id><published>2009-04-15T18:22:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T18:27:11.606-07:00</updated><title type='text'>Comentário Sobre Meu Livro "O Deus de Carne"</title><content type='html'>&lt;a href="http://disturbiossociais.blogspot.com/2009/04/escandaliza-te-ou-cre.html"&gt;"escandaliza-te ou crê"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Silas Fiorotti:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_AjI9HaTRp3U/SeUpvZq8RcI/AAAAAAAAAGo/WaYRG-4RRbM/s1600-h/SANTANA_capa.jpg"&gt;&lt;/a&gt;O meu amigo Diogo Santana se propôs a falar sobre a pessoa mais extraordinária que passou pelo mundo (Jesus de Nazaré) - seu nascimento, sua morte e ressurreição. Uma história que me dá esperança para continuar lutando, uma história que me emociona por ser a expressão mais forte do ato de amar. E eu gostei muito do que encontrei no seu mais novo livro - "O Deus de carne: uma introdução a cristologia", principalmente porque o escândalo da cruz está presente (cf. Gl. 3.13). A páscoa cristã passa necessariamente por uma cruz vulgar. Eu me emocionei com as palavras do Diogo, quando ele diz que o nascimento de Jesus (Deus se fez carne) significa que&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"O céu desceu até nós para fazer justiça aos homens simples do campo, de ontem e de hoje, humildes pastores de ovelhas e criadores de gado; e quando esse menino se tornar um homem dará o céu também aos doentes e excomungados pela lei e mortos pela letra, aos encarcerados, aos famintos de pão e de eternidade, as prostitutas, adúlteras e todas as mulheres subjugadas, a todo tipo de criminoso arrependido - o céu será um lugar de crianças, onde todos os adultos serão expulsos e crescer será apenas um pesadelo que já passou, contudo, é preciso crer e crer com paixão, de elevar a vida acima da perenidade do mundo." (p. 31)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um paradoxo, o próprio Deus se torna criatura, e nos mostra o ideal de humanidade, ele verdadeiramente foi um ser humano, pessoal, único - "o único homem legitimamente humano, por isso ele é a verdade, uma verdade (ser), que nenhum homem tem, por isso ele é legitimamente Deus" (p. 41).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jesus morreu. O Diogo destaca que "todos nós o matamos", mas também fala da "responsabilidade de Deus na morte de Jesus". Na minha opinião, quando ele fala dessa responsabilidade, parece que Deus foi injusto com seu filho, que pai enviaria seu filho para morrer? - e já vejo o Diogo me dizendo que Kierkegaard critica essa ética universalista. Mas Jesus se entregou por nossos pecados (cf. Gl. 1.4), ele foi até as últimas consequências por amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu entendo que seja apropriado nos afastarmos de uma visão sacrificialista e pensarmos na morte de Jesus como martírio que contém por um lado o seu assassinato e por outro a sua doação."Não se trata, porém, de pensar na cruz, mas de passar por ela" (p. 61). Sim, e também poderíamos dizer que não se trata de carregar a cruz ou o madeiro, porque nem mesmo Jesus fez isso (foi o Simão cireneu - cf. Mt. 27.32), mas de morrermos na cruz com Jesus.O conceito de culpa que o Diogo apresenta é o mesmo de angústia religiosa em Kierkegaard - aqui eu visualizo a conversão (a Deus e aos pobres), ele diz:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"O sentimento de culpa diante da cruz, do sofrimento de Cristo, da igreja, do próximo e do mundo, é a fonte pela qual Deus oferece o seu perdão, pois a culpa nada mais é do que o sentimento de responsabilidade diante do sofrimento alheio." (p. 62)Jesus ressuscitou!! - "o fim sempre é um novo começo". A sua ressurreição é "uma nova criação da parte de Deus", ela permite uma profunda reflexão sobre a relação entre fé e história. E diante dela a tensão: escandaliza-te ou crê!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"a fé evangélica não se limita a uma exigência de transformação social e de crítica aos paradigmas que justificam a exploração e a desigualdade, mas também e acima de tudo, que tal transformação seja oriunda de uma reforma na identidade dos homens, (...) que os homens também mudem individualmente, (...) mais importante do que o desenvolvimento social e a justiça em si, é que tais iniciativas sejam oriundas de um coração que não seja alheio ou indiferente a tais transformações sociais, passivo, mas atuante no mundo como agente transformador." (p. 73)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E glória a Deus por sua graça, sendo que Jesus nos libertou para sermos verdadeiramente livres (cf. Gl. 5.1):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"o sentido da graça: a infinita misericórdia de Deus possibilita uma escolha ao homem: continuar no pecado (lembrando que o pecado não se limita a uma conduta moral) ao mesmo tempo em poder pertencer a uma comunidade cristã (banalizando assim a sua liberdade) ou tornar sua consciência responsável o suficiente para um contínuo exercício de avaliação moral diante de Deus." (p. 75-76)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referência bibliográfica:SANTANA, D. O Deus de carne: uma introdução a cristologia. Pará de Minas: Virtualbooks, 2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-1894531025008575675?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/1894531025008575675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=1894531025008575675&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/1894531025008575675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/1894531025008575675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/04/comentario-sobre-meu-livro-o-deus-de.html' title='Comentário Sobre Meu Livro &quot;O Deus de Carne&quot;'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-7030887451051473082</id><published>2009-03-16T07:02:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T07:19:35.246-07:00</updated><title type='text'>Aleatórios</title><content type='html'>Desculpem minha insistente tendência a inconformidade. Não nasci para ter o destino dos outros.&lt;br /&gt;Desculpem minha loucura em não me considerar apenas uma simples ferramenta do sistema que vive apenas para ser mais um, menos um, menos que todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiro ofegante, porque o mundo me sufoca e quer me matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que eu sou o menos admirado, o mais insensível e opaco dos seres humanos. Homens assim são propensos ao absurdo de não se orientar por meio de rótulos; mais do que isso, são capazes de criticá-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-7030887451051473082?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/7030887451051473082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=7030887451051473082&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/7030887451051473082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/7030887451051473082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/03/aleatorios.html' title='Aleatórios'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-2241594024671908354</id><published>2009-03-06T09:34:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T09:35:25.024-08:00</updated><title type='text'>Oração Pastoral de Aelred de Rielvaux (1110-1167)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aelred de Rielvaux ( 1110-1167), monge cisterciense inglêsOração Pastoral (in Revue bénédictine 1925, p. 283 ; trad. alt. Tournay)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;«Minha ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço e elas me seguem»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oh Jésus, oh Bom Pastor, pastor realmente bom, pastor cheio de clemência e de ternura, a ti grita um miserável e pobre pastor -- sim, bem fraco, bem incapaz, bem inútil, e, no entanto, com tudo isso, na realidade pastor de ovelhas. A ti, oh Bom Pastor, grita este pobre pastor que está longe de ser bom; a ti ele grita, preocupado com ele próprio, preocupado com suas ovelhas... Senhor, tu conheces meu coração: tu sabes tudo o que deste a teu servidor, e ele não tem senão que um desejo, que é de entregá-lo totalmente às tuas ovelhas, de dedicar-me totalmente a elas. Muito mais, eu quereria entregar-me a mim mesmo a elas. Que assim seja, meu Senhor, sim, que assim seja!...Ensina-me somente, eu te rogo, pelo teu Espírito Santo, ensina teu servidor como ele deve se dedicar a elas. Lembra-me Senhor pela tua graça inefável, de suportar com paciência suas enfermidades, de compadecer-me delas com ternura, de curá-las judiciosamente. Que eu apreenda, inspirado pelo Espírito Santo, a consolar os aflitos, a dar coragem aos que não a tem, a reerguer aqueles que caem, a me sentir fraco com os fracos,... a fazer tudo a todos para todos salvar. Coloque sempre nos meus lábios a palavra verdadeira, a palavra certa, a palavra justa, para que todos cresçam na fé, esperança e amor, em castidade e em humildade, em paciência e obediência, em fervor de espírito e pureza de coração.Como tu lhe deste este guia cego, este mestre ignorante, este chefe incapaz, concedei, Senhor, a este mestre, ciência, luz e competência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-2241594024671908354?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/2241594024671908354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=2241594024671908354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2241594024671908354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2241594024671908354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/03/oracao-pastoral-de-aelred-de-rielvaux.html' title='Oração Pastoral de Aelred de Rielvaux (1110-1167)'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-5320493304351034305</id><published>2009-01-06T08:11:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T08:13:48.729-08:00</updated><title type='text'>Entrevista com John Zerzan  por John Filiss</title><content type='html'>John Zerzan pode bem ser considerado o autor mais radical no planeta. È um tanto irônico que a publicação do Unabomber, Sociedade Industrial e o suas Conseqüências*, tenha trazido os pontos de vista de Zerzan à atenção nacional – irônico porque seus escritos são muito mais radicais do que os do plantador de bombas que pensavam o ter influenciado. Para Zerzan a queda dos céus da humanidade não teve início com o industrialismo e nem mesmo com a agricultura, mas sim com a aceitação da cultura simbólica, da linguagem, da arte, e o número. A cultura, ao invés de ser vista como nossa maior emancipadora, é uma mediação a qual nos distância de uma aceitação sensual da realidade, de até aonde chega nossa capacidade de compreendermos a nós mesmos dentro do momento. A linguagem é comunicação tornando-se presa ao assunto, arte é um preenchimento de uma realidade infinitamente mais rica, número é a prática de uma semelhança ilusória que consome nosso mundo de interesse. Em seu livro de ensaios reunidos, Elementos de Rejeição e Futuro Primitivo (Elements of Refusal and Future Primitive), mapeia uma crítica primitivista que ele tem buscado no meio social anarquista nas últimas duas décadas. Sua fama recente, tendo início com um artigo publicado no New York Times, e prolongada com entrevistas de rádio e televisão, focou-se imensamente em seu status de ser um dos poucos críticos da tecnologia que não acusou o Unabomber desde o início. Com o advento de um mundo baseado na biotecnologia e na engenharia genética, pode-se colocar Zerzan  na tradição dos sábios Taoístas, de Diógenes, e Rousseau como o último dos grandes expoentes do homem selvagem não limitado pelas regras dominantes – ou talvez ele seja o primeiro em uma nova tradição da qual o impacto ainda há que ser visto. * O manifesto do Unabomber veio a público em 19 de setembro de 1995, publicado no jornal Washington Post. Uma crítica a sociedade tecnológica e capitalista, supostamente escrita por Ted. Kaczynski que antes de ser preso, em 1996, enviou - ao longo de 18 anos - 16 bombas pelo correio americano, que deixaram três mortos e 23 feridos.&lt;br /&gt;Q: O ambientalismo tem sido sempre um assunto um tanto depressivo para mim. Em contraste, o primitivismo sempre me pareceu confiante em sua luta para reconciliar as tensões entre humanos e o mundo natural. Ao invés de estar em oposição com a natureza, nos procuramos realizar nossos desejos de maneira, que o nosso mundo de televisões e shoppings nunca podem preencher. Quais comparações você faria entre o ambientalismo tradicional e o primitivismo?A: Eu gosto da distinção que você faz aqui, e que me parece frutífera. Para mim o primitivismo fornece um respaldo para o ambientalismo. Refere-se, como um princípio ou uma inspiração, para os dois milhões de anos durante os quais o ser humano viveu em harmonia com o meio ambiente, e não como um poder externo exercido sobre ela. O ambientalismo muitas vezes permanece com a perspectiva reformista de relevar somente alguns assuntos que são pertinentes. A percepção duma história de longa duração dos problemas ajuda, visto que, a observação das origens da degradação e da natureza bem como todas as suas facetas  estão conectadas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Embora você tenha criticado tais fundamentos da civilização como a arte, linguagem, e número, você até agora absteve-se de uma crítica ao uso de ferramentas. Isto é interessante, pois a maioria das pessoas enxergaria o uso de ferramentas como um percussor direto da nossa sociedade tecnológica. Em que momento você veria o uso das ferramentas culminando em atividade alienada?A: A constatação é muitas vezes feita de maneira que haja uma suave mudança gradual entre o uso de simples instrumentos  e o mundo atual de alta-tecnologia, de que não há distinção qualitativa que possa ser feita em qualquer momento ao longo dessa linha de desenvolvimento, sem um lugar para “desenhar uma linha” separando o positivo do negativo. Mas minha hipótese sobre o trabalho é a que a divisão do processo produtivo marca o momento dessa separação, com conseqüências terríveis  que desdobram-se de maneira acelerada ou cumulativa. A especialização divide e estreita o individuo, instaura a hierarquia, e cria a dependência e trabalha contra a autonomia. Especialização que também impulsiona o industrialismo e desde já conduz diretamente para a crise ecológica.  Ferramentas ou papéis que envolvem a divisão do trabalho engendram pessoas divididas e dividem a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Que exemplos o passado oferece a nós,  pessoas que renunciaram um dado nível de tecnologia em favor de um estilo de vida mais holístico e natural?A: Um exemplo Norte Americano de pessoas que renunciaram a uma existência tecnicista e domesticada, é a do colonizador que,  “partiu para Croatan.” ( Referencia aos colonizadores que habitaram a primeira colônia Inglesa em Roanoke, que à abandonaram para viver com uma tribo indígena local.  Eles deixaram a inscrição “fomos para Croatan,” referindo-se à tribo – J.F) Evidentemente muito poucos Europeus abandonaram os postos avançados civilizados nos séculos 17 e 18 e se uniram as diversas comunidades Nativo Americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Seus escritos parecem sugerir uma Era Dourada para humanidade durante muito ou todo o período Paleolítico. Ainda assim, eu não sinto que suas idéias são contingentes sobre a idéia de um Éden no passado, no mais literal e extremo sentido. A vida um dia pode ter sido muito mais imediata e satisfatória, mas devem ter existido algumas falhas em algum momento para  nos trazer ao presente. Eu estou curioso sobre em que grau você se sente anexado à idéia de uma utopia passada (a qual é claramente impossível de provar completamente), como sendo oposta à aplicação de conceitos úteis do passado sobre a base de valores presentes.A: Eu penso que você esteja certo ao sugerir que nos devíamos evitar a idealização da pré-história, de recusar sugeri-la como um estado de perfeição. De outro ponto de vista, a vida de caçador-coletor parece ter sido marcada, em geral, pela mais longa e mais bem sucedida adaptação à natureza jamais alcançada pelos seres humanos,  um alto grau de semelhança entre gênero, a abstenção da violência organizada, tempo livre significante, direitos iguais na divisão dos princípios, e uma saúde livre de doenças. Desta maneira me parece instrutivo e inspirador, mesmo se imperfeito e talvez nunca totalmente conhecido para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Umas das questões mais frequentemente perguntadas  em relação ao primitivismo, é se seus adeptos procuram um retorno literal para os estilos de vida primitivos, ou se simplesmente estão escavando o passado a procura de conceitos úteis. A: ( Panfleto anarquista de Detroit) Quinto Estado, em sua crítica parcial a civilização, tem longamente insistido que um retorno a um estado de não-civilização não é o que eles vêem como algo que seja possível ou desejável. Eu não estou convencido de que um “retorno” real deva ser descartado. Se não um retorno literal, então o que? Isto é, eu vejo isso como uma questão aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Bem, vamos assumir por agora que um retorno literal a um estado primitivo é desejável. Seus escritos foram até o momento uma crítica a arte, números, até mesmo a linguagem. Como você visualizaria um mundo, digamos, sem linguagem?A: Pensar em um mundo sem linguagem requer um enorme salto especulativo. De onde estamos agora é extremamente difícil sugerir princípios ou descobrir o significado da vida em um mundo baseada na comunicação não-simbólica, entretanto é claro que alguma dessa forma de comunicação existe mesmo agora. Freud achou que algum tipo de telepatia possuía forte influência antes da linguagem; amantes não precisam de palavras, como diz o ditado. Essas são dicas na direção da comunicação não mediada. Eu tenho certeza que você pode pensar em outros exemplos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Inúmeros críticos têm questionado que sua rejeição a cultura simbólica deixa o radical em potencial sem bases para desafiar a ordem existente.A: Minha sugestão de posicionamento é a que somente a rejeição da cultura simbólica provém um desafio suficientemente  profundo ao que é a parte central daquela cultura. Eu posso estar errado, mas até agora eu não tenho visto argumentos persuasivos para abandonar esse ponto de vista. E mesmo se acontecer de ser um direção errada talvez o debate será frutífero em  possibilidades não planejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Qual é sua resposta as pessoas que afirmam que o caminho da progressão tecnológica é irreversível?A: É bem possível que seja irreversível, mas a única maneira de saber é desafiando-o.Se alguém conclui que o caminho do tecno-progresso está provando ser desastroso, então esse alguém é obrigado a pará-lo, a revertê-lo. Isso é uma questão de moralidade básica, é o que me parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Eu acho que é interessante notar o quão pouco genuína e construtiva é a crítica direcionada a tecnologia, talvez criando a idéia de que seja uma auto-realização irreversível. Em todo lugar alguém pode encontrar críticas de quase qualquer aspecto da sociedade tecnológica, mas raramente alguma que englobe o todo. A: Como muito se opõem a crítica do todo! Por exemplo, um dos princípios cardeais do ethos pós-moderno reinante é a rejeição da totalidade, rejeição da idéia exata de que podemos compreender o todo. E em geral o sistema nunca recompensou  exatamente tais oposições, contra o pensamento geral. A cultura da negação é muito forte – pense em quanto o discurso político domintante é pouco questionado.  É muito difícil ser publicado, muito difícil quebrar o monopólio da ignorância imposta. E, contudo a realidade, creio eu, está começando a forçar uma abertura. Nós ouvimos algumas, não muitas, mas algumas vozes que confrontam o quadro geral, seu caráter fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Sua resposta à afirmação habitual de que a tecnologia é neutra.A: A Tecnologia nunca foi neutra, como uma ferramenta discreta desassociada de seu contexto. Tem sempre participado e expressa os valores básicos do sistema social no qual está embutida. A Tecnologia é a linguagem, a textura, a personificação dos arranjos sociais que ela mantém unida. A idéia de que seja neutra, de que é separável da sociedade, é uma das maiores mentiras existentes. É óbvio porque aqueles que defendem a armadilha mortal high-tech, querem que nós acreditemos que a tecnologia é de alguma maneira neutra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Não deve o abandono gradual da tecnologia ocorrer em uma base mundial, evitando que nos tornemos vulneráveis àqueles que não deixarão cair as rédeas?A: Sim, realmente parece necessário que o movimento anti-tecnológico torne-se global o mais rapidamente possível, para que consiga obter sucesso. O sistema de tecnologia e capital é global e altamente interdependente, e é somente tão forte quanto sua ligação mais fraca. A esse fato deve ser adicionado o desencanto disseminado com a “promessa” da tecnologia. Os dois são, ou serão, uma potente combinação para o nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Q: Você acha que a maioria da população é mais desconfiada em relação à tecnologia do que a nossa dita elite política?A: Todo mundo hoje é bem saturado pela mídia e suas constantes mensagens pró-tecnologia em todos os níveis. Mas aqueles que o manifesto Unabomber* chamam de “excessivamente-socializados” são talvez mais aptos a serem uma elite política de classe média e por essa razão são provavelmente menos desconfiados da canção da sirene tecnológica. * O manifesto do Unabomber veio a público em 19 de setembro de 1995, publicado no jornal Washington Post. Uma crítica a sociedade tecnológica e capitalista, supostamente escrita por Ted. Kaczynski que antes de ser preso, em 1996, enviou - ao longo de 18 anos - 16 bombas pelo correio americano, que deixaram três mortos e 23 feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Algum pensador(s) ou teorista(s) que você gostaria de levar à prova por uma falta de entendimento sobre os assuntos relevantes à tecnologia?R: Ainda existem muitos teoristas que parecem pouco entender a questão da tecnologia. Muitos senão todos pensadores pós-modernos evitam o assunto pela simples razão de que eles não contestam nada, rejeitando a própria idéia de um pensamento opositor. Aceitando tudo em sua maneira cínica e relativista, eles (ex. Baudrillard) certamente não enfrentam a tecnologia ou resistem a ela. Por outro lado, por exemplo, eu recomendo a Tecnologia de Lorenzo Simpson, “Tempo e as Conversações da Modernidade”, no qual demonstra como a tecnologia — com sua contrapartida intelectual, pós-modernista — esvazia a existência social e cria um clima ausente de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Tem havido surpreendentemente pouca oposição à instalação de câmeras de vigilância por todas cidades nos EUA. O que você pensa poder ser a implementação de uma tecnologia a qual pode finalmente provocar uma grave reação? A clonagem de um ser humano? Um computador implantado no cérebro?R: Muito consentimento a respeito de câmeras de vigilância fora dos interesses pessoais de segurança, aparentemente. Mas sim, uma pessoa pensaria que a clonagem humana ou cérebros biônicos poderiam horrorizar a maioria das pessoas. Ludditas* como eu esperam que as novas alturas invasoras de uma tecnologia sempre-colonizadora irão levar as pessoas a questionar toda sua trajetória e lógica. Como Paul Shepard disse sobre o gosto pela cultivo da terra de Gary Snyder, ele esquece que mesmo a horticultura muito simples é nada mais que o primeiro passo na estrada para a engenharia genética. É tudo uma questão de domesticação, em outras palavras. Participar e controlar ou dar nova forma a natureza, é comprometer-se com uma orientação que nos leva em direção a clonagem humana e todo resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: De quais grupos você encontrou um apoio inesperado para uma visão mundial que questione o valor da tecnologia? R: Um amigo Latino meu, recentemente disse que ele achava que poucas pessoas do terceiro mundo estão agora ansiando pela tecnologia do primeiro mundo. Na medida que isto é verdade, isso demonstraria uma mudança de grande importância. Eu também noto alguns jovens vendo através dos atrativos da tecnologia. Isto é menos surpreendente, eu imagino, e eu não sei quantos garotos estão abertos a maneira de enxergar do “primitivismo”, mas isso é um desenvolvimento vital que está se espalhando, pelo menos em algum grau.&lt;br /&gt;P: Quando foi a primeira vez que você enxergou através dos “atrativos da tecnologia?” Você sempre se sentiu em oposição a ela em algum nível? Existiu algum evento ou campo de estudo que primeiro provocou você a desenvolver semelhante crítica abrangendo tudo?R: Nos anos setenta lentamente começou a nascer em mim, que o conceito de “revolução,” entre outros, era de alguma maneira muito inadequado. Isto me atormentou durante um período quando eu estava fazendo meu trabalho de graduação sobre história social e trabalhista. O primeiro “avanço” importante para mim foi em termos da Revolução Industrial na Inglaterra. Especialmente, tornou-se claro que o sistema de fábricas foi introduzido em grande parte como uma maneira de controle social. Os artesões dispersados foram destituídos de sua autonomia e levados juntos para as fábricas para serem desqualificados e disciplinados. Isto mostra que a tecnologia não foi de forma alguma “neutra”. Esta descoberta me ajudou a começar a ver como a divisão do trabalho é basicamente uma subtração de poder e alienadora. Qualquer pessoa precisa olhar a tecnologia como um sistema que contêm os valores profundos da ordem social que a personifica. Nunca é uma simples questão de “ferramentas” ou dispositivos.&lt;br /&gt;P: Quais são alguns dos seus próximos projetos  que nos podemos esperar com entusiasmo?R:  Estou trabalhando em um ensaio sobre niilismo, e tentando publicar alguns livros também. Tem que haver mais trabalhos anti-tecnológicos, e mesmo anti-civilização disponíveis ao público. Mesmo as maiorias do editores anarquistas, como a AK e a Autonomedia, não compreenderam a importância do projeto, ou o interesse em semelhante pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Eu gostaria de lhe perguntar mais algumas questões a respeito do Unabomber. Quando a “Sociedade Industrial e o seu Futuro*” foi pela primeira vez disponibilizado, você foi reconhecido antecipadamente como uma possível influência dos pontos de vista de FC. Você tem algum comentário sobre o tratado do Unabomber?R: Eu considero o texto Sociedade Industrial e seu Futuro um texto extremamente importante. Basicamente, ele mostra como a sociedade tecnológica torna impossível alcançar tanto a liberdade como a satisfação. De maneira muito clara, a prosa acessível explica o caminho sem saída que é o industrialismo. Jacques Ellul é claramente uma grande influência, mas eu não tenho nenhum conhecimento de qualquer influência americana contemporânea, anarquista ou de outro aspecto.*No ano de 1995 veio a público o ensaio de "A sociedade industrial e o seu futuro", no qual Kaczynski danava a moderna tecnologia em bloco. A frase inicial já dizia tudo: "A Revolução Industrial e suas conseqüências foram um desastre para a raça humana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Em geral, qual é sua opinião sobre os métodos do Unabomber?R: Os métodos do Unabomber foram o resultado da frustração. Evidentemente, ele não podia encontrar outros que desejavam confrontar a loucura tecnológica, nem podia ele encontrar um editor para Sociedade Industrial e o seu Futuro, apesar de se esforçar por anos em ambas as frentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Tendo seus próprios pontos de vistas ligados a alguém que é o tema de uma investigação massiva não é necessariamente uma posição invejável. Ocorreram qualquer incidentes fora do comum antes da prisão de Ted Kaczynsky?R: No verão de 95, isso é, no ano antes da sua prisão, minha casa foi invadida. A coisa estranha sobre isto, foi o fato que minha agenda de endereços e alguns tênis esportivos foram levados, enquanto que algumas coisas portáveis e visíveis de algum valor foram deixadas intocadas. Também naquele verão, algumas cartas minhas foram interceptadas em algum lugar ao longo da linha. Em pelo menos três casos que eu verifiquei, cartas foram enviadas mas nunca chegaram ao seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Você se encontrou com Ted Kaczynski em diversas ocasiões, e continua a manter contato com ele. Qual é sua impressão sobre ele em um nível pessoal?R: Em minhas visitas com Ted, eu o achei educado, amigável, muito firme, e possuindo um senso de humor. Ele certamente não deu quaisquer ares de superioridade e me pareceu uma pessoa bastante paciente e auto-disciplinada. O advogado Tony Serra e eu concordamos: Ted não é louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Existiram quaisquer irregularidades no julgamento dele que você gostaria de chamar a atenção?R: Não existiu julgamento. Ele foi coagido a aceitar um acordo de súplica ( por prisão perpétua) depois que o juiz negou tanto sua tentativa de despedir e substituir seus advogados de defesa e sua tentativa de defesa própria. Ele foi deixado sem nenhuma outra alternativa senão a do argumento de insanidade que ele sempre rejeitou. O que fica visível é o fato de que o conjunto de instituições legais e políticas mantiveram-se unidas em sua recusa à permitir que ele fosse julgado em um tribunal e apresentasse suas idéias. O sistema demonstrou isso deixando claro que a pena de morte foi uma prioridade menor do que negar o direito de Ted de ser escutado. Um tratamento muito bom é o de Bill Finnegan* em “Defendendo o Unabomber” escrito no New Yorker em 16 de março, 1998 .  Finnegan traz à tona os pontos acima persuasivamente, e é o único escritor a ter feito isso. * Bill Finnegan, Jornalista que publicou artigos sobre o Unabomber no Jornal New Yorker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Se eu tivesse que advinhar, eu diria que muito poucas pessoas apoiaram as ações do Unabomber, mas muitos entenderam o senso de desespero e desamparo que o conduziu. Qual tem sido sua impressão dos sentimentos populares em relação ao Unabomber? Quais reservas, se alguma, tem a maioria de seus colaboradores ? R: A imprensa cobrindo o caso, especialmente as experiências jurídicas penosas, nunca pareceram tão ansiosas ou satisfeitas em suas reportagens. Eles nunca questionaram uma vez sequer a validade dos constantes escapes do advogado com respeito ao pensamento ilusório de Ted. A principal psiquiatra examinadora prontamente admitiu a Bill Finnegan que ela encontrou o delírio de Kaczynski precisamente na base de suas críticas do sistema tecnológico e seus efeitos sobre as pessoas! Uma descoberta política chocante, sem necessidade de dizer.É pouco surpreendente que o público negou qualquer pensamento independente sobre o tema, provavelmente não se tornou realmente simpáticos a ele. Outro fator é que seu advogado disse àqueles entre nós que queriam tentar organizar o entendimento  e o apoio sobre o caso para desistir. Relutantemente, Ted continuou em frente com os conselhos de seus advogados, pessoa confiável que ele era. (Ele confiou neles e eles mentiram para ele, deixando-o despreparado até o tempo em que suas opções se esgotaram, eles estavam de fato fazendo exatamente o que eles disseram não fariam, nomeadamente o retratando como lunático. Tudo isso obviamente, funcionou contra qualquer leitura justa sobre o que ele defendia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: As proezas do Unabomber engendraram uma das mais profundas divisões na memória entre anarquistas, primitivistas, e variados eco-radicais. Seus pensamentos sobre a divisão e talvez meios de avançar além dela. R: Eu não tenho certeza se é uma divisão tão profunda porque eu tenho visto sinais de que ela já tenha se cicatrizado de algum modo. Por exemplo, existia a presença de uma voz pró-Ted no encontro nacional anual do movimento Earth First* em Round River Rendezvous. E o mais recente Live Wild or Die (#7) se identificou ativamente com sua causa e sua defesa. Em todo lugar tem havido ressonância entre alguns garotos; eu vejo isso como algo que tem crescido. Eu acho que existe menos antipatia em relação a ele, menos medo de ser identificado com o que o Unabomber representa. Com certeza, a maior razão para a que a divisão fosse reduzida – se é que foi - é que o meio social anarquista parece estar mais estavelmente anti-tecnologico e primitivista, especialmente entre o pessoal mais jovem. * Earth First! - Grupo de "ecologia profunda" que luta contra os impactos ambientais da sociedade capitalistas. Há muitos grupos do Earth First ao redor do mundo  e em diversas cidades do EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Apesar da atual indiferença por muitos anarquistas ao esquerdismo, a crítica do Unabomber ao esquerdismo é mais severa que qualquer outra coisa que eu já vi escrita por anarquistas. Você acha que os anarquistas ainda possuem as capacidades para continuarem a rejeitar todas as formas de autoritarismo mascarado como oposição? R: O esquerdismo – significando uma orientação trabalhistíca, producionista, e a mentalidade “organizada” — está em declínio em todo lugar. O fracasso dos movimentos Class War in England (Guerra de Classe na Inglaterra) em 97 e o Love &amp;amp; Rage (Amor e Ódio)* aqui nos EUA em 98 são claramente sinais disso. O esquerdismo está indo no caminho do “dodô” (pássaro extinto, que era incapaz de voar), entretanto ainda existem alguns remanescentes por ai. A editora AK Press é um exemplo, com seu hábito desagradável por relíquias atrapalhadas como Bookchin e Chomsky. * A Federação Revolucionária Anarquista Amor e Ódio (Love and Rage), foi uma rede anarquista que era ativa nos EUA, durante a década de 90. Devido à  pontos de vista divergentes, em 1998 a Federação formalmente se dissolveu. * Federação Guerra de Classe – organização que possui suas origens na Escócia e posteriormente se dissemina e expande-se na Inglaterra após o congresso nacional organizado em Manchester, 1986, baseava-se em um política classista e combativa para determinação de seus atos. Famosa por sua crítica anti-pacifista, dissolve-se em 1997, devido a rachas internos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: O livro Sociedade Industrial e o seu Futuro, tomou uma abordagem mais explicitamente psicológica (ex. a discussão da atividade substituta, os efeitos da superlotação, realização individual, etc.) do que é comumente vista na literatura que se opõe à dominação tecnológica. Você sente que o Unabomber estava enfatizando uma abordagem muito necessária, porém não notada, por aqueles de nós que questionam a tecnologia e suas conseqüências? R: Sim, o livro Sociedade Industrial e o seu Futuro é, eu diria, essencialmente psicológico. Ele  enfoca-se no que inevitavelmente está acontecendo ao indivíduo enquanto a tecnologia mantiver sua influência. Este é seu apelo e sua importância, a razão de porque é uma leitura irresistível. Eu acho que seu tipo de abordagem tem sido enormemente despercebida na literatura anti-autoritária, porém é consoante com o que as pessoas estão interessadas. Portanto, apesar de estar sendo uniformemente sucateada, ela ainda consegue se manter, incluindo suas múltiplas traduções ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Quais efeitos sociais você viu originando-se de todo o caso Unabomber, se é que houve algum? R: Eu acho que os “efeitos sociais” do caso Unabomber não podem ser vistos isoladamente. Em outras palavras, o Unabomber é só uma parte de um fenômeno maior, a consciência emergente do destino que o sistema tecnológico possui armazenado para nós e o planeta. Este caso espetacular deu abertura vital a assuntos básicos, os quais já estavam começando a destacar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P: Finalmente, seus pensamentos sobre como sairmos de onde estamos agora para chegarmos a um mundo melhor. R: O agravamento da situação para a biosfera, a sociedade, e o indivíduo – a crise em todos os níveis – é o mais forte ímpeto para o repensar de tantas velhas suposições triviais e instituições. Divisão do trabalho, domesticação, até mesmo os componentes de nossa cultura simbólica e a própria civilização – tudo isso agora encontra-se com pontos de interrogação. Quando a negação começar a desabar, nós bem que poderemos ver um desafio à ordem existente que fará o movimento dos anos 60 parecer muito superficial e sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: LukatiColetivo Erva daninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ervadaninha.blogger.com.br/" target="_blank" rel="nofollow"&gt;www.ervadaninha.blogger.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.mc539.mail.yahoo.com/mc/compose?to=ervadaninha@riseup.net" target="_blank" rel="nofollow" ymailto="mailto:ervadaninha@riseup.net"&gt;ervadaninha@riseup.net&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-5320493304351034305?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/5320493304351034305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=5320493304351034305&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5320493304351034305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5320493304351034305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2009/01/entrevista-com-john-zerzan-por-john.html' title='Entrevista com John Zerzan  por John Filiss'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-961742155748890895</id><published>2008-11-08T08:57:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T09:31:33.988-08:00</updated><title type='text'>O Poder da Educação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Não existe melhor exemplo para definir o comportamento da maioria do homens diante do mundo em que vivem, do mundo que experimentam todos os dias, do que o da criança: o homem é uma criança, cuja altura, força e todos os demais caracteres de um adulto, paradoxalmente se antagonizam ao pequeno tamanho do seu coração, de sua alma e de sua intensa fraqueza  e fragilidade diante dos poderes que o superam e lhe impõe submissão. Nenhuma criança, por mais adulta que seja, terá por essa via condições de ser o super-herói do seu mundo, todavia, passará a vida inteira sonhando com um através de seus brinquedos: sua bola de futebol, sua boneca, sua pipa, seu revolucionário político, seu cantor favorito, seu ator ou atriz de tv, seu grande amor e etc. Mas essa criança cujos olhos e o sorriso demonstram uma esperança que nunca chega, cresce e toda criança que cresce brincando, permanece brincando a vida inteira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; A vida começa a conhecer o colapso quando o homem quer viver brincando nela, brincando de viver. A vida não é um brinquedo, tampouco uma brincadeira, sendo assim, as crianças sempre serão delas excluídas, princialmente as crianças de coração. Bem falou Jesus sobre as crianças quando disse que&lt;em&gt; ... dos tais é o reino dos céus&lt;/em&gt; ( Lc. 18.16 ). No reino dos homens, adúltos, toda criança é excluída. Para toda criança de coração é necessário um coração maior, que se leve e cresça até se tornar uma alma maior que o mundo, e por ser maior não está sujeita a submissão e toda exclusão que o mundo lhe impõe, sendo forte o suficiente para reagir contra todos os poderes que impedem o homem de crescer. A educação é essa força que eleva o cooração e o torna forte contra toda a apatia, inércia e estagnação dos homens que não passam de crianças. A educação é uma força de reação contra a sociedade e os homens do presente, um presente que será sepultado pelo constante desenvolvimento social. O homem que não se educa para o futuro será sepultado com o mundo presente em que vive, pois nenhuma criança costuma saobreviver para o futuro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Se educar é um ato de se ajustar ao futuro, muitos homens param por ai, como se o futuro já tivesse para eles chegado, conseguem se tornar adultos, todavia, envelhecem depressa e ficam caducos: o homem se torna um velho, atingindo maturidade sificiente, que apenas lhe resta o declínio, e quando isso acontece, ele já está preparado para tombar e cair, encontrando assim, o seu inevitável destino: a morte. Tanto a criança quanto o velho estão destinados a morrer, todavia, um morre por não ter um futuro e o outro, por acreditar que já o alcançou: o futuro não chega nunca , por isso ele é agora mesmo.  Fazer do futuro hoje é o objetivo da educação, fazendo com que o homem esteja à frente do seu tempo no seu tempo.  Nascemos crianças, e o mundo, impondo-se muitas vezes contra a nossa própria existência, nos impede de cresce nos forçando a sermos crianças a vida inteira até a morte. Uma reação é portanto uma necessidade para todo aquele que ousa com o seu pequeno coração alcançar o seu futuro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto tudo é uma questão de intensidade, de paixão, pela qual o coração se dispõe a lutar contra tudo aquilo que o diminui: o mundo é um campo de batalha  e não devemos nos esquecer disso; a questão é : até onde eu quero chegar ? Existe algum limite para minha paixão? Sou eu quem move o mundo ou é o mundo que me move? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-961742155748890895?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/961742155748890895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=961742155748890895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/961742155748890895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/961742155748890895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/11/o-poder-da-educao.html' title='O Poder da Educação'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-5947975526117097477</id><published>2008-10-18T16:48:00.000-07:00</published><updated>2008-10-18T17:07:50.793-07:00</updated><title type='text'>Curso Sobre Existencialismo Cristão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O existencialismo emerge na contemporaneidade como um testemunho autobiográfico de nossa geração sobre sua desesperada e permanente crise de identidade. Sendo assim, nasce sempre de uma profunda experiência de tensão vivida por seus mentores intelectuais, seja na coletividade ou experimentada solitariamente no íntimo. O existencialismo nada mais significa do que uma maneira formal, crítica e até poética e romanceada onde o existente fala pelo mundo em crise: é portanto um grito por socorro onde convergem a descrição de um intenso estado de miséria e a esperança em transcendê-lo, correspondendo por isso, ao discurso cristão e valor escatológico dos evangelhos: onde a ressurreição vence a cruz, a vida vence a morte, onde nasce um novo começo depois do fim e etc. Não é sem razão que sob tais circunstâncias o existencialismo nasça como uma reflexão crítica, teológica e cristã, sobre um mundo onde os paradigmas fornecidos pelo secularismo entram em colapso. É exatamente sobre essa falência do secularismo, que o existencialismo, o especificadamente cristão, reage.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; E para tanto, promove através de seus grandes nomes, uma releitura de toda a tradição cristã e seu legado crítico para a atualidade. O curso tem como objetivo expor de uma maneira breve e suscinta todo o processo de formação histórica, ideológica e metodológica que norteia as filosofias da existência, particularmente as cristãs: dentre elas o pensamento de Kierkegaard, Karl Jaspers e Gabriel Macel, seu impacto na reflexão teológica e seu debate com a contemporaneidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Informações :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;diogocsantana@bol.com.br&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-5947975526117097477?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/5947975526117097477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=5947975526117097477&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5947975526117097477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5947975526117097477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/10/curso-sobre-existencialismo-cristo.html' title='Curso Sobre Existencialismo Cristão'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-6834865159322257508</id><published>2008-10-10T10:22:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T10:25:53.940-07:00</updated><title type='text'>Declaração Teológica de Barmen</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tese I – Jesus Cristo, tal qual é testemunhado nas Sagradas Escrituras, é a única Palavra de Deus – a qual devemos ouvir e nela confiar e a ela obedecer tanto na vida como na morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tese II – Assim como Jesus Cristo é a garantia de Deus para o perdão de todos os nossos pecados, do mesmo modo e com a mesma seriedade ele também é a reivindicação mais poderosa de Deus sobre toda nossa vida; por intermédio dele experimentamos uma libertação feliz das amarras ímpias deste mundo, para que possamos prestar um serviço livre e agradecido às suas criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tese III – A Igreja cristã é a comunhão dos irmãos, na qual Jesus Cristo, em Palavra e sacramentos, através do Espírito Santo, age de uma maneira presente como Senhor. Na condição de Igreja de pecadores agraciados, ela tem a tarefa de testemunhar em meio a um mundo pecador, tanto com sua fé como com sua obediência, tanto com sua mensagem como com sua ordem, que ela é somente propriedade do Senhor, que vive e pretende viver somente de seu conforto e a partir de sua orientação na expectativa de sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tese IV – Os diversos ofícios existentes na Igreja não estabelecem o domínio de uns sobre os outros, porém fundamentam o exercício do ministério confiado e destinado a toda a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tese V – As Sagradas Escrituras testemunham que o Estado, por ordem divina, tem a tarefa de, neste mundo ainda não redimido, no qual também se encontra a Igreja, providenciar a justiça e a paz. O Estado estará se desincumbindo da tarefa e para a tal poderá fazer ameaças e o uso da força de acordo com o bom senso e a capacidade humana. A Igreja reconhece o benefício dessa ordem divina com gratidão e reverência a Deus. Ela evoca o Reino de Deus, os mandamentos e a justiça de Deus, proclamando assim a responsabilidade de regente e regidos. Ela confia e obedece ao poder da Palavra, mediante a qual Deus sustenta todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tese VI – A tarefa da Igreja, sobre a qual se fundamenta a sua liberdade, consiste em pregar a todos os povos a mensagem da graça libertadora de Deus em Cristo, e por essa razão está a serviço de sua Palavra e obra, mediante a pregação e sacramentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_Teol%C3%B3gica_de_Barmen"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_Teol%C3%B3gica_de_Barmen&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-6834865159322257508?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/6834865159322257508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=6834865159322257508&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/6834865159322257508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/6834865159322257508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/10/declarao-teolgica-de-barmen.html' title='Declaração Teológica de Barmen'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-2850258129725589641</id><published>2008-10-10T09:43:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T09:49:09.088-07:00</updated><title type='text'>Como Cristo Julga o Cristianismo Oficial - em espanhol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;KIERKEGAARD INEDITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El último año de vida de Søren Kierkegaard, 1855, estuvo signado por su decisión de salir a combatir públicamente contra la cristiandad, encarnada por el establishment oficial de la iglesia y el rebaño de los que él llamaba cristianos domingueros. La singularidad del combate kierkegaardiano radica en que, a diferencia de otras duras críticas a la cristiandad que podemos denominar iluministas (contándose las de Marx y Nietzche entre las más célebres), el pensador danés habla desde el interior de la iglesia militante, contra la iglesia establecida. Toda la obra de Kierkegaard fue encaminándose indefectiblemente hacia el momento en que tuvo que denunciar el escándalo que significa que quienes se dicen seguidores de Cristo sean los que más hacen por que su doctrina quede sepultada debajo de una criminal hipocresía.&lt;br /&gt;Se cuenta que todos los domingos, durante sus últimos meses de vida, Kierkegaard se paraba frente a la iglesia a leer en voz alta las flamígeras palabras publicadas en su revista El Instante (nueve ediciones entre mayo y septiembre de 1855, más un décimo número que no llegó a imprimirse, a causa de su repentina muerte): "La blasfemia más tremenda es la acometida por la 'cristiandad': transformar al Dios del espíritu en un disparate irrisorio; y el culto menos espiritual, menos espiritual que todo lo que hay y que jamás hubo en el paganismo, menos espiritual que adorar como dios a una piedra, un buey, un insecto, menos espiritual que cualquier otra cosa, es: adorar bajo el nombre de Dios a ¡semejante necedad!" (El Instante Nº 2, 4 de junio de 1855, Copenhague).&lt;br /&gt;El que sigue es un texto de junio de 1855 publicado entre el 2º y el 3º número de El Instante, que se presenta por primera vez en lengua castellana en una traducción realizada por un equipo de traducción que se reúne semanalmente en la Iglesia Dinamarquesa en Buenos Aires, y que integran el pastor Andrés Roberto Albertsen, María José Binetti, el profesor Oscar Alberto Cuervo, la licenciada Patricia Dip, el licenciado Héctor Fenoglio, y Pedro Gorsd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cómo juzga Cristo el cristianismo oficial&lt;br /&gt;Junio de 1855&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podría parecer extraño que sólo ahora avance sobre esto, pues el juicio de Cristo debería ser decisivo, no importa lo inoportuno que resulte para el gremio de los estafadores clericales que se han apoderado de la firma "Jesucristo" y bajo el nombre de cristianismo han hecho negocios brillantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo, no es sin razón que sólo ahora me refiera a esta cuestión decisiva; y a quien haya seguido con atención toda mi obra de escritor, de ninguna manera le habrá pasado desapercibido que hay un cierto método en el modo como procedo, que se caracteriza tanto por lo que digo, que todo esto de la "cristiandad" es un asunto criminal, equivalente a lo que suele llamarse con el nombre de falsedad, estafa, sólo que aquí es la religión que se usa así, como por el hecho de que realmente soy, como yo mismo lo digo, un talento policial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fíjate ahora si puedes seguir los pasos del caso. Yo empecé haciéndome pasar por poeta, apuntando maliciosamente a lo que pensaba en relación con el cristianismo oficial, que la diferencia entre el librepensador y el cristianismo oficial es que el librepensador es un hombre sincero, que sin vueltas enseña que el cristianismo es fábula, poesía; por el contrario, el cristianismo oficial es un falsificador, que solemnemente asegura que el cristianismo es otra cosa, solemnemente se empeña contra el librepensador, y así oculta que en realidad él convierte el cristianismo en poesía, suprime el seguimiento de Cristo, de manera que sólo por la imaginación nos relacionamos con el modelo, pero él mismo vive bajo determinaciones totalmente distintas, lo cual es relacionarse poeticamente con el cristianismo o transformarlo en poesía, no más comprometedor que lo que es la poesía; y por último, el resultado es que directamente se desecha el modelo y se deja que aquello que uno es, la mediocridad, pase a ser el ideal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bajo el título de poeta saqué a la luz algunos ideales; expuse aquello con que los 1000 funcionarios reales están comprometidos por juramento. Y estos buenos hombres no se dieron cuenta de nada, permanecieron totalmente tranquilos, hasta ese punto todo era, cristianamente, falto de espíritu y mundanidad; estos buenos hombres no tenían idea de que se ocultaba algo detrás de este poeta - que mi modo de proceder era el de la inteligencia policial, para que los implicados estuvieran tranquilos, y la policia tuviera ocasión de formarse una idea más profunda del caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Así pasó un tiempo. Incluso me llevaba bien con estos hombres sujetos a juramento - y logré, con toda tranquilidad, dos cosas: instalar los ideales y conocer a aquellos con los que me las tengo que ver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pero al último estos buenos hombres se impacientaron con este poeta; se les trasformó en un acoso. Esto sucedió con el artículo contra el obispo Martensen referido al obispo Mynster&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.sorenkierkegaard.com.ar/admin/traduccion.php?idlibro=64&amp;amp;idtraduccion=4#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Totalmente tranquilos, sí, totalmente tranquilos como estaban hicieron hincapié ahora (como podrá recordarse de aquel tiempo), en que "la escala con que se los medía era demasiado grande", etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entonces este poeta se transformó repentinamente - si me permiten la expresión, arrojó la guitarra, y tomó un libro que se llama "el Nuevo Testamento de nuestro Señor y Salvador Jesucristo" , y con -sí, con mirada policial- interpeló a estos buenos maestros sujetos a juramento, " testigos de la verdad" sobre lo siguiente: ¿acaso no es este el libro con el que están comprometidos por juramento, este libro cuya escala es bastante más grande que la usada por el poeta?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde ese instante, como se sabe, se hizo silencio. Tan listos como se creían, tan dispuestos a reclamar, mientras consideraran no sólo que quedaban a salvo, sino que podían hacerse los importantes sosteniendo: "no es más que un poeta, un exaltado con sus ideales, la escala es demasiado grande"; así de silenciosos se quedaron desde el instante en que este libro y el juramento entraron en juego. Tal como sucede en los procedimientos policiales. Primero se tranquiliza al implicado; y a propósito, si un agente policial posee todos los otros dones pero no es virtuoso en el arte de tranquilizar, no es un "verdadero talento policial". Una vez tranquilizado, el implicado invierte los roles: él, justamente él es el hombre honrado y claramente parece que fuera el agente policial quien es puesto en un brete. Pero cuando éste, tranquilizando de esta forma, se entera de lo que desea saber, cambia su modo de proceder, va directo al grano - y así de repente el implicado se queda en silencio, se muerde el labio y piensa: qué historia maldita.&lt;br /&gt;Pues bien, tomé el Nuevo Testamento, me permití respetuosamente recordar que estos venerables testigos de la verdad por juramento están comprometidos con el Nuevo Testamento. Y entonces se hizo silencio. ¿No fue esto extraño?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entretanto consideré que lo más correcto, en lo posible, era mantenerlos en la incertidumbre por un tiempo más acerca de lo bien informado que estoy, y hasta qué punto tengo al Nuevo Testamento de mi parte, lo que también estoy consiguiendo, pero por lo que no se me ocurriría jactarme. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hablé entonces en mi propio nombre y cada vez más decisivamente, dado que veía que se seguía desdeñando la imputación por el hecho de que yo al principio presentara la situación de manera tan favorable para la parte contraria como me resultaba posible; y finalmente asumí decir en mi propio nombre que es una culpa, una gran culpa, participar del culto divino público, tal como es ahora. Fue en mi propio nombre; así quedó claro que ya no podrían librarse de mí con la excusa de que soy un poeta y que son los otros quienes representan la verdad. Pero siempre es un poco aliviante que hable en mi nombre; y así conseguí, por este efecto aliviante, tranquilizar un poco a la parte contraria y tener la oportunidad de conocerlos un poco mejor; saber si tenían la intención de empecinarse y no hacer caso de la imputación; pues la conciencia debe haber golpeado a estos hombres sujetos a juramento al escuchar esta palabra que todo lo cambia: es culpa, una gran culpa, participar del culto divino tal como es ahora; pues éste está en las antípodas de ser culto divino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pero, como fue dicho, lo aliviante era que hablaba en mi propio nombre. Pues aun cuando Dios sepa que he hablado verdaderamente y como debía hablar, y aun cuando lo que he dicho fuera verdadero y debiera decirse, incluso si no hubiera ninguna palabra de Cristo mismo, la cuestión es que siempre es bueno que por el Nuevo Testamento sepamos cómo Cristo juzga al cristianismo oficial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Y lo sabemos por el Nuevo Testamento; su juicio se encuentra ahí - pero claro, estoy totalmente convencido de que, seas quien seas, si no conoces otra cosa acerca de lo que es el cristianismo que lo que surge del sermón dominical de los "testigos de la verdad", entonces año tras año puedes ir a tres iglesias cada domingo, escuchar -en términos generales- a cualquiera de los funcionarios reales, y nunca habrás escuchado las palabras de Cristo a las que estoy aludiendo. Los testigos de la verdad piensan presumiblemente así: así como el dicho dice "no se debe hablar de la soga en la casa del ahorcado", así también sería una locura que en las iglesias se citen aquellas palabras de la Palabra de Dios que testifican al cielo contra toda la payasada del pastor. Podría estar tentado de poner la siguiente exigencia que, aunque barata y modesta, es el único castigo que les deseo a los pastores: que se elijan determinados pasajes del Nuevo Testamento, y que el pastor se comprometa a leerlos en voz alta a la congregación. Naturalmente con la condición de que no sea como es uso y costumbre, que el pastor después de leer un pasaje así del Nuevo Testamento, deja a un lado el Nuevo Testamento para dar seguidamente su propia "interpretación" de lo leído. No, muchas gracias. No, lo que yo estaría tentado de proponer es el siguiente servicio divino: la congregación se reúne; se reza una oración en la puerta de la iglesia; se canta un himno; entonces el pastor sube al púlpito, toma el Nuevo Testamento, nombra el nombre de Dios y lee a la congregación el pasaje que corresponde en voz alta y clara - después deberá callarse y permanecer 5 minutos en silencio, quedándose en el púlpito, y sólo entonces podrá irse. Esto me parecería extremadamente provechoso. Intentar que el pastor se ponga colorado no se me ocurriría; pues a quien, con la conciencia de querer entender por cristianismo lo que él entiende por cristianismo, ha podido prestar juramento por el Nuevo Testamento sin ponerse colorado, a él no será fácil ponerlo colorado; y por otro lado se supone que para ser pastor oficial antes que nada es necesario que uno haya superado los infantilismos de la adolescencia y la inocencia, como ponerse colorado y cosas así. Pero supongo que la congregación sí se pondrá colorada por el pastor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y ahora a las palabras de Cristo a que me refiero.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se encuentran en Mt 23, 29-33; Lc 11,47-48, y dicen así&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.sorenkierkegaard.com.ar/admin/traduccion.php?idlibro=64&amp;amp;idtraduccion=4#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mt 23,29-33. 29) ¡Ay de ustedes, escribas y fariseos hipócritas, que construyen los sepulcros de los profetas y adornan las tumbas de los justos, 30) diciendo: "Si hubiéramos vivido en el tiempo de nuestros padres, no nos hubiéramos unido a ellos para derramar la sangre de los profetas"! 31) De esa manera atestiguan contra ustedes mismos que son hijos de los que mataron a los profetas. 32) ¡Colmen entonces la medida de sus padres! 33) ¡Serpientes, raza de víboras! ¿Cómo podrán escapar a la condenación de la Gehena?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lc 11,47-48. 47) ¡Ay de ustedes, que construyen los sepulcros de los profetas, a quienes sus mismos padres han matado! 48) Así se convierten en testigos y aprueban los actos de sus padres: ellos los mataron y ustedes les construyen sepulcros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Qué es, pues, la "cristiandad"? ¿No es la mayor tentativa posible encaminada a rendir culto a Dios construyendo los sepulcros de los profetas y adornando las tumbas de los justos y diciendo: "Si hubiéramos vivido en el tiempo de nuestros padres, no nos hubiéramos unido a ellos para derramar la sangre de los profetas", en lugar de seguir a Cristo, como él lo ha exigido y sufrir por la doctrina?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sobre esta clase de culto divino he expresado que, comparado con el cristianismo del Nuevo Testamento, esto es jugar al cristianismo. La expresión es totalmente verdadera y plenamente característica. Porque, ¿qué es jugar, cuando se piensa en cómo debe ser entendida la palabra en este contexto? Es imitar, simular un peligro donde no hay ningún peligro; y así, lo que se busca es mantener la ilusión de que el peligro está. Así juegan los soldados a la guerra en el ejido; no hay ningún peligro, pero se actúa como si existiera, y el arte consiste precisamente en hacer todo ilusivamente, como si fuera una cuestión de vida o muerte. Y así se juega al cristianismo en la "cristiandad". Artistas dramáticamente vestidos comparecen en construcciones artísticas -no hay en verdad ningún peligro, es más, el maestro es funcionario real, que asciende gradualmente y hace carrera- y ahora juega dramáticamente al cristianismo, en resumen, hace comedia; le discursea acerca del renunciamiento, pero él mismo asciende gradualmente; le enseña a despreciar títulos y rangos mundanos, pero él mismo hace carrera; describe a los magníficos ("los profetas") que fueron asesinados, y la cantinela es siempre la misma: si hubiéramos vivido en el tiempo de nuestros padres, no nos habríamos unido a ellos para derramar la sangre de los profetas - nosotros, que construimos sus sepulcros y adornamos sus tumbas. Es decir que ni siquiera se quiere ser (como constante, encarecida y suplicantemente lo he propuesto) al menos tan honesto como para reconocer que no se es en absoluto mejor que quienes mataron a los profetas; no, se quiere aprovechar la circunstancia de que no se es contemporáneo con ellos para creerse mucho, mucho mejores que aquellos que los mataron, seres totalmente distintos de aquellos inhumanos -porque es obvio que lo somos, dado que construimos los sepulcros de los tan injustamente asesinados y adornamos sus tumbas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sin embargo la expresión "jugar al cristianismo", por más característica que sea, no puede ser usada por quien tiene autoridad. Este se expresa de otro modo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cristo lo llama -¡presta atención!- lo llama: Hipocresía. Y no sólo esto, sino que dice &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-¡horrorízate!- él dice que esta culpa de hipocresía es un delito tan grande, justamente tan grande, como asesinar a los profetas, es decir, culpa de sangre. Sí, si pudiéramos preguntarle a él, quizá constestaría que esta culpa de hipocresía, justamente porque está tan bien escondida y lentamente se extiende por toda la vida, es una culpa mayor que la de quienes, en un arrebato de furia, asesinaron a los profetas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este es, pues, el juicio, el juicio de Cristo sobre la "cristiandad", sobre el culto divino dominical, sobre el cristianismo oficial. Horrorízate, pues de lo contrario quedarás colgado de eso. Es tan decepcionante, pues ¿acaso no somos personas de bien, verdaderos cristianos, nosotros, que construimos los sepulcros de los profetas y adornamos las tumbas de los justos, acaso no somos personas de bien, sobre todo comparados con los inhumanos que los asesinaron? Y además, ¿qué tenemos que hacer, si no podemos hacer más que estar dispuestos a dar de nuestro dinero para construir iglesias, etc., no escatimar en el pastor y además, escucharlo? El Nuevo Testamento responde: lo que tienes que hacer es, tienes que seguir a Cristo, sufrir, sufrir por la doctrina; el culto divino que quieres favorecer es hipocresía e igual a culpa de sangre. El pastor con su familia viven de que tú seas un hipócrita o de hacer de ti un hipócrita, o de conservarte en la condición de hipócrita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Así se convierten en testigos y aprueban los actos de sus padres: ellos los mataron y ustedes les construyen sepulcros." Lc 11,48.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sí, el cristianismo de domingo y la enorme logia de pastores comerciantes naturalmente se enfurecen ante este discurso, que con una sola palabra cierra todos los negocios, desecha toda esta profesión autorizada por el rey, y no sólo esto, sino que advierte contra tal culto divino como contra culpa de sangre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No obstante, es Cristo quien habla. Tan profundamente está unida la hipocresía con el hecho de ser hombre, que justo cuando el hombre natural se encuentra mejor que nunca y ha conseguido armarse un culto divino a su medida, se escucha el juicio de Cristo: Esto es hipocresía, es culpa de sangre. No es que mientras tu vida en los días laborables sea mundana, lo bueno en ti es que al menos los domingos vayas a la iglesia del cristianismo oficial; no, no, el cristianismo oficial es mucho peor que tu mundanal semana, es hipocresía, es culpa de sangre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fundamento de la "cristiandad" yace esta verdad: el hombre es un hipócrita nato. El cristianismo del Nuevo Testamento era la verdad. Pero sagaz y pícaramente el hombre inventó un nuevo tipo de cristianismo, el de construir los sepulcros de los profetas y adornar las tumbas de los justos y decir: si hubiéramos vivido en el tiempo de nuestros padres. Y esto es lo que Cristo llama culpa de sangre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lo que el cristianismo quiere es: seguimiento. Lo que el hombre no quiere es, él no quiere sufrir, menos que nada la clase de sufrimiento propiamente cristiano, padecer a los hombres. Entonces quita el seguimiento, y con ello el sufrimiento, lo específicamente cristiano; entonces construye los sepulcros de los profetas: esto por un lado; entonces miente ante Dios, ante sí mismo, ante otros, diciendo que él es mejor que los que asesinaron a los profetas: esto por el otro lado. Hipocresía al principio e hipocresía al final, y según el juicio de Cristo, culpa de sangre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagínate que la gente está reunida en una iglesia de la cristiandad, y que de repente entra Cristo: ¿qué crees que haría?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bien, lo que haría puedes leerlo en el Nuevo Testamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se dirigiría a los maestros - pues a la congregación la juzgaría como otrora: fueron desviados del camino- se dirigiría a los de "largas vestimentas", a los mercaderes, a los juglares, que transformaron la casa de Dios, si no en una cueva de ladrones, al menos en una boutique o en un puesto de feria, y les diría: "Ustedes, hipócritas; ustedes, serpientes; ustedes, raza de víboras"; y como otrora haría un azote de cuerdas para echarlos del templo (Juan 2:15).&lt;br /&gt;Tú, que lees esto, si no conoces otra cosa sobre el cristianismo que lo que se dice en la perorata dominical, te revelarás contra mí -estoy totalmente preparado para ello, te parecerá que soy responsable de la más horrorosa blasfemia al presentar a Cristo de este modo, dirás "está poniendo en su boca palabras como serpientes, raza de víboras; esto es ciertamente espantoso, son palabras que nunca se escuchan en boca de ninguna persona instruida; y dejar que las repita varias veces es ciertamente tan terriblemente grosero; ¡y hacer de Cristo una persona que utiliza la violencia!"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mi amigo, si puedes corroborarlo en el Nuevo Testamento. Ahora bien, cuando lo que se quiere alcanzar predicando y enseñando el cristianismo es una vida cómoda y placentera en una posición reputada, entonces la imagen de Cristo debe modificarse algo. Adornos, no, en eso no vamos a escatimar, oro y diamantes y rubíes, etc., no, los pastores lo miran con agrado, y les hacen creer a las personas que eso es cristianismo. Pero la severidad, esa severidad que es inseparable de la seriedad de lo eterno, hay que hacerla a un lado. Cristo se vuelve entonces una figura sentimental, un hombre siempre bueno -esto se relaciona con que el plato puede ir circulando durante el discurso y la comunidad puede tener ganas de poner algo y tirar unas monedas; ante todo se relaciona con que por temor a los hombres, se está en buen entendimiento con los hombres; mientras que el cristianismo del Nuevo Testamento es: por temor de Dios padecer a los hombres por la doctrina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pero "ay de ustedes, que construyen los sepulcros de los profetas" (enseñando al pueblo que este es el cristianismo del Nuevo Testamento) y "adornan las tumbas de los justos" (poniendo constantemente juntos el dinero y el cristianismo) y dicen "si nosotros" - sí, si ustedes hubieran vivido en el tiempo de los profetas, los habrían asesinado, es decir, habrían permitido ocultamente, como de hecho sucedió, que el pueblo lo hiciera y cargara con la culpa. Sin embargo, en vano se ocultan ustedes en la "cristiandad"; lo que está oculto queda revelado cuando la Verdad juzga: "así se convierten en testigos y aprueban los actos de sus padres, y colman la medida de sus padres, pues ellos los mataron y ustedes les construyen sepulcros." En vano se hacen los santos, en vano intentan al construir los sepulcros de los justos, mostrar cuán diferentes son de los impíos que los mataron. ¡Oh, la impotencia de la hipocresía para ocultarse! Fueron descubiertos. Justamente el construir los sepulcros de los justos y decir "si nosotros", justamente esto es matarlos, es ser hijos legítimos de aquellos impíos, hacer lo mismo que ellos, es ser testigos de los actos de los padres, aprobarlos, "colmar la medida de los padres", es decir, hacer lo que es aún peor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.sorenkierkegaard.com.ar/admin/traduccion.php?idlibro=64&amp;amp;idtraduccion=4#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; El obispo Mynster, primado de la Iglesia Luterana en Dinamarca, murió en enero de 1854. El profesor Martense, candidato a suceder a Mynster, pronunció el elogio fúnebre en el que afirmó que el fallecido "era un eslabón en la cadena sagrada de los testigos de la verdad que se extiende a través de las épocas, desde los días de los apóstoles". La expresión "testigo de la verdad" desencadenó en Kierkegaard la necesidad de señalar la distancia abismal que encontraba entre un miembro de la iglesia establecida, favorecido por el brillo mundano, y la figura de Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.sorenkierkegaard.com.ar/admin/traduccion.php?idlibro=64&amp;amp;idtraduccion=4#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Las citas han sido tomadas de la versión argentina de los Pbros. Armando J. Levoratti y Alfredo B. Trusso El Libro del Pueblo de Dios. La Biblia, Ediciones Paulinas, Madrid, 8º edición de mayo de 1993&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.sorenkierkegaard.com.ar/index2.php?clave=traduccion&amp;amp;idtraduccion=4&amp;amp;clavebot=traduccionesk"&gt;http://www.sorenkierkegaard.com.ar/index2.php?clave=traduccion&amp;amp;idtraduccion=4&amp;amp;clavebot=traduccionesk&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-2850258129725589641?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/2850258129725589641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=2850258129725589641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2850258129725589641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2850258129725589641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/10/como-cristo-julga-o-cristianismo.html' title='Como Cristo Julga o Cristianismo Oficial - em espanhol'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-4817268258248988023</id><published>2008-10-10T09:19:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T09:57:30.127-07:00</updated><title type='text'>Comentários Sobre a Minha Produção Literária</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Prezado Diogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pelo envio do texto. Primeiramente, elogio-o pelo excelente trabalho e escrita. Pessoalmente, gosto muito de ler textos com a qualidade que o seu tem, rara nos novos escritores de hoje. Porém, minha avaliação segue as coordenadas editoriais e comerciais da Editora Vozes e, por elas, infelizmente, não será possível prosseguir no processo editorial do texto. Claro, nada a ver com o conteúdo ou qualidade do texto, mas, sim, com o mercado editorial, cada vez mais acirrado. Nele, as obras de teologia ou temáticas teológicas estão tendo baixa acolhida. Espero que esse quadro mude num tempo breve. Continuo à sua disposição.&lt;br /&gt;Atenciosamente.&lt;br /&gt;Prof. Dr. José Maria da Silva - Editor Religioso Vozes ( Sobre o livro &lt;em&gt;O Deus de Carne&lt;/em&gt; )&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olá Diogo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;obrigada por sua mensagem, e por favor me perdoe pela demora de minha resposta.&lt;br /&gt;fiquei impressionada com sua produção literária - parabéns! gostaria de poder te ajudar, mas infelizmente não estou em condições de avaliar novos originais, ou de considerar a entrada de novos autores para a Agência.&lt;br /&gt;fico na torcida por você!&lt;br /&gt;muito sucesso, tudo de bom,&lt;br /&gt;Lucia Riff ( sobre a minha produção literária )&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diogo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;encaminho a mensagem que João José escreveu sobre a avaliação de seu livro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O esforço empreendido pelo autor na explanação das suas idéias é considerável. Contudo, não é classificável do ponto de vista de uma proposta seja filosófica, religiosa ou histórica. Portanto não é um estudo, senão em termos bastante pessoais, do tipo isto é o que penso sobre a vida, deus, os homens e a sociedade atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como proposta individual, que não se pretende filosófica, é bastante coerente com a linha de pensamento que defende, o anarquismo (cristão), e contém idéias que muito contribuiriam para o debate dos problemas que o homem atual enfrenta, não fosse o mascaramento na defesa de suas teses, embora apaixonadas, por citações de outros autores, filósofos na sua maioria, que servem apenas para dar um caráter solene e culto à proposta do autor, visto que os próprios autores citados são contraditados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor seria não citá-los, visto que as idéias postuladas só se justificam no próprio anarquismo e em uma fé onde só Deus é. As idéias do autor teriam melhor sabor se propostas sobre uma visão única da vida e da sociedade, e não calcadas e ou justificadas por outras idéias que, estas sim, foram forjadas sem o apêndice de rubricas consagradas, ainda que não tenham partido do zero. (João José de Melo Franco)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre o livro &lt;em&gt;Fé e Anarquia Cristã&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-4817268258248988023?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/4817268258248988023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=4817268258248988023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/4817268258248988023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/4817268258248988023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/10/comentrios-sobre-minha-obra-literria.html' title='Comentários Sobre a Minha Produção Literária'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-2687270918467756065</id><published>2008-10-10T08:50:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T09:11:35.050-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com Gustavo Gutiérrez</title><content type='html'>Ángel Darío Carrero, ofm *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adital -&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entrevista exclusiva ao pai da Teologia da libertação, Gustavo Gutiérrez, em seu 80 aniversario. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A teologia como carta de amor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Poucos são os criadores de uma ruptura epistemológica. No campo da filosofia ocidental moderna foram criadores Descartes, Kant, Hegel, Marx, Heidegger. Na teologia destacaram-se Tomás de Aquino, Lutero, Bultmann, Rahner. Gustavo Gutiérrez abriu um caminho novo e promissor para o pensamento teológico; descobriu ‘ uma nova maneira de fazer teologia’. São palavras certeiras do teólogo Leonardo Boff.A teologia na América Latina e no Caribe caracterizava-se por repetir ou sintetizar pensamentos forâneos. Gutiérrez cria, no fim dos anos sessenta, um método teológico desde e para a América Latina pobre e oprimida. Deu a essa reflexão da fé a partir do reverso da história o nome de Teologia da Libertação.Seu raio de projeção tem sido verdadeiramente impressionante desde a teologia negra, índia, asiática, feminista, ecológica e das religiões até a teologia judaica e palestina da libertação.Gustavo é o primeiro latino-americano a situar-se entre os grandes criadores dentro da história da teologia.No dia 28 de maio, a Universidad Central de Bayamón, dirigida pelos Padres Dominicanos uniu-se a uma plêiade de reconhecimentos internacionais, entre eles, o prestigiado Prêmio Príncipe de Asturias, outorgando-lhe o Doutorado Honoris Causa.&lt;br /&gt;window.google_render_ad(); &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Leia a entrevista: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Quando o senhor começa a assumir, como ponto de partida da teologia, a realidade da violência e da pobreza na América Latina e no Caribe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Comecei a trabalhar em março de 1964. Houve uma reunião convocada por Iván Illich. O conheci quando estava, todavia, em Porto Rico, em 1960. Foi Iván que convocou uma reunião muito informal em Petrópolis para que disséssemos como víamos o trabalho da teologia na América Latina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-E qual foi sua colaboração?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Falei de teologia como uma reflexão sobre a pastoral e sobre a vida cristã. O mesmo que formulei mais tarde como reflexão crítica sobre a práxis à luz da fé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-O primeiro que surge é o estabelecimento de um método que parte da vida real para iluminá-la à luz da Palavra de Deus e abrir caminhos concretos de libertação?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Sim. Eu passei praticamente todos os meus estudos de teologia preocupado com a questão do método. Daí a frase: ‘nossa metodologia é nossa espiritualidade’.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-O tema da proximidade aos pobres não é novo; porém, sim, a indagação sobre as causas da pobreza e a luta contra a pobreza como parte da identidade cristã. Quando começa essa transição?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Me convidaram para falar sobre a pobreza em Montreal, em 1967. Queria tomar distância de Voillaume, o autor de ‘En el corazón de las masas’, porque ele evitava qualquer perspectiva demasiado social em torno à pobreza; porém, a verdade é que não se pode evitar o fato social. Falei sobre três noções bíblicas em relação à pobreza: primeiro, a pobreza real ou material, vista sempre como um mal. A segunda é a pobreza espiritual, como sinônimo de infância espiritual. A pobreza espiritual é colocar minha vida nas mãos de Deus. O desprendimento dos bens é conseqüência da pobreza espiritual. E a terceira dimensão é a solidariedade para com os pobres e contra a pobreza. Voillaume fala que temos que ser pobres. Sim, muito bem; porém, para quê? Que sentido tem? Não é unicamente para santificar-me. Teríamos que ver o que isso significa para o outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Algum outro elemento importante dessa arquitetônica inicial?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Uma preocupação: como anunciar o Evangelho hoje? A teologia é feita para anunciar o Evangelho, a serviço da Igreja e da comunidade. Tantas faculdades pensam a teologia como metafísica religiosa, não como anúncio histórico de libertação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Quando esse novo modo de pensar a fé a partir da perspectiva do pobre e do excluído começa a chamar-se ‘teologia da libertação’?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Isso será em 22 de julho de 1968, em Chimbote, Peru. Pediram-me para falar sobre ‘teologia do desenvolvimento’ e me neguei. Disse-lhes que falaria sobre a teologia da libertação, que era mais pertinente em nosso contexto. Outra coisa que estava na moda era a ‘teologia da revolução’, da qual também tomei distância. O perigo da mesma era que pretendia cristianizar um fato político.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Diferente de outros, o senhor nunca esteve de acordo com partidos ou grupos como a Democracia Cristã, nem com ‘Cristãos pelo Socialismo’, apesar de acentuar a dimensão política da fé. Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Nunca gostei de que ‘cristão’ fosse usado como adjetivo. ‘Cristão’ é um substantivo. Sempre disse: ‘sou cristão por Cristo, não pelo socialismo’. Se, como cristão, alguém faz uma opção pelo socialismo, isso é outra coisa. Porém, não posso deduzir o socialismo pelo caminho da Bíblia. Da Bíblia deduzo a opção pela justiça, a opção pelo pobre. As pessoas, quando não entendem isso, dizem: ‘tu negas a política, estás do lado contrário’. Eu respondo que também creio na autonomia do social e do político.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Quando começa a idéia de formar o livro que se converterá em texto fundante da teologia latino-americana contemporânea: ‘Teologia da libertação. Perspectivas’?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Na realidade, não pensei em escrever um livro propriamente. Trabalhava nos temas que me interessavam e, pouco a pouco, foi saindo. No começo de 1969, após Medellín, uma comissão ecumênica sobre temas de desenvolvimento me convidou a Genebra. Então, retrabalhei a palestra que havia dado em Chimbote e, assim, continuei ampliando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Teve oferta concreta de alguma Editora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Não. Porém, passou Miguel d’Escoto, de Maryknoll, que acabava de fundar Orbis Books. Viu o livro e me disse: ‘vou publicá-lo’. Foi o primeiro livro publicado por essa editora. O traduziram e o publicaram em 1973, e tem sido o livro mais vendido dessa editora. Depois, passou o editor de Sígueme, da Espanha, e fez o mesmo. Outro que se interessou foi Gibellini. A edição italiana é, inclusive, anterior à espanhola. Já está traduzido para dez ou doze línguas, também para o vietnamita e para o japonês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Qual é a oposição principal que o livro recebe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Eu diria que, mais do que oposição ao livro, era oposição à teologia da libertação. Muita gente já estava escrevendo sobre o tema. Criticava-se o enfoque marxista da análise da realidade; porém, eu não me sentia aludido. A oposição mais forte que tivemos não veio de dentro da Igreja, mas de alguns componentes da sociedade civil -representantes dos poderes econômicos, militares, políticos. -A discussão aberta é signo de uma teologia que diz algo ao homem e à mulher de hoje, que gera diálogo crítico não somente no interior da Igreja, mas com a sociedade.-Boa parte das reações vem da acolhida que teve. Se eu tivesse permanecido em um ambiente de intelectuais, não teria tido esse impacto. Houve uma acolhida na base, inclusive com expressões que nunca me convenceram, mas que nascem da boa vontade, que dizem: ‘eu sou da teologia da libertação’. Porém, a teologia da libertação não era e nem é um clube no qual alguém se inscreve; nem um partido. Declaravam-se membros e diziam o que queriam e nem sempre correspondia ao que eu pensava. São coisas inevitáveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Porém, há também uma necessidade de encontrar falhas em uma teologia que provém do Sul.-Um jornalista estadunidense me perguntou: ‘o que a teologia da libertação pensa sobre esse problema mundial?’ Eu disse-lhe: ‘você crê que isso é um partido político e que eu sou o Secretário Geral? Pois, não é assim’. Disse-lhe também: ‘por que você não pergunta a Metz (Juan Bautista): o que pensa a teologia política européia desse problema mundial? A ele não; mas a essa teologia, sim. Claro, porque aquilo, sim, é teologia. Metz é alemão’. Algumas pessoas reagiam desse modo porque pensam que algo que vem da América Latina tem que ter grandes falhas. Tem que encontrá-las de qualquer maneira. Se tu és latino-americano, tem que haver alguma posição esquisita. O que querem é coisificar uma teologia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Se nos deixamos levar somente pelo que está escrito na imprensa, parece que o senhor foi condenado pela Igreja. E não é verdade.-É curioso. No meu caso nunca houve condenação, nem sequer houve um processo. Houve, sim, um chamado ao diálogo; perguntas que sempre estive disposto a responder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Parece-lhe válido esse tipo de diálogo?-Sempre acreditei que a teologia se faz no interior da Igreja. Na Igreja há carismas distintos. Podemos perguntar a quem escreve teologia que dê razão de sua fé, assim como damos razão de nossa esperança. Com esse nível de perguntas, não há porque se ofender.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Quanto tempo durou o diálogo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Começou em 1983 e concluiu de várias maneiras; porém, oficialmente, faz cinco anos. Durante muito tempo houve silêncio. Não houve nada comigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-O que diz o texto oficial?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A expressão é que tudo foi concluído satisfatoriamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Teve vários encontros cara a cara com o Cardeal Joseph Ratzinger?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Sim, para grande parte deles não fui convocado, mas eu mesmo tomei a iniciativa. Ratzinger é um homem inteligente, educado e, dentro de sua própria mentalidade, evoluiu, entendeu muitas coisas. Em uma ocasião, em Roma, me disse que havia lido meu livro sobre Jó. Eu mesmo lhe enviava meus livros. Sempre acreditei que a distância cria fantasmas. Disse-me que tinha gostado e que os teólogos do Sul tínhamos poesia; que a teologia européia era mais fria.&lt;br /&gt;-Seu modo de proceder tem sido sempre pouco conflitivo, enormemente dialógico e carente de dramatismo. Alguns crêem que corresponde à sua personalidade; porém, creio que aqui há algo profundamente eclesial.-Exato. Tudo vem de que o mundo que mais fala à minha vida não é o mundo intelectual. Não é a defesa de minhas idéias porque são minhas. Interessa-me a vida da Igreja, o anúncio do Evangelho e a vida das Conferências Episcopais.&lt;br /&gt;-A teologia carrega a marca de seu tempo. Estamos claramente entrando em outro tempo no qual não se sente a mesma urgência e se abrem outras rotas à fé.-Até os 40 anos nunca falei da teologia da libertação e creio que era um cristão de verdade. Assim, serei cristão depois da teologia da libertação. Quando me falam que a teologia da libertação já morreu, eu digo: ‘veja, não me convidaram para o enterro e creio que tinha algum direito’. Depois, digo-lhes: ‘creio que um dia, sim, morrerá’. Entendo por morrer o fato de que não tenha a mesma urgência que tinha antes. Isso me parece normal; foi uma colaboração à Igreja em um determinado momento.&lt;br /&gt;-Creio que faz bem em não converter a teologia da libertação em um ídolo, em uma ideologia à defensiva.-Não temos que transformar uma teologia em uma nova religião. Essa é a tendência da sociedade civil. Alguns pensam que a teologia da libertação é uma espécie de cristianismo distinto; o meu cristianismo. E falam isso como se fosse um elogio, não para criticar. Não crêem no cristianismo, mas na teologia da libertação. Pois, sinto muito: o importante é o cristianismo, não a teologia da libertação. A teologia da libertação somente pode ser entendida no interior do cristianismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-O senhor não acredita que antes se falava de pluralismo teológico, porém, na realidade, era sobre um pluralismo limitado, isto é, dentro de uma mentalidade quase exclusivamente européia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Sim, e, todavia, na academia teológica fala-se de nós como teologia contextual, um pesar que mantém uma estreita relação com a realidade. Quando me dizem isso, eu lhes digo para incomodar: ‘ai, você tem uma idéia muito má da teologia européia. Me está dizendo que não são contextuais; que é uma teologia que não tem relação com a realidade. Uma teologia no ar. Eu não creio nisso’.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-O senhor já teve que lutar contra certa pretensão de superioridade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Muitíssimo. Chamar ‘contextual’ a uma e a ‘não contextual’ a outra é um exemplo. Todo pensar corresponde a um contexto. Mais do que um rechaço à teologia da libertação, é uma comunicação com um ponto menor, como se fôssemos algo subalterno. Tem havido muitas coisas nesse estilo. Aceitavam-se as idéias; porém, criticava-se a teologia da libertação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Estávamos acostumados a que a teologia dialogasse somente com a filosofia e não com as ciências sociais. É uma novidade que demorou a ser aceita, no princípio.-Curioso, porque hoje as ciências sociais estão de cheio dentro da teologia. Essa crítica à teologia da libertação já prescreveu. E tudo isso ocorre apesar de que nunca dissemos que as ciências sociais substituíam a filosofia na teologia, mas que ampliávamos o leque de luzes e de disciplinas humanas para trabalhar o mistério cristão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Além disso, toda teologia verdadeiramente criadora gera resistências. É a prova de fogo de sua valia.-Evidente. Veja a reação ante o diálogo de Teilhard de Chardin com as ciências naturais. E o exemplo clássico de Santo Tomás de Aquino. Falo de um gigante frente a essa teologia tão anã, como a teologia da libertação. Tomás de Aquino teve resistências enormes; foi condenado pela Universidade de Paris e levou séculos para poder ser reconhecido. Ele incorporou uma filosofia que provinha de um pagão; a repensou; a retomou; a misturou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Acredita que já estamos em um novo e melhor momento?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-O momento mais duro e polêmico ficou para trás. Deve ficar para os historiadores. E é muito bom dizer que já passou. Se algo realmente morreu foi esta polêmica. Eu creio que já é tempo de baixar o tom.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Há um texto no qual o senhor reflete sobre o contexto atual da globalização e da pós-modernidade e para os desafios que a teologia apresenta. Refiro-me ao ensaio ‘Onde dormirão os pobres?’&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí começa a fazer uma crítica à tentação de fazer da própria teologia um ídolo.-Quando transformo alguma coisa que não seja Deus em um absoluto, caio na idolatria. Escuto dizer: ‘teologia da libertação ou nada’. Eu nunca disse: ‘se você quer compreender a Cristo, leia a teologia da libertação’. Agora, se alguém me pergunta se creio que lendo sobre a teologia da libertação vai compreender algo importante sobre o Cristianismo, creio que sim.É provocador dizer isso porque também a justiça pode converter-se em um ídolo. Vejo pobres serem maltratados por pessoas que se crêem mais politizados do que eles. Fiquei marcado por algo escrito por Pascal, que li quinze anos atrás: ‘o abuso da verdade é pior do que a mentira’. Uma pessoa pode ter a verdade e abusar dela. A pessoa é sempre mais importante.&lt;br /&gt;-Sua reflexão mais recente adverte também sobre a intenção de transformar o pobre em um ídolo.-Isso vem do romanticismo de alguns. Há pessoas que me dizem: ‘aprendi tudo com o pobre, o pobre é tão bom!’. Às vezes, brincando, digo-lhes: ‘você acredita que todos os pobres são mesmo bons e generosos, pois eu não aconselho que você vá ao meu bairro às duas da madrugada, pois ficará nu, como nasceu, só que mais velho’. É uma maneira de dar a entender que a opção não se faz porque o pobre é bom, mas porque Deus é bom. Se o pobre não é bom, a opção é a mesma. Muita gente se decepcionou porque acreditava que o pobre era bom. Se tivessem assumido compromissos porque Deus é bom, todavia estariam comprometidos.&lt;br /&gt;-De fato, em um artigo seu intitulado ‘San Juan de la Cruz en América Latina’ deixa anotado que abrir-nos à dimensão mais mística da fé nos ajuda a evitar esse caminho idolátrico (que, apesar de falar de libertação, não liberta).-A mística tem a capacidade de ajudar-nos a depurar a noção de Deus. Observando o desenho de São João da Cruz, vemos que a partir da ladeira do monte não há caminho. Isso é a mística. Um caminhar em direção ao Senhor. Continuar, fazendo d’Ele, conforme avança, nossa vida, nosso único absoluto.Sem essa dimensão mística, não existe verdadeiro compromisso com os pobres. Pois bem, temos que mudar a noção de mística. Não é como se diz por aí: sair desse mundo. Não se trata de transmitir uma mensagem, mas de ‘transmitir o contemplado’. A isso temos que agregar a intuição de Nadal: ser ‘contemplativos na ação’.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-O que, às vezes, se anuncia como mística, inclusive teólogos importantes ou estudiosos, todavia tem excessivas reminiscências neoplatônicas negadoras do corpo e da história.-A mística não é um desinteressar-se deste mundo. Todavia há pessoas que pensam que alguém que não pisa na terra é muito místico. Se o pobre não importa, não estou seguro de que se trata realmente de uma experiência mística. É interessante que uma mística, Teresinha de Lisieux, seja padroeira das missões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Progressivamente, parece que o senhor tem insistido na poesia como melhor linguagem para falar de Deus. É isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-A poesia é a melhor linguagem do amor. Deus é amor. A melhor linguagem para falar de Deus é a poesia. Uma linguagem profunda que vê o mundo e vê a relação a partir da dimensão e da profundidade que o conceito não oferece. Mesmo que não escrevamos poesia, a teologia deve ser sempre uma carta de amor a Deus, à Igreja e ao povo a quem servimos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;[Autor de ‘Llama del agua’ (Trotta, Madrid 2001) y ‘Perseguido por la luz’ (Trotta, Madrid 2008). Esta entrevista foi publicada originalmente em ‘A Revista’, do jornal El Nuevo Dia, de Porto Rico, em 22 de junho de 2008].&lt;br /&gt;[Tradução: ADITAL&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Site : &lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=34049"&gt;http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=34049&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-2687270918467756065?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/2687270918467756065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=2687270918467756065&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2687270918467756065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2687270918467756065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/10/entrevista-com-gustavo-gutirrez.html' title='Entrevista com Gustavo Gutiérrez'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-2213032928374171597</id><published>2008-10-09T17:08:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T17:09:23.580-07:00</updated><title type='text'>Soren Kierkegaard</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6fV9trC-qew"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=6fV9trC-qew&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-2213032928374171597?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/2213032928374171597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=2213032928374171597&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2213032928374171597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2213032928374171597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/10/soren-kierkegaard.html' title='Soren Kierkegaard'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-7464040196845679662</id><published>2008-09-15T09:14:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T09:16:31.714-07:00</updated><title type='text'>Oração de Nietzsche</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo. A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar. Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras: “Ao Deus desconhecido”. Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos. Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxem para o abismo. Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-Lo. Eu quero Te conhecer, desconhecido. Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida. Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer, quero servir só a Ti. (Ao Deus desconhecido – Friedrich Nietzsch).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-7464040196845679662?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/7464040196845679662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=7464040196845679662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/7464040196845679662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/7464040196845679662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/09/orao-de-nietzsche.html' title='Oração de Nietzsche'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-8329958657289669560</id><published>2008-08-09T16:32:00.000-07:00</published><updated>2008-08-09T16:59:00.161-07:00</updated><title type='text'>Doce Liberdade</title><content type='html'>&lt;em&gt;Estou desempregado!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas creio que é por pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que para muitos poderia causar  angústia, depressão, insônia e algumas úlceras estomacais,  para mim é motivo de alívio, de liberdade. Estou cançado do ritmo alucinante do comércio nos dias de sábado. Domingo então nem se fala... Cliente chato, funcionário chato, chefe chato. E as exigências aumentando: não ligava tanto para a questão do salário, é pouco, mas dava pra sobreviver. Mas sobre pressão... tem uma hora que tudo fica insuportável.  Senti saudade da igreja, senti saudade de Deus e de mim mesmo. Percebi que eu estava me transformando sorrateiramente num materialista machista estressado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Peraí: Machista?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vai trabalhar numa empresa onde a maioria são mulheres..  Dois anos disso quase me enlouqueceram. Era quase um casamento. Quase...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por hora dedico-me a minha paixão: escrever. Por meus livros nunca me sinto traído, mas as vezes tenho o costume de os trair.  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou desempregado. Olho no bolso e nem uma moeda sequer. Mas que miséria hein seu Diogo! O que é que você foi fazer...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Está feito. Pedi demissão e não vou voltar atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até conseguir outro emprego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-8329958657289669560?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/8329958657289669560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=8329958657289669560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8329958657289669560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8329958657289669560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/08/doce-liberdade.html' title='Doce Liberdade'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-1881153391475280589</id><published>2008-08-07T07:22:00.000-07:00</published><updated>2008-08-07T07:48:26.468-07:00</updated><title type='text'>Jesus Chorou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Jesus Chorou ( Jo.11.35).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós também choramos. Sendo assim, se torna fácil por essa via, alcançarmos familiaridade com ele. Jesus chorou e isso o fez homem, participando da nossa natureza, da nossa dor, do nosso repúdio à distância evocada pela morte, da nossa saudade. Jesus Chorou: um homem apenas como os demais? Nem tanto. O mesmo apóstolo que descreveu tal ato com tanta emoção, encerra o seu evangelho não poupando as reticências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém (Jo. 21.25).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;João, ele mesmo afirma que suprimiu e selecionou fatos, dentre os quais considerava que fosse importantes ou não ao objetivo de seu evangelho. É por isso que todo o seu conteúdo se eleva nos forçando a olhar por cima das aparências, dentre eles, os gentos mais banais, mais humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus chorou e isso para João é importante que todos saibam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apóstolo nos convida à uma profunda reflexão por cima da natureza do homem e sobre o homem, sobre criador e criatura. João nos convida a olharmos para Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus ? Quem é Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a pergunta que se escondia por trás de suas lágrimas. Todo homem chora. Mas se Jesus não for somente um homem, e se ele for mais do que isso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Putz, quem nos crucificamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O profeta? Um romântico revolucionário? O mestre da lei? O messias? O próprio Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus Chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus? Quem é Jesus?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-1881153391475280589?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/1881153391475280589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=1881153391475280589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/1881153391475280589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/1881153391475280589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/08/o-deus-de-carne-introduo.html' title='Jesus Chorou'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-5854010598838946094</id><published>2008-08-03T07:59:00.000-07:00</published><updated>2008-08-03T08:58:01.866-07:00</updated><title type='text'>Pornografia Evangélica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Novamente a paisagem urbana me convida à doce aspiração dos poetas mais enigmáticos: pensar. No entanto hoje, seu convite costumeiramente inusitado, pareceu-me mais uma forma violenta de agressão. Hoje sou um crítico ácido, apaixonado pelo calor da revolução, amanhã um incorrigível pensador tímido e fraco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;... e vós de duplo ânimo, purificai os corações (Tg. 4.8).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ai meu Deus, perdoai-me por amanhã, mas abençoai-me pelo calor apaixonado que me motiva a escrever a crítica de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso observar como funciona o mercado informal, em particiular o de dvd's piratas: andando com o passo apressado entre as ruas do centro da cidade, notei que atrás de um ambulante sentado num pequeno banco, estava uma prateleira repleta de dvd's evangélicos. O que me chamou a atenção foi perceber que bem ao lado, existia uma outra prateleira cheia de dvd's pornográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o ambulante é tudo igual: é só produto, e sem ele, sua maneira de ganhar dinheiro e sobreviver fica ameaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me fosse possível, faria apenas uma única pergunta aos rostos estampados naqueles dvd's: O que vocês vendem? O engraçado é que sei perfeitamente o que os dvd's pornográficos me diriam, no entanto, não consigo imaginar uma resposta dos outros dvd's que justifique e tente conciliar a prática comercial em larga escala com o cristianismo. Para o capitalismo tudo é produto, inclusive a fé, inclusive Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vende fé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vende espiritualidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vende milagres ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vende o perdão de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você vende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo vende a Deus, mas Deus não se compra. Me vêm a memória o peço da traição de Judas: trinta moedas de prata por Jesus, hoje em dia pagamos 5, 10, 50 reais por ele: cd's, dvd's, camisetas, bonés. Barato né? A liberdade de pensamento justificada pela política democrática apenas se justifica pelo interesse na expansão de mercados e de consumidores feito através do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será então a ditadura uma solução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos gregos, nem tudo se resolve pela dicotomia analítica bem- mal (na moral), bonito-feio (na estética), corpo-alma (na antropologia), Deus - diabo (na teologia). O mesmo acontece com a política: nem tudo se resolve com a dicotomia democracias - ditaduras. Somos cristãos: e como pensadores cristãos temos a dialética como uma ferramenta útil para a exposição didática da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só pensar um pouco...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-5854010598838946094?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/5854010598838946094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=5854010598838946094&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5854010598838946094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5854010598838946094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/08/pornografia-evanglica.html' title='Pornografia Evangélica'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-5219387317110259778</id><published>2008-07-27T10:04:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T07:31:38.783-07:00</updated><title type='text'>Entrevista a Jurgen Moltmann</title><content type='html'>Jürgen Moltmann, 81 anos, é neto de um grão-mestre da Maçonaria. Autor de Teologia da Esperança, influenciou gerações de teólogos contemporâneos. Esteve recentemente no Porto, a participar nas jornadas da Faculdade de Teologia da Universidade Católica. Nesta entrevista garante que o problema não é Deus, mas as instituições: "A Igreja para as pessoas já não funciona, precisamos de uma Igreja das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que importância teve o facto de ter feito a guerra e ter sido preso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um ponto de viragem na minha vida. Venho de uma família secular de Hamburgo. A religião, a teologia e a Igreja estavam longe de mim. Eu queria estudar física, matemática...Admirava Einstein, não era?Sim. Fui mobilizado, com 16 anos, para as baterias anti-aéreas de Hamburgo. Experimentei a destruição da minha cidade em Julho de 1943, depois de um bombardeamento inglês. Sobrevivi dificilmente: caiu uma bomba no centro da cidade e matou um amigo ao pé de mim. Vi-me a gritar: "Meu Deus, onde estás? Porque é que estou vivo e não morto?" Tive tempo para pensar, nos três anos como prisioneiro de guerra. Foi quando descobri Deus e Cristo. Tornei-me cristão e comecei a estudar teologia para descobrir que verdade havia nela. O fim da guerra revelou a destruição. O facto de sobreviver deu-me a determinação de defender a vida e a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus morreu no Holocausto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Deus revelou-se-me na paixão de Jesus Cristo, quando me senti abandonado. Descobri Cristo como meu irmão, que partilhou o meu abandono, que morreu gritando "Meu Deus, porque me abandonaste?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vítimas são o Crucificado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Cristo estava entre as pessoas mortas, sinal de que Deus está do seu lado, de que Deus também sofre na história. Compreendi Deus como um Deus de compaixão.Parece que Deus morreu ou desapareceu da Europa...Não, Deus não está morto na Europa. Essa foi uma ideia estranha, no século XIX. Nietzsche dizia que o homem tinha morto Deus. Deus está a sofrer e carrega todas as contradições que vivemos. Na sociedade secular, as pessoas esqueceram-no, temos um forte laicismo, mas isso não é bom. Por outro lado, estamos a entrar numa sociedade multireligiosa. O cristianismo tem que descobrir o seu papel nesta sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema das pessoas é com as instituições e não com Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, sem dúvida.Escreveu que a fé deve basear-se na ressurreição de Jesus. Como falar da ressurreição?Anunciando-a por aí. O espírito da ressurreição é o de amar a vida. A questão é se dizemos sim à vida ou se sacrificamos a vida, vitimizando as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a vida à luz da ressurreição de Cristo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem queira provas, pondo em causa a historicidade de Jesus. O túmulo estava vazio?Penso que estava vazio, porque os discípulos de Jesus fugiram quando ele foi crucificado. Eles esperavam que ele fosse o messias redentor de Israel e entretanto estava a morrer, impotente. Fugiram para a Galileia... Depois, Cristo ressuscitado apareceu-lhes e regressaram a Jerusalém, anunciando que Deus tinha ressuscitado Jesus de entre os mortos. Se o túmulo não estivesse vazio, os judeus teriam perguntado como podiam dizer isso. Apareceu o documentário sobre o alegado ossário de Jesus...Na América, pode fazer-se algo grande a propósito de Jesus, porque as pessoas gostam dele. Há a história similar que Jesus apareceu na Índia ou casou com Madalena, que os reis franceses descendem dele... Isso é apenas espectáculo, é religião pop...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode o Deus impotente de que falava salvar as pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Deus que não tivesse compaixão por nós não seria capaz de nos compreender. Um grande matemático e filósofo, Alfred North Whitehead, escrevia: "Deus é um companheiro sofredor que nos compreende." [Se não fosse assim,] Deus não poderia salvar-nos. Não acredito num Deus apático, mas num Deus de compaixão. Esse é o seu poder. Não é um super-poder como o da América, mas um poder de compaixão.Relaciona o terrorismo e a indiferença para com a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode vencer esse mal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só nas consciências, nunca nas ruas com polícias, bombas ou o exército americano. A vida é melhor que a morte e cometer suicídio e assassínios em massa é contra o Deus do islão e do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a religião da liberdade pode vencer a religião do medo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos elementos negativos, sobre a destruição da vida na Terra, em todas as religiões. As religiões devem tornar-se religiões da vida contra a morte. Devemos prevenir a destruição e o terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o pecado do desespero, que definia na Teologia da Esperança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, claro. Sem esperança, entramos no desespero. As pessoas não se interessam por nada, há o terrorismo, um grande desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que devem as pessoas pôr a sua esperança?Nas igrejas, na religião, na política?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Deus, espero, não nas instituições. A única razão pela qual a humanidade deve sobreviver é confiar que Deus quer que a humanidade sobreviva. Se não houver uma boa razão, porque devemos sobreviver?Disse uma vez que foi o marxista Ernst Bloch que lhe ensinou a esperança, que os cristãos tinham esquecido. Deixe-me dizer que Ernst Bloch não foi um marxista, mas um judeu reflectindo o messianismo. O seu livro O Princípio Esperança cita muito a Bíblia, facto raro na literatura filosófica alemã. Quando o conheci, há 40 anos, perguntei-lhe: "Você é ateu?" Ele respondeu: "Sou ateu, graças a Deus." Isso explica a sua forma dialéctica de pensar. O marxismo dele era tão pobre que foi expulso da sua cadeira em Leipzig, na antiga Alemanha Democrática, exilando-se na Alemanha Ocidental. A sua filosofia do messianismo e da esperança judaica inspirou-me a olhar para a tradição cristã. Não o segui, mas escrevi um trabalho paralelo, a Teologia da Esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como distingue a esperança cristã da utopia marxista e dos milenarismos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança cristã é uma perspectiva do futuro à luz da ressurreição de Cristo. O milenarismo é uma especulação, não tem a ver com a ressurreição do Cristo crucificado. A expectativa marxista do futuro tem a ver com o mundo moderno: há um progresso histórico da necessidade à liberdade, da sociedade burguesa à sociedade socialista e comunista. É parte da crença moderna no progresso. Não tem a ver com a esperança cristã na vinda do Reino de Deus à luz da Páscoa da ressurreição de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua teologia influenciou a teologia da libertação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu primeiro encontro foi com Gustavo Gutiérrez, com o seu livro Teologia da Libertação, publicado em 1971, em que ele citava a minha Teologia da Esperança, publicado em 1964. Ele aplicava algumas das minhas ideias à pobreza de massas. Houve um ponto de conflito não com Gutiérrez, mas com outros teólogos: o modo como usavam o marxismo era tão superficial, no meu entendimento de Marx e da realidade, que escrevi a alguns deles e isso provocou conflitos, depois ultrapassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como olha para o caso de Jon Sobrino, censurado pelo Vaticano em Março?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ele diz, também digo. Li a notificação da Congregação para a Doutrina da Fé [do Vaticano], um documento muito pobre, teologicamente mau. Estou muito mais do lado de Sobrino. A intenção [do Vaticano] era limitar a influência de Ignacio Ellacuría [reitor da Universidade Centro-Americana, de El Salvador], que foi morto [em 1989], com mais cinco jesuítas. Tenho uma relação especial com o acontecimento: quando mataram os padres mais outras duas pessoas, levaram um livro a Jon Sobrino, que estava cheio de sangue. Era o meu livro O Deus Crucificado. Fui em peregrinação, um ano depois, a El Salvador, aos túmulos dos jesuítas, símbolos desse Deus crucificado. Jon Sobrino é um dos melhores teólogos da América Central. Este é um debate tardio, supérfluo, desnecessário.Essa experiência é semelhante à da Igreja Confessante na Alemanha, que resistiu ao nazismo durante a II Guerra?Sim, deram ambas mártires. Mas há mais mártires nas comunidades e igrejas cristãs resistentes da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor luterano Dietrich Bonhoeffer fuzilado pelos nazis, é uma referência para si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. E influenciou também, pelo seu exemplo, muitos teólogos latino-americanos, no sentido de resistirem, mesmo activamente.Defende uma Igreja mais ministerial e carismática. É uma forte crítica à Igreja Católica, mais hierárquica.Não necessariamente. Nos últimos dez anos, tive uma relação forte com igrejas pentecostais na Coreia e na Nicarágua. É errado o que os bispos católicos dizem, que esses grupos são seitas. Desde sempre houve movimentos sectários no cristianismo. Mas aqui há mais qualquer coisa. Trata-se de uma nova vaga do Espírito Santo: formam-se comunidades e congregações, vão de casa em casa a evangelizar... Devemos tomar isto mais a sério e não falar apenas de seitas más. Por exemplo, há bairros em São Paulo com um padre para 25 mil católicos. A maior parte das pessoas nunca o vê e ele não pode nunca conhecer toda esta gente. Então, vêm os pentecostais, pregam de casa em casa, formam comunidades, convidam para o culto de domingo, são muito afectivos. A Igreja Católica tem que caminhar para uma "congregacionalização". A Igreja para as pessoas já não funciona, precisamos de uma Igreja das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como Lutero propunha, no início da Reforma protestante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mesmo se as igrejas luteranas também se tornaram estatais e estabelecidas. O que precisamos é de igrejas congregacionais. E isso está a ser influenciado pelos pentecostais. Não devemos rejeitá-los, mas ver o que está Deus a fazer através deles. E aprender deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://prasinal.blogspot.com/2007/05/jrgen-moltmann-uma-entrevista-ler.html"&gt;http://prasinal.blogspot.com/2007/05/jrgen-moltmann-uma-entrevista-ler.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-5219387317110259778?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/5219387317110259778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=5219387317110259778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5219387317110259778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/5219387317110259778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/07/entrevista-jurgen-moltmann.html' title='Entrevista a Jurgen Moltmann'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-2369895256413040818</id><published>2008-07-05T08:02:00.000-07:00</published><updated>2008-07-05T09:52:00.090-07:00</updated><title type='text'>Sonhar, Viver, Sobreviver</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A paisagem urbana pode oferecer uma fascinante viagem filosófica, as vezes sem volta: ontem num ônibus, voltando de uma cansativa rotina de trabalho, pude observar de relance pela janela, o garrancho quase infantil estampado num muro, cujas simples palavras, talves pela forma inusitada de as encontrar ali, se tornaram para mim profundamente belas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Parei, não diante do muro, mas na mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia a pixação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sonhar pra sobreviver&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem a escreveu? Talves um grande sonhador, anônimo cuja voz, estampada num muro, estava agora na minha mente, na minha vida. Sonhar, viver, sobreviver. transcender a vida, ultrapassá-la. Sonho. Só sonhando. Todo sonho é um horozonte, uma forma antecipada de ver o futuro, sentido. Todo sonho cria memória, faz história e a história cria um novo sonho, assim a vida continua, se perpetua. Todo sonho nasce de uma inconformação ao presente. Sonhadores costumam nascer póstumos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sonhar, viver, sobreviver&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo sonho vai além de um sentido para a vida, ele é o motivo para continuarmos vivo, se torna por isso uma força de reação contra a morte. Sem um sonho apenas existe o fim. Apatia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;I rave a dream.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tenho um sonho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu sou eterno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-2369895256413040818?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/2369895256413040818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=2369895256413040818&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2369895256413040818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2369895256413040818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/07/sonhar-viver-sobreviver.html' title='Sonhar, Viver, Sobreviver'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-400471688380143355</id><published>2008-06-28T10:32:00.000-07:00</published><updated>2008-06-29T08:53:28.431-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Rev. Carlos Alberto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns homens não podem ser descritos completamente por palavras, e são exatamente aqueles que fazem das palavras, mas do que a usual capacidade humana de se comunicar, a divina manifestação da própria providência. Acredito que o Rev. Carlos Alberto Chaves, pároco da &lt;em&gt;Paróquia Anglicana Reformada da Santíssima Trindade&lt;/em&gt; em Copacabana, esteja entre esses homens. Um grande orador: indício de uma acentuada preocupação em transmitir adequadamente a palavra de Deus - com conhecimento, inteligência e que acima de tudo, atenda as necessidades de seus ouvintes, que a Palavra de fato, seja uma forma de alimento, para o espírito e para a alma, que a Palavra de fato seja de Deus, e não a simples reverberação de um método eficiente de convencimento. Diante de um grande orador com tal preocupação, uma entrevista se torna uma forma de inspiração, não para ele, mas para nós. Portanto caríssimo, nos inspire...&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Blog da Paróquia Anglicana da Santíssima Trindade: &lt;a href="http://anglicanasst-rj.blogspot.com/"&gt;http://anglicanasst-rj.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Descreva resumidamente como foi o seu chamado e motivação à carreira pastoral, seu início e as frequentes dificuldades envolvidas nesse ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; - Quando adolescente fiquei muito marcado por minha experiência religiosa e, após a confirmação (profissão de fé), procurei, de todas as formas, resitir ao desejo de tornar-me Ministro do Santo Evangelho. Como, porém, parecia-me impossível (pois, assim pensar e procurar agir nesta direção era como estar fora do sentido da vida), resolvi aquiescer ao chamado e, com 17 anos ingressei no Seminário (completando 18 anos no primeiro ano do Curso de Bacharel em Teologia). Hoje, com 49 anos, não poderia me entender como pessoa e cristão, senão, fazendo o que faço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Um exemplo em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albert Schweitzer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Como o senhor vê hoje a situação da cristandade no mundo? A igreja tem de fato exercido a sua missão ou deixado a desejar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; - Há vários cristianismos no mundo e, para falar de cada um gastaria páginas de livros e livros para analisá-los. Queria, entretanto, fazer uma distinção: a instituição religiosa (igrejas) e as comunidades e/ou grupos de ação e fé sob inspiração religiosa cristã.&lt;br /&gt;Em geral as instituições são por demais coercitivas, castradoras, conservadoras (retrógradas), envoltas em disputas de poder, dentro e fora da instituição. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Qualquer parco sociólogo dirá que são características fundamentais de instituições aumentar seu poder, preservar sua coerção (poder) interna, ampliar suas fontes de recursos, aumentar sua abrangência social e coibir dissonãncias e discordâncias internas evitando dissidências. Sem isso ela não sobreviveria. Assim, instituições necessitam de pessoas que mantenham sua burocacria, exerçam a coerção e ampliem suas fontes de renda e número de adeptos. Seria impossível a uma instituição, senão, somente, sob pena de desaparecer, não ser: repressora, preservadora do status quo e interligadas às outras instituições que a cercam em relações de interesse e poder. Por isso, p.ex., a instituição religiosa perseguiu, prendeu, julgou, maltratou e matou a Jesus Cristo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma comunidade ou grupo, diferentemente, reune-se à volta de uma utopia, de um sonho, ou de ideais e buscas comuns: aqui encontramos mais a Igreja de Jesus Cristo do que, em si (note, em si), nas instituições religiosa que recebem o nome de "Igreja".&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Fale um pouco sobre seu envolvimento com a teologia da libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; - Quando estudei para o Bacharelado em Teologia, aqui na América Latina e, em especial no Brasil (1978), a teologia que movimentava o pensamento teológico era a TdL. Formei-me estudando seus autores e aprendi a ler a Bíblia pelos instrumentos das diferentes teologias da libertação. Ela conseguia usar o método barthiano de estudo das Escrituras (o jornal em uma mão e a Bíblia - e seus instrumento de análise - em outra) e a leitura crítica do socialismo e do marxismo à realidade. Por isso, entendi (no passado) e ainda permaneço entendendo, a TdL ainda é a única e melhor forma de se fazer teologia para a realidade na qual nos inserimos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Uma fonte de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; - São Francisco de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Uma experiência inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; - Como não sei se a pergunta volta-se ao negativo ou ao positivo, vou responder falando sobre um e outro.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Negativa - marcou-me profundamente ter de sepultar um oficial de Igreja, novo, com filhas adolescentes e dois pequenos filhos, que, no domingo havia-me pedido uma partitura coral que falava sobre a fé e a coragem que ela infunde e ter o mesmo usado isso para colocar sua cabeça dentro do forno, ligar o gás e suicidar-se. Esta foi uma experiência marcante, doída e difícil, mas, também, um desafio à confissão da fé e do múnus pastoral, pois tive de encontrar e buscar dentro de mim algo que não conhecia e julgava não ter para realizar o sepultamento, acompanhar a família posteriormente e conseguir consolar aquelas vidas ante ao trágico e bizarro. Até hoje suas filhas são minhas queridas amigas e sempre gratas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Positiva - reencontrar, depois de longos anos de separação, aquela que hoje é a minha querida esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Uma fonte de indignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; - O fosso desnecessário e injustificável entre os ricos e pobres no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Frase.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; -Há tantas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bíblica - Jesus chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor - F. Nietzsche:"Ai de mim, esta é a minha dor: introduziram atrás de todas as coisas, mentindo, prêmio e castigo.""Se dizem que são bons e mansos, para ser fariseu, só falta o poder."&lt;br /&gt;"Sou inimigo de tudo o que já, cansado, não pode nem morrer nem viver."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquilo que não se pode mais amar, deve-se passar além"&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dostoievski: "Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Os melhores livros:&lt;br /&gt;Rubem Alves - O Enigma da Religião&lt;br /&gt;Rudolf Bultamnn - Teologia do Novo testamento&lt;br /&gt;Leonardo Boff - Jesus Cristo Libertador &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Os melhores filmes:&lt;br /&gt;Um Sonho de Liberdade (Diretor: Frank Darabont; com Tim Robbins e Morgan Freeman)&lt;br /&gt;Ilha das Flores (documentário dirigido por Jorge Furtado)&lt;br /&gt;Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos (documentário dirigido por Marcelo Marsagão)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - As melhores músicas:&lt;br /&gt;À Flor da Pele, e, O Que Será (Chico Buarque)&lt;br /&gt;Somewehe Over The Rainbow (cantado por Judy Garland, do filme O Mágico de Óz)&lt;br /&gt;Bastidores (Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - O futuro:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; - Esperança e fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Seu legado:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; - Nunca se esqueçam dos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vigília da Noite&lt;/em&gt; - Um conselho para os que estão começando agora:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rev. Carlos&lt;/em&gt; - Não se vendam, não se deixem seduzir ou comprar. Melhor ter ideais bons, e seus, do que "segurança" e poder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-400471688380143355?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/400471688380143355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=400471688380143355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/400471688380143355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/400471688380143355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/06/rev-carlos-alberto.html' title='Rev. Carlos Alberto'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-6747402707430586472</id><published>2008-06-15T08:22:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T09:31:41.947-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Mulheres, mulheres e ulheres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Certas mulheres, mais do que seres humanos, são violentas forças da natureza. A mesma chuva que dá vida à terra, numa enchurrada arrasta cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo Salomão que escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que acha uma mulher acha uma cousa boa e alcançou a benevolência do Senhor. (Prov. 18.22)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E eu achei uma cousa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração são redes e laços, e cujas mãos são ataduras: quem for bom diante de Deus escapará dela, mas o pecador virá a ser preso por ela. (Ecl. 7.26)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talves eu esteja enlaçado. Ontem tive uma epifania: Afrodite desceu do Olimpo e veio até mim, ela me beijou e descobri que o amor é doce. Contudo, não nasci pagão, deusas não deveriam me impressionar, mas essa serpente me devorou, por ela eu fui envenenado. Malditos os homens que vivem como cachorros: o cachorro ao brincar com a serpente acabará sendo morto por ela. Estou apaixonado? Isso eu não sei dizer, tenho uma pedra no lugar do coração. Vivo desconfiado, não tenho beleza que impressiona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia dos namorados? verdadeiro amor não se comemora, se lastima, exatamente por sermos devoradores de corpos mais do que de almas. Amar uma mulher por causa da beleza de seu corpo é o mesmo que imunda necrofilia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo minha mensagem aos namorados citando Nietzsche e seu profeta Zaratustra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tema o homem a mulher quando a mulher odeia, porque no fundo o homem é mal, mas a mulher é perversa&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-6747402707430586472?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/6747402707430586472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=6747402707430586472&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/6747402707430586472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/6747402707430586472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/06/mulheres-mulheres-e-ulheres.html' title='Mulheres, mulheres e ulheres'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-357442104878696886</id><published>2008-06-14T13:27:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T09:31:15.858-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>O Desespero Humano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;" Oh! sei bem tudo o que se diz da angústia humana... e presto atenção, também eu conheci, e de perto, mais de um caso; o que não se conta de existências malbaratadas! mas só se desperediça aquela que as alegrias e tristezas da vida iludem a tal ponto que jamais atinge, como um ganho decisivo para a eternidade, a consciência de ser um espírito, um eu, por outras palavras, que jamais consegue constatar ou sentir profundamente a existência de um Deus, não tão pouco que ela própria, "ela", o seu eu, existe para esse Deus, mas esta consciência, esta conquista da eternidade, só se consegue para lá do desespero. E esta outra miséria" tantas existências frustradas dum pensamento que é a beatitude das beatitudes! Dizer- ai de nós"- que nos entretemos e que se entretêm as multidões com tudo, exceto com aquilo que importa! que as arrastam a disperdiçar a sua vida no palco da vida sem nunca lhes recordar essa beatitude! que as conduzem em rebanhos... enganando-as em vez de as dispersar, de isolar cada indivíduo, a fim de que sozinho se consagre a atingir o fim supremo, o único que vale que se viva e que tem com que alimentar toda uma vida eterna. Perante essa miséria eu poderia chorar uma eternidade inteira! Mas mais um horrível sinal dessa doença - a pior de todas - é o seu segredo. Não só o desejo e os esforços bem sucedidos para escondê-la daquele que a sofre, não só que ela o possa habitar sem que ninguém, ninguém a descubra, não! mas ainda que ela de tal modo se possa dissimular no homem que nem ele se dê conta! E, esvaziada a ampulheta, a ampulheta terrestre, reduzidos a silêncio todos os ruídos do século, acabada nossa agitação febril e estéril, quando em redor tudo for silêncio, como na eternidade - homem ou mulher, rico ou pobre, subalterno ou senhor, feliz ou mal- aventurado, quer a tua cabeça tenha suportado o brilho da coroa ou que, perdido entre os humildes, não tenhas tido mais do que as penas e os suores dos dias, quer a tua glória seja celebrada enquanto durar o mundo ou esquecido, sem nome, anonimamente sigas a multidão inumerável; quer o esplendor que te rodeou tenha ultrapassado qualquer descrição humana, ou os homens te tenham aplicado a mais aviltante das condenações, quem quer tenhas sido, a ti como a cada um dos milhões dos teus semelhantes, a eternidade duma só coisa inquirirá: se a tua vida foi ou não de desespero, e se, desesperado, tu ignoravas sê-lo, ou soterravas em ti esses desespero, como um segredo angustioso, como o fruto dum amor criminoso, ou se, horrorizando os mais, desesperado, gritavas enfurecido. E, se a tua vida não foi senão o desespero, que pode então importar o resto! vitórias ou derrotas, para ti tudo está perdido, a eternidade não te dá como seu, ela não te conheceu, ou, pior ainda, identificando-te, amarra-te ao teu eu, o teu eu de desespero!." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;KIERKEGAARD, Soren Aabie. O Desespero Humano. Coleção &lt;em&gt;Os Pensadores&lt;/em&gt;, 1974. pag. 348.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-357442104878696886?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/357442104878696886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=357442104878696886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/357442104878696886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/357442104878696886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/06/o-desespero-humano.html' title='O Desespero Humano'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-3579340592389366566</id><published>2008-06-09T08:02:00.000-07:00</published><updated>2008-06-09T10:19:22.030-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Pr. Paulo Lima</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Inauguro esta seção de entrevistas do meu blog com uma personalidade singular. Pastor batista, cujo ofício exerce com entusiasmo em Vila Norma, São joão de Meriti, no Rio de Janeiro, sua grande paixão é anunciar Cristo, tendo como principal característica uma sabedoria admirável para simplificar aquilo que outros teólogos só complicam: a doutrina cristã. Entretanto, sou suspeito a propor comentários: sou ovelha de seu ministério. Por isso, reservo esse espaço para que ele fale de si mesmo e de sua experiência na carreira ministerial e cristã. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Descreva resumidamente como foi o seu chamado e motivação à carreira pastoral, seu início e as frequentes dificuldades envolvidas nesse ministério. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pr. Paulo Lima&lt;/em&gt; - Aos 5 anos de idade a minha tia Carolina (Tia Calú) me disse: "Você vai crescer e vai ser um pastor" - isso foi num domingo no culto da manhã da Igreja Presbiteriana de Olaria (ano de 1950). Eu estava no colo dela no momento dessa palavra. Considero que foi uma inspiração divina que a levou àquela afirmação, pois, jamais me esqueci das suas palavras. O tempo foi passando e eu já adolescente tomei consciência da vida com as suas dificuldades, principalmente no que diz respeito ao pecado. Cheguei à conclusão que eu não poderia ser um pastor porque era indigno para tal. Julgava eu que um pastor deveria ser um homem com menos inclinação ao pecado do que eu.&lt;br /&gt;Lutei muito para não ser o pastor. Somente aos 38 anos de idade é que eu cheguei ao Seminário, depois de grande dificuldade, durante a qual eu entendi que toda a minha luta se dava porque eu estava sendo desobediente ao Senhor.&lt;br /&gt;Depois, abençoado e formado, assumi o ministério e tenho sido ricamente orientado pelo Senhor da Seara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Um exemplo em sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pr. Paulo Lima&lt;/em&gt;- A vida do Pr. Nilson do Amaral Fanini.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Como o senhor vê hoje a situação da cristandade no mundo? A igreja tem de fato exercido a sua missão ou deixado a desejar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pr. Paulo Lima&lt;/em&gt;- O inimigo lançou o joio no meio do trigo abundantemente. Hoje, a gente não pode afirmar quem é cristão e quem não é. Certamente que o fruto de cada um é que vai definir e dar a resposta. Entretanto, o "cristianismo da moda" como temos visto por aí, é algo que confunde e desorienta a quem busca a resposta a essa pergunta que você fez. A Igreja já não é una. Existem muitas denominações e muita efervescência no meio cristão, especialmente porque a maioria das denominações das dissidências, tão comuns hoje, tem fragmentado o meio dito evangélico, não permitindo que alguém se refira à IGREJA. Assim sendo, a missão de atender ao IDE de Jesus está altamente prejudicada, não permitindo uma avaliação absoluta. Mas, pode-se ver pelo contexto, que a missão de anunciar um Evangelho genuino e puro está altamente comprometida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Uma fonte de inspiração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pr. Paulo Lima&lt;/em&gt;- A Bíblia Sagrada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Uma experiência inesquecível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pr. Paulo Lima- Um encontro com o anjo do Senhor aos 19 anos e o reencontro com o mesmo 30 anos depois. Evito falar sobre os dois eventos que me fizeram reconhecer aquele personagem porque julgo que foi algo muito especial para mim. Por outro lado, alguém poderia julgar fantasiosa a história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Uma fonte de indignação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pr. Paulo Lima&lt;/em&gt;- As Casas Legislativas brasileiras me causam náuseas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Frase.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pr.Paulo Lima&lt;/em&gt;- "O teu carisma poderá te levar onde o teu caráter não poderá te sustentar"&lt;br /&gt;(Dr. Pr. Paulo Ribeiro - Assembléia de Deus)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Os melhores livros:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1 -Barro nas Mãos do Oleiro - Dorothy Sun&lt;br /&gt;2 -Sob os Céus da Palestina - Mário Barreto França (Poesias)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3 -Meu Querido Canibal - Antonio Torres&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Os melhores filmes:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1 - E o Vento Levou (inesquecível)&lt;br /&gt;2 - Ladrão de Casaca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- As melhores músicas:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1 - Love Story&lt;br /&gt;2 - El día em que me quieras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- O futuro:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pr. Paulo Lima&lt;/em&gt;- A Deus pertence, mas espero estar trabalhando até o meu último dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vigília da Noite&lt;/strong&gt;- Seu legado:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pr. Paulo Lima&lt;/em&gt;- Quero deixar impregnado na mente dos meus ouvintes que a vida (em todos os sentidos) só tem 3 degraus: SABER, CONHECER e ENTENDER. Só os entendidos serão vitoriosos. Por isso há que se especializar e ser o melhor naquilo que faz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-3579340592389366566?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/3579340592389366566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=3579340592389366566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3579340592389366566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3579340592389366566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/06/pr-paulo-lima.html' title='Pr. Paulo Lima'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-891785849275735369</id><published>2008-06-08T09:03:00.000-07:00</published><updated>2008-06-08T10:27:33.667-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Batismo de Sangue</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.blogger.com/www.cranik.com/images/batismodesangue.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 16px; CURSOR: hand; HEIGHT: 18px" height="448" alt="" src="http://www.blogger.com/www.cranik.com/images/batismodesangue.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante de um regime autoritário, todas as formas de reação e protesto parecem válidas, e com o tempo passam a ser interpretadas como oriundas de um único desejo de liberdade: o povo, na multiplicidade de expressões, se une na iniciativa de, por meio da força, do exemplo ou da idéia, promover a queda de regimes centralizadores e tiranos. E quando a igreja decide participar, mesmo não oficialmente dessa iniciativa, que antes de tudo não é política, mas social, partindo exclusivamente das camadas mais desfavorecidas da sociedade, a própria doutrina cristã se vê comprometida com a queda de regimes políticos, justiça social e tolerância a pluralidade. O cristianismo passa a ser então associado a ideais democráticos, por defender direta ou indiretamente, desde sua origem à beira do mar da galiléia e ao longo de toda a sua história, a vida. Assim nasceu a teologia da libertação, como protesto e denúncia, mas também como forma de aproximar o povo da igreja, a partir de uma indignação comum: o clamor por justiça. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Particularmente não acredito na democracia, e a forma como vejo o cristianismo, no que se refere a doutrina, diverge em alguns aspectos da teologia da libertação, contudo, gosto da ênfase propíciada por essa corrente teológica à prática, deixarei esse assunto para outra hora, entretanto, quero apenas dar ocasião ao filme, que inspirado no livro de Frei Beto, me levou às lágrimas, e perceber quão pouco cristão eu sou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;" &lt;em&gt;Baseado em fatos reais, o filme conta a participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar, no final dos anos 60. Movidos por ideais cristãos, eles decidem apoiar a luta armada, e são presos e torturados. Um deles, Frei Tito, é mandado para o exílio na França, onde, atormentado pelas imagens de seus carrascos, comete suicídio (...).O filme, de Helvécio Ratton, é baseado no livro homônimo do Frei Betto (vencedor do Prêmio Jabuti) e conta a ação dos dominicanos junto à Ação Libertadora Nacional - ALN, movimento guerrilheiro comandado pelo Carlos Marighella&lt;/em&gt;. ". Fonte: &lt;a href="http://www.cranik.com/batismodesangue.html" target="_top"&gt;www.cranik.com/batismodesangue.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-891785849275735369?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/891785849275735369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=891785849275735369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/891785849275735369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/891785849275735369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/06/batismo-de-sangue.html' title='Batismo de Sangue'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-8071737096658359315</id><published>2008-06-04T13:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T14:41:52.842-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Panegírico Televisivo</title><content type='html'>Estou cansado de desperdiçar cada segundo da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante da Tv todos os homens são apenas expectadores de suas próprias existências, não seus participantes diretos. Chamaria de "indústria do entretenimento" apenas uma forma mais sutil e bem elaborada de morrer, onde o que se está em jogo é a imolação da própria capacidade de respirar por si e para si próprio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É o mesmo que vender a alma para o diabo, e o corpo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo vício é uma fonte inesgotável de lucro e miséria: a Tv se tornou, mediante o patrocínio das grandes marcas de cigarro, cerveja e pornografia, uma fonte rentável de promoção à morte dos trabalhadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo cercado de cegos! Todavia não tenho certeza de ser um daqueles homens raros que ainda não se recusam a ver seus contemporâneos como eles são por dentro - ainda não adquiri estômago suficiente para abrir víceras de uma multidão de mortos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somos embrutecidos pela indução ao status, ao prazer e ao poder de vingança, descendo assim, chegaremos rápido ao inferno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"Oh Senhor, dai-me forças para subir ao céu"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou cançado de ser iludido pelo encantamento de fama e da hipócrita maneira de divertir as massas. Estou decidido a viver como uma força ácida de resistência. É necessário portanto, imunidade contra o vírus da impulsividade, da música que envolve ouvidos doces.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Convido a escutar o silêncio, o protesto emudecido pelos donos desse decadente mundo - agora as crianças choram, e não será tão fácil deixar de fazê-las parar de chorar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-8071737096658359315?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/8071737096658359315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=8071737096658359315&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8071737096658359315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8071737096658359315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/06/panegrico-televisivo.html' title='Panegírico Televisivo'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-2474550869299187966</id><published>2008-06-01T08:11:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T08:45:54.855-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Textos Antigos - Ser Profeta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; O caminhar solitário é a condição do profeta, assim como de todo aquele que se devota inteiramente ao reino de Deus. Sua solidão, embora lhe seja um estigma de sua busca por santidade, de sua mais profunda dor de viver paralelamente entre dois mundos, pelas quais ele se vê esmagado, contorcido e ao mesmo tempo estendido, dilacerado, mundos que se opõe entre si, não se esvanece em pleno comodismo egoísta, as multidões o procuram independente do motivo, e para a multidão o profeta se devota. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; O profeta, mesmo na mais absoluta solidão, se doa à multidão pedinte, as vezes até ingrata. A multidão somente pede e cabe ao profeta se doar a ela, todavia, sempre irá continuar pua massa de homens sem nome e carentes, pura figura abstrata. A doação exercida pelo profeta o esvazia de si mesmo, através de seus esforços em favor da multidão, até que por fim, não exista mais nada nele o que doar, ele se esvazia por completo, até que dele reste absolutamente o nada. Assim o profeta morre, morre como nada, sem outrora Deus lhe tinha dado como homem acima da multidão, o profeta morre sem nome, para que a multidão anônima, perdesse pelo seu nome o nome de multidão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; Entretanto, não é pelo seu nome que o profeta profetiza, na sua voz ecoa um nome que não é o seu: &lt;em&gt;Assim diz o Senhor&lt;/em&gt;..., é a primeira de suas premissas, tal como que doando-o a multidão anônima, para que por esse nome, a massa pudesse abandonar a sua condição de anonimato espiritual e social, para que, ganhando identidade, abandonasse a sua condição de mendicância espiritual e social e se tornasse livre. O nome do Senhor se ocultou na boca dos profetas, e na boca dos profetas ficou, sendo assim, impedida ficou a multidão de receber o nome do Senhor, recebendo por isso, o nome do profeta que eles tanto veneram depois de os terem assassinado, roubando-lhe até o nome. O profeta passou a ser objeto de veneração e o nome do Senhor de esquecimento. Todavia, Deus se encarnou, e como carne, uniu Deus e homem, mensagem e mensageiro, anunciou seu nome e o doou aos homens, se doou inteiramente e morreu na cruz por isso, pois em seu corpo não havia mais nada o que doar a não ser o seu próprio corpo e sangue. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-2474550869299187966?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/2474550869299187966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=2474550869299187966&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2474550869299187966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/2474550869299187966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/06/textos-antigos-ser-profeta.html' title='Textos Antigos - Ser Profeta'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-1997551028206207319</id><published>2008-05-29T11:36:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T09:23:04.325-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>O Deus de Carne</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Sinto-me profundamente inspirado!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Inusitadamente Deus fez cair um raio em minha cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Empenho todo o meu entusiasmo, lirismo e devoção, na convicção de estar escrevendo um livrinho cujo maior dos méritos consiste em erguer a voz, mesmo que rouca e fraca, em manifestação de louvor ao amor de Deus por nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;O mesmo Deus que permitiu que uma menina de cinco anos fosse covardemente jogada por um frio assassino da janela do sexto andar de um apartamento?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Sim, o mesmo Deus! &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Nunca vi criança alguma se preocupar com o medo da morte, sua inocência lhe impulsiona intensamente à vida!, todavia, quanto a nós adultos, morrer, limite de nossa decadência temporal, significa o mais terrível dos acontecimentos, a eminência de nossa extinção, por isso, um ato tão brutal nos comove à revolta e a justiça com as próprias mãos. A morte nos preocupa porque estamos todos devendo algo à Deus e ao mundo, porque o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23). A criança à eternidade nada deve, não há portanto o que nela temer.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;O mesmo Deus que permitiu a um terremoto dizimar a vida de mais de nove mil chineses?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sim, o mesmo Deus!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que morreu para a república popular da China: seres humanos ou trabalhadores?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se para eles fossem seres humanos, chorariam pouco seus mortos, mas como se tratavam de mão de obra barata e estudantes, três dias de luto oficial ainda não seriam suficientes. Nós ocidentais não estamos tão distantes disso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante do caos, exaurido todas as possibilidades de esperança e alternativas possíveis de reconstrução daquilo que se perdeu, as nações se voltam para nós e perguntam: &lt;em&gt;... Onde está o seu Deus? (Sl. 115.2) .&lt;/em&gt; Nessas horas todos os outros deuses ficam mudos exigindo de nós uma resposta.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Muitos, pela ingenuidade herdada de seus pais exclamam:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas o nosso Deus está nos céus: faz tudo o que lhe apraz. (Sl. 115.3)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Jesus Disse&lt;em&gt;: Eu sou o pão vivo que desce do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre;e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo (...). Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. (Jo. 6.51;56&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Deus desceu do céu: &lt;em&gt;... o verbo se fez carne e habitou entre nós...&lt;/em&gt; (Jo. 1.14) &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Deus se tornou homem para ensinar o homem a ser homem:&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;- Nós o invocamos como ideal de humanidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Deus se tornou homem para ensinar o homem, a partir do integralmente humano, como chegar a Deus:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Nós o invocamos por ele ser Deus:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;"... e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna." (1 Jo. 5.20)&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-1997551028206207319?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/1997551028206207319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=1997551028206207319&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/1997551028206207319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/1997551028206207319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/05/o-deus-de-carne.html' title='O Deus de Carne'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-7600895439693578276</id><published>2008-05-27T10:49:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T11:26:58.882-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Biografia Anônima</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou de férias!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tempo de cultivar novas e velhas virtudes, devotar-me às paixões mais sutis; um mês! único, para esquecer a transitória, porém maligna devoção dos meus contemporâneos ao altar da aparência, do dinheiro, da pompa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo vai passar....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tempo de ler mais, enobrecer a alma que outrora declinava de cansaço, se tornado progressivamente banal. Restaurar a energia intelectual que formenta em mim inquietação, decidida, porém arriscada escolha de lançar-me no caminho solitário da dúvida e da crítica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preciso escrever mais, fundar um legado, morrer homem. Odeio tornar-me futil, imbecilizado diante da falsa exuberância e brilho do corpo da mulher, do prestígio, do nada... mas as vezes é inevitável, para alguns, vindo de uma pessoa como eu, futilidade é um pecado que não tem perdão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preciso retornar a familiar clausura no meu interior, deixar-me novamente me envolver pelo manto negro da melancolia onde todas as paisagens são cinzas. Amor? O que é o amor? Não há mulher que me compreenda. Sou demasiadamente idealista para subir a cabeça ao lirismo da poesia romântica. A solidão é uma boa companheira, entretanto, que as vezes reclama demais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"Oh Deus, livrai-me do abismo,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;de precipitar os pés em direção ao precipício."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinto-me feliz em respirar a atmosfera doce e entorpecente da burguesia: ao entrar numa livraria,me torno um refinado intelectual, observador sentado na torre, que olha de cima, na excitante agitação cultural dos cafés ou na mesa de bar junto com o povo, deixando o tempo passar lentamente; bem alto, sentado no topo do mundo, onde catedrais se confundem com o monopólio econômico de grandes empresas, elevado entre a multidão pedinte e desclaça, carente de pão, onde até mesmo os anciãos se sentem orfãos de seus pais, cercado de homens consumidores da carne de crianças famintas e sedentos pelo sangue de homens honestos, risonhos, gordos, felizes, necrofílicos. Poderia chamar isso de felicidade ou apenas uma hipócrita indiferença aos rumos tomados pela humanidade e sua mal sucedida representação de benevolência?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somos todos atores, quanta mentira somos capazes de produzir! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os séculos que outrora estavam atrás de nós, hoje passam por cima de nossas cabeças, são eles que irão nos julgar. O martelo já definiu a sua sentença: somos todos miseravelmente culpados, e eu também estou entre aqueles que estão destinados à fogueira, o que me resta saber é que parte de mim poderá sobreviver ao fogo e as cinzas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-7600895439693578276?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/7600895439693578276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=7600895439693578276&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/7600895439693578276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/7600895439693578276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/05/biografia-annima.html' title='Biografia Anônima'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-8093841243059302116</id><published>2008-05-26T07:44:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T11:30:41.854-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='férias'/><title type='text'>Josú...</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ontem estreei no teatro. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acalmem-se: não me subiu à cabeça a pretenção de ser ator. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De diretor ou autor talves?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não... não, de expectador.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E comecei com uma grande peça " &lt;em&gt;Josú, o encantador de ratos&lt;/em&gt;". Não sou crítico de teatro, mas filósofo, a reflexão me interessa mais do que o lirismo e a dramaticidade da performace. Essa seria uma boa ocasião para pedir perdão a Carla Jausz (atriz que interpreta Josú), entretanto, acredito que sem sua interpretação intensamente expressiva, o texto de Hilda Hilst seria incompleto. É um bom casamento entre texto e atriz, celebrado pelo diretor Alexandre David.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A peça retrata os dilemas existenciais de um pobre artista de rua (Juzú), que para sobreviver, numa época, marcada pela ascensão de regimes totalitários, pelo militarismo e o surgimento dos ascenais nucleares, exibe seu rato malabarista em troca de algumas moedas. Posso arriscar o palpite de Josú ser um típico homem do povo russo, vivendo os horrores da segunda guerra mundial. Filho Bastardo de um general, pobre e analfabeto, maldito, artista: faz da arte não só o seu meio de sobrevivência, como também de educação, e a utiliza como forma de interpretar o mundo que o envolve. Nesse aspecto Josú é filósofo, é observador e crítico da realidade pela arte. Subjetividade, arte e vida se mesclam nessa obra onde o coração do pobre e do marginalizado se tornam armas contra o poder tirano de governos e seus exércitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Teatro Miguel Falabela.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Sextas e sábados às 21:30.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Domingos&lt;em&gt; às 20:30.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Site da autora: &lt;a href="http://www.hildahilst.com.br/"&gt;http://www.hildahilst.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-8093841243059302116?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/8093841243059302116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=8093841243059302116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8093841243059302116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/8093841243059302116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/05/jos.html' title='Josú...'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-9068595320593830341</id><published>2008-05-07T08:31:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T08:50:51.817-07:00</updated><title type='text'>O Que é Teologia? (Parte 1 - Programa de curso)</title><content type='html'>O Que é Teologia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.0 - Análise histórica e filosófica do Termo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1- Conceito Analítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.1- O pensamento grego e a questão exegética do termo : &lt;em&gt;Theós&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Logos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;           ( a teologia como discurso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.2- Teologia dogmática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1.3- Crise do conceito analítico-dogmático na religião cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.0- O Conceito Dialético&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1.1- A relação entre &lt;em&gt;Theós&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Logos&lt;/em&gt;: a teologia como diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1.2- Fases da teologia dialética: dogmática, crítica e dialógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.1.3- Teologia dialógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.0- Conclusão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-9068595320593830341?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/9068595320593830341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=9068595320593830341&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/9068595320593830341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/9068595320593830341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/05/o-que-teologia-parte-1-programa-de.html' title='O Que é Teologia? (Parte 1 - Programa de curso)'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-4912456488039924595</id><published>2008-04-13T10:32:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T09:01:13.451-07:00</updated><title type='text'>Algumas Ponderações Sobre Ateísmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;reflexão- Diogo&lt;br /&gt;Caros membros da Comunidade Ateus.net,Durante algum tempo tenho acompanhado toda a polêmica tratada aqui entre teistas e ateistas nesta comunidade, sou estudante de filosofia e admirador particular do existencialismo kierkegaardiano, onde, segundo o seu pensamento cristianismo (teísta) e agnosticismo nasceram um para o outro, o que leva como consequência a não dogmatização e não institucionalização do Cristianismo, sendo puro fator existencial a sua adesão. Outro fator importante a considerar é que o ateísmo, enquanto instrumento de crítica objetiva (científica) do teísmo, se mostra tão dogmático quanto este, e neste aspecto cristãos e ateus possuem cosmovisões muito similares. A tese de que A OBJETIVIDADE É O MEIO DE CONDUÇÃO PARA A VERDADE, é comum a ateus e cristãos dogmáticos. Lendo Nietzsche e Marx, percebi que a tranformação dos meios de produção, que o desenvovimento da técnica e da investigação científica é a responsável pela tranformação de toda a cosmovisão social, religiosa e etc. Em suma, que a ciência transforma a vida e esta, tranformada, transforma a ciência, a religião e etc. Em outras palavras QUE A OBJETIVIDADE NÃO É O MEIO DE CONDUÇÃO PARA A VERDADE, MAS É O MEIO DE CONDUÇÃO PARA A INVENÇÃO DE UMA VERDADE, EXATAMENTE PORQUE A OBJETIVIDADE AO TRANFORMAR A VIDA, É RESPONSÁVEL POR TRANSFORMAR-SE A SI MESMA, PERDENDO TODO O SEU CARÁTER ABSOLUTO. A ciência não é objetivamente absoluta, assim como não é objetivamente absoluta a religião. (paradoxalmente nem mesmo o que estou escrevendo agora deve ser considerado algo absoluto).Por fim, minhas reflexões amadureceram neste aspecto na leitura do livro "A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS" de Thomas kuhn, onde a idéia de verdade científica é questionada. Concluindo, tanto o ateísmo quanto o teísmo dogmático dão muito a desejar naquilo que prometem e que toda a verdade, seja religiosa ou científica somente pode ganhar adesão existencialmente, e para isso, tanto a ciência quanto a religião possuem particularmente um MÉTODO&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;04/07/07&lt;br /&gt;&lt;a class="btn" onclick="_submitForm(this, 'delete', '');; return false;" href="javascript:void(0);"&gt;excluir&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;Diogo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;específico para convencer as massas. Sendo assim, jamais posso criticar um postulado científico ou doutrina religiosa em si mesmo, exatamente porque o que deve ser criticado é exatamente a maneira como cada um independentemente convence as massas de sua veracidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=13086236338011083288"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;04/07/07&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=13086236338011083288"&gt;Eduardo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Reflexão II&lt;br /&gt;Num ninho de marfagafos há seis marfagafinhos. Quem amarfagafar os marfagafinhos, bom amarfagafinhador será.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=10587006704541300772"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;04/07/07&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=10587006704541300772"&gt;Lenhador&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Algumas ponderações&lt;br /&gt;1º - O que o ateísmo promete?2º - A ciência é um método para convencimento de massas?3º - Ora claro que nada pode ser considerado absoluto, mas dentro do mundo conhecido, algo é funcional, o que tem mais funcionalidade, o método científico ou o método religioso?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3913608480980896192"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;04/07/07&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3913608480980896192"&gt;Edilson&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o caminho...&lt;br /&gt;Eu sou o caminho, a verdade, e sei lá mais o que...Pague e te descolo um cantinho legal no céu!!!Tabela de preços:Islâmismo = 25% (ta caro pq ta difícil encontrar virgens)Cristianismo = 10% (é o que tá correndo no mercado)Budismo = 5% (é o ponto de equilíbrio dos 10% cristão)Induísmo = 30% (to pagando isso pq nem conheço essa ai)Ps-&gt; Se for grana a vistinha, da pra discutir valores!!!Aproveitem porque essa merda de mundo ta acabando e quando chegarem todos esses deuses, só quem tem cartão vai poder tirar o dele da reta!!!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14004711534630664660"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;04/07/07&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14004711534630664660"&gt;Cleber&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ufa !&lt;br /&gt;valeu lenhador,sabia que tinha alguma forma de responder isso. eu até tinha entendido que tinha sido proposto mas não conseguia me recuperar para formular alguma coisa.Agora só falta ele questionar o conceito de funcionalidade ...[]´s&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;05/07/07&lt;br /&gt;&lt;a class="btn" onclick="_submitForm(this, 'delete', '');; return false;" href="javascript:void(0);"&gt;excluir&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;Diogo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Respondendo as ponderações do lenhador&lt;br /&gt;Caro Lenhador, Gostei muito das questões levantadas, particularmente a última, e é exatamente nesta questão em que serei um pouco mais metódico e demorado. Sendo assim, gostaria de responder por hoje as duas primeiras questões, que por hora me deram a impressão de não ter sido muito claro em minha primeira exposição. 1- O Que o ateísmo promete?O que sustento em minha primeira exposição é que, a afirmação categórica ateísta "Deus NÃO existe" é essencialmente dogmática, e como todo dogmatismo, sempre está procurando justificações para a sua afirmação, e nesse sentido o ateísmo desenvolve estreitas relações com o próprio dogmatismo cristão. (ex: "Deus NÃO existe PORQUE....."; "Deus existe PORQUE...."). É exatamente esse "porque" que define o dogma, e em todo dogma está inserida um conceito de verdade "militante", ou seja, que tenta contradizer a oposição, percebo muito isso entre ateus e cristãos. O conflito ideológico é sempre oriundo de duas posturas ideológicas antagônicas entre si, essencialmente dogmáticas. Mas vamos dar um fim a questão: O que o ateísmo promete? A grande promessa do ateísmo é exatamente, no que se refere a uma deidade pessoal (teísta), negar todas as possibilidades de sua existência de uma maneira categórica, onde as possibilidades, por mínimas que sejam, são sempre viáveis (a teoria do caos reflete bem essa idéia). Se as possibilidades mínimas também são viáveis, nos encontramos então num paradoxo onde não podemos afirmar categoricamente nada, não podemos ser dogmáticos, em suma, acredito que tanto para o ateísmo quanto para o cristianismo, seriam fundamentais uma postura agnóstica de verem o fenômeno religioso, sempre abertos as possibilidades, sem esse "porque"...2- A ciência é um método para o convencimento das massas?Não, mas inserida no método científico contemporâneo está implicitamente estabelecido um paradigma de convencimento, que é exatamente a idéia de funcionalidade que você falou, além de outros princípios. Terminarei as questões posteriormente. Grato.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;05/07/07&lt;br /&gt;&lt;a class="btn" onclick="_submitForm(this, 'delete', '');; return false;" href="javascript:void(0);"&gt;excluir&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;Diogo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Além disso, por participar ativamente na tranformação social, no rompimento com antigos paradigmas legais, morais, científicos e religiosos, a ciência também é responsável por 'carregar" a consciência individual para tais rompimentos. E isso já está implícito na dialética social, na formação e transformação da cultura. O método de convencimento implícito na produção científica não é algo consciente, exatamente porque participa na construção da consciência, localizando-a no tempo, históricamente. Isso é constantemente repetido por Marx em sua "Ideologia Alemã", juntamente com Engels. Portanto esse método de convencimento não é criado à parte da ciência em si, mas está em sua própria natureza, na natureza da própria ciência.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=10587006704541300772"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;05/07/07&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=10587006704541300772"&gt;Lenhador&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;OláBom, primeiramente temos que definir o que se quer postular, ateísmo ou o conhecimento científico, que não são sinônimos.Há um pequeno erro de lógica ou informação nas suas colocações, pois o ateísmo tão somente é a opção de um indivíduo que não acredita em deus ou deuses. O ateísmo não é dogmático, não há uma doutrina ateísta, não há um propósito na negação, e também não precisa ser justificada.- 'A' diz: ASDFG existe;- 'B' diz - não creio que ASDFG exista;'B' não precisa justificar sua incredulidade porque não sabemos se 'A' alega algo válido.Isto é uma falácia perigosa de inversão do ônus da prova.Sobre o conhecimento científico: a) - A água ferve quando deus quer;b) - A água ferve quando sob temperatura elevada;Mesmo que o conhecimento científico ou a racionalidade ou a ciência não tivessem sido concebidos, existe na balança dos fatos algumas evidências funcionais. A religiosa é imutável, a científica molda-se conforme o mais evidente e funcional, qual delas é provavelmente mais apropriada em relação à nossa realidade?Abraços&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;06/07/07&lt;br /&gt;&lt;a class="btn" onclick="_submitForm(this, 'delete', '');; return false;" href="javascript:void(0);"&gt;excluir&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;Diogo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;respondendo ao Lenhador&lt;br /&gt;Caro Lenhador, Ontem, estava um pouco sem tempo para responder adequadamente as questões que você levantou. Sei que ateísmo e conhecimento científico não são sinônimos, todavia, o que percebo é que muitos ateus sustentam suas posturas filosóficas sobre o fenômeno religioso, através do cientificismo e o fazem em razão da própria idéia de funcionalidade, cujo fundamento é axatamente o de contrução e re-contrução social (segundo o pensamento de Marx), sendo assim, não posso conceber o cientificismo como realidade distinta do ateísmo, isso porque, o cientificismo, cujo valor coloca a realidade humana como autônoma e independente de qualquer deus ou entidade sobrenatural, não por si mesmas, mas sim na compreenção de que o homem é o ser que conduz o seu destino, torna por um lado a idéia de sobrenatural absurda e por outro, vê com otimismo a autonômia humana em contruir o seu mundo e explorar a natureza. (Nietzsche explora muito essa visão). Segundo as sua próprias colocações: "... o ateísmo tão somente é a opção de um indivíduo que não acredita em deus ou deuses. O ateísmo não é dogmático, não há uma doutrina ateísta, não há um propósito na negação, e também não precisa ser justificada."É exatamente esse tipo de ateísmo que acho fundamental e importante: o ateísmo como simples opção, todavia, o que percebo é que muitos ateus se agarram ao cientificismo como instrumento de justificação dessa opção, o que acaba por fazer do ateísmo algo dogmático. Compreende? E nesse aspecto, os ateus cientificistas se tornam próximos dos dogmatistas religiosos, que se utilizam de seus livros sagrados e "santos" líderes carismáticos, assim como essa classe de ateus se utiliza do cientificismo e da exaltação aos grandes nomes da investigação científica. É exatamente por isso que possuo uma estreita relação com o agnosticismo e não necessáriamente como o ateísmo em si. Todavia, como você mesmo explicou, é exatamente essa idéia de funcionalidade das evidências, que torna o cientificismo uma justificatica subjetiva (para &lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;Diogo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;o próprio indivíduo) para o ateísmo ou vice-versa. Mas o que vem a ser essa idéia de funcionalidade?O Que vem a ser essa funcionalidade?A ciência possui em seu âmago, assim como a religião, instrumentos indispensáveis à condução política. Marx enfatiza muito isso em praticamente todo o seu projeto filosófico, enquanto que Nietzsche se preocupa com a idéia de condução política na religião. Sendo assim, a ciência (em suma totalidade, como intrumentalização da lógica e da racionalidade, como história, filosofia, física e etc.) jamais pode contradizer permanentemente o desenvolvimento da sociedade civil (o conceito de contradição no marxismo se estabelece como rompimento com antigos padrões de desenvolvimento para a aquizição de novos paradigmas, em suma, se estabele então como re-construção), a ciência jamais pode se atrever a querer destruir a sociedade, onde (localização geográfica) participa ativamente na construção (obs: tal postulado seria um ótimo tópico de discussão política, e não necessáriamente religiosa), mais ainda, a ciência jamais pode contradizer permanentemente os detentores de poder dessa sociedade, o que é uma minoria elitista. A ciência então se torna também um instrumento de condução das massas pela classe dominante como força de manipulação da consciência coletiva, ou seja, dos padrões sociais normatizados de verdade, beleza, moralidade, identidade, assim como as negações oriundas delas. Se a classe dominante achar por natureza que a religião é um eficiente instrumento de condução, ela será favorável a liberdade religiosa, a democracia é um exemplo disso. Os processos que conduzem os instrumentos de produção de bens fazem com que a sociedade esteja sempre em processo de re-construção, intermediada por um estado de abandono de antigos paradigmas, por um estado de "destruição", num processo dinâmico que Marx interpretou como história. Em suma, a ciência, como motor responsável pela transformação dos meios de produção, altera os padrões que regulam a vida social e estes alterados,&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;06/07/07&lt;br /&gt;&lt;a class="btn" onclick="_submitForm(this, 'delete', '');; return false;" href="javascript:void(0);"&gt;excluir&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;Diogo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;modificam a consciência individual, e este movimento: vida social- consciência individual, sendo intermediados pelos intrumentos e pela força de produção de bens, recebe sua origem na produção científica, na exploração no que há de obscuro no mundo, determinando o andamento da história.A aplicação do conceito de funcionalidade está precisamente em todo tipo de verificação causal que tem como efeito a construção (mesmo que não seja permanente) da realidade social, cujo fundamento é o homem. É por tanto um conceito essencialmente pragmático e experimental. Posteriormente continuarei a minha reflexão sobre tal conceito.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9617009359278878017"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;07/07/07&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9617009359278878017"&gt;Lohanna&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entendi o que quis dizer e concordo. De fato, o ateísmo deveria ser, aliás, é apenas a negação do teísmo. Cabe ao teísmo explicações, não ao ateísmo. São os teístas que levantaram do pó a hipótese (certeza para eles) da existência de deuses.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;09/07/07&lt;br /&gt;&lt;a class="btn" onclick="_submitForm(this, 'delete', '');; return false;" href="javascript:void(0);"&gt;excluir&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16134756589325705452"&gt;Diogo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;continuando sobre a funcionalidade&lt;br /&gt;Todavia, entre os períodos de construção e re-construção da sociedade, períodos estes onde os paradigmas funcionam tão bem a ponto de se tornarem verdades, quando não absolutas, muito próximas disso, sejam elas religiosas ou laicas, existe um período de destruição. Nesse período a idéia de funcionalidade perde um pouco o seu valor, e com isso, tanto as doutrinas religiosas, quanto laicas tendem a se apoiar não mais num cientificismo, isso acontece exatamente por causa da transformação dos meios de produção e com isso, a progressiva aquizição de novos paradigmas. Essa tranformação dos paradigmas se estabelece nesse período de "destruição" e somente nele como uma exaltação a subjetividade, onde tanto o cristianismo quanto o ateísmo são paradigmas oriundos de uma adesão existencial. Um exemplo típico que eu posso dar foi a segunda guerra mundial. Nesse período, a humanidade experimentou um grande desenvolvimento tecnológico e científico, que em sua maioria foi a responsável pela morte de milhares de pessoas, e foi exatamente esse paradoxo entre sentido social (desenvolvimento científico e tecnológico) e sentido individual (convicções pessoais, sejam elas a favor ou contra a idéia da existência de uma deidade), que tornou todas as certezas duvidosas, e a idéia de funcionalidade (nesse período) deixou de ser um padrão. O existencialismo ressucitado durante e depois da segunda guerra é um produto direto disso, e nele tanto o ateísmo (Heidegger e Sartre) quanto o Cristianismo (Kierkegaard e Jaspers), passaram a ser vistos sem dogmatismos, como pura aceitação existencial. É mais ou menos assim: se o cristianismo dá sentido para a sua vida, seja cristão, se o ateísmo dá sentido para sua vida, seja ateu. É tudo uma questão de sentido existencial ....&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2299452488983206504"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;10/07/07&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2299452488983206504"&gt;Marcos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Concordo plenamente com o Diogo, e devo dizer-lhe queo texto traça um perfil seu parecido com o perfil de outrofilósofo que conheço e respeito muito.Ateus são pessoas que não encontraram Deus e ponto.Num estudo aprofundado percebe-se que as religiõespossuem interpretações muito diferentes, poréma mensagem delas é sempre a mesma.Qual seria esta mensagem é algo complexo demais(na verdade simples demais) para que eu possasimplesmente dizer eaqui e as pessoas compreenderem.O importante é isso: Todas as religiões dizem a mesma coisa.A institucionalização das mesmas(nesse caso pode-se incluiro ateísmo cientificista) é o que causa divergências e contradições,carregando esse desequilíbrio para a estrutura da sociedade.A institucionalização leva o indivíduo a escolher "um time",defendendo sua religião e desacreditando das outras.Esse conflito interno leva a conflitos externos, criação dee alteração dos dogmas de cada religião, para que sejam cadavez mais diferentes. As religiões em sua forma mais virgem(vide Bíblia, Alcorão, etc.) ainda dizem as mesmas coisas.Eu pessoalmente vivo sem um Deus, pois não o encontrei em minhavida, e após essas reflexões e pesquisas, incluindo pesquisas recentesde física quântica, cheguei a conclusões sobre o significado das religiõese encontrei um caminho de paz pelo qual posso seguir. Não estou dizendo que sou feliz, essa é uma tarefa muito difícil e estou muito longe de alcançá-la. Só digo que achei o caminho, segui-lo requer algum trabalho duro.Não discrimino nenhuma religião, porque todas são belas.Só não as sigo, pois são muito institucionalizadas e porquenão acho necessário a existência de um ser superior paraque eu possa alcançar o que quero.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-4912456488039924595?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/4912456488039924595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=4912456488039924595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/4912456488039924595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/4912456488039924595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2008/04/algumas-ponderaes-sobre-atesmo.html' title='Algumas Ponderações Sobre Ateísmo'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3340127805060421158.post-3751803606958635978</id><published>2007-03-24T08:01:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T09:02:07.696-07:00</updated><title type='text'>Anarquismo Cristão e Existência social do homem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A transformação de todas as coisas se dá por meio de uma constante modificação interior, por onde os conceitos, as idéias, os valores e até mesmo todos os atos passam a ser destituídos de sentido. É a grande fase da &lt;strong&gt;destruição&lt;/strong&gt; do existente, da dor de se descorir num mundo totalmente ausente de sentido, é a fase da crucificação e da morte, do isolamento e da solidão, por onde os homens começam a se mostrar totalmente hostís a qualquer tipo de sociabilidade, revelando progressivamente a sua anarquização. &lt;strong&gt;O homem ausente de sentido social é para essa mesma sociedade o seu opositor.&lt;/strong&gt; É nesse sentido que surgem os marginais sociais, os criminosos que tanto a sociedade recrimina, sendo eles mesmos um produto do seu próprio meio. Estes jamais passarão para a segunda fase, a fase da &lt;strong&gt;resistência&lt;/strong&gt;, exatamente porque toda a sua forma passiva de viver no mundo, não lhes instiga a negar tudo aquilo que o mundo quer que eles sejam. &lt;strong&gt;O mundo nos torna seu opositor, mas somente seremos maiores que o mundo quando negarmos tudo aquilo que o mundo quer que sejamos enquanto seu opositor. É necessário uma outra forma de oposição&lt;/strong&gt;. Necessitamos de uma oposição autêntica, individual, que não seja guiada pelos próprios valores sociais que nos inclinam passivamente à marginalização. A anarquização é inevitável e a marginalização uma opção que quando a negamos nos aproximamos de uma utopia, de um sonho. &lt;strong&gt;A resistência é uma oposição utópica, que enquanto oposição é crítica&lt;/strong&gt;. Nossa utopia é crítica, nesse sentido, nem todo utopismo é válido enquanto instrumento de transformação social, mas somente os utopismos que reagem contra os valores impostos pela sociedade constituida. O Cristianismo desde suas origens, sempre aos olhos dos grandes críticos textuais do Novo testamento, sempre se inclinou a uma utopia, e quando digo, uma utopia, afirmo que o Cristianismo possui valores tão distantes da sociedade civíl que aos olhos da mesma se parecem irrealizávéis.&lt;strong&gt; A encarnação da divindade e a sua inevitável crucificação revela uma distância intransponível entre Deus e os homens, revelam a existência de dois universos opostos que estão em constante luta um contra o outro. O homem luta contra Deus e por isso mesmo o explusa do seu universo, mesmo querendo Deus uma aproximação. É exatamente nessas circunstâncias que estando Deus no mundo, ele sempre se mostrará como seu opositor, da mesma maneira que estando o homem no mundo de Deus, ele sempre será visto como seu opositor, daí se originou por parte dos homens a condenação de Cristo como falso messias e por parte de Deus do conceito de pecado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus entrou no mundo dos homens para fazer os homens entrarem no mundo de Deus. Sendo assim, Deus através da sua crucificação nos incitou a vermos a nós mesmos como pecadores, e a nos olharmos como tal, superarmos essa condição, através de uma conciliação entre o homem e Deus. É exatamente nessas condições que Cristo sempre incita em seus sermões a aparição presente (interior) e futura (exterior) do Reino de Deus. O Reino de Deus unido ao reino do homens no coração e ao redor de seus olhos. Todavia, esse Reino é um reino a ser construído, e isso requer ação. &lt;strong&gt;A contrução sempre requer uma ação, desse modo um padrão de conduta que enquanto destruição do mundo presente e resistência da reação desse mundo corrompido, é a implantação do Reino de Deus na vida dos homens&lt;/strong&gt;. Essa é a maior máxima que um cristão pode ter para sua vida: destruição (anarquização), resistência (crítica utópica aos valores estabelecidos) e construção (ação na implantação de novos valores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogo Alves da Conceição Santana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3340127805060421158-3751803606958635978?l=vigiliadanoite.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/feeds/3751803606958635978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3340127805060421158&amp;postID=3751803606958635978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3751803606958635978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3340127805060421158/posts/default/3751803606958635978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vigiliadanoite.blogspot.com/2007/03/anarquismo-cristo-e-existncia-social-do.html' title='Anarquismo Cristão e Existência social do homem'/><author><name>imperator Gamaliel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09123445787851690118</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_0a3JlljloRU/S57x3U8Dc2I/AAAAAAAAAyw/ohoLCJ7p0ms/s1600-R/OgAAAGgphYXYCLczbEDAcEYiXboFENP5G87IjJR_j4hIw0EVetKLlgXrWjA9JuQLP9IhVNbtCqXD_d1reTWghm0r0uoAm1T1UEeXLUP7zITkurEiOc61ygKTF6X2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
